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parte  do  cérebro  relacionada  à  prazer  e  recompensa,  recebe



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Núcleo  Accumbens,  parte  do  cérebro  relacionada  à  prazer  e  recompensa,  recebe 

uma substância chamada de Dopamina (neurotransmissor responsável pelo controle 

de emoções) (VERZARO, 2012). 

Para  Bruscia  (2000),  a  música  é  uma  experiência  receptiva  em  que  o 

indivíduo pode ter três tipos de reações: responder de forma silenciosa, verbalmente 

ou  por  meio  de  outra  modalidade.  Tais  modalidades  seriam  as  emoções, 

sentimentos,  reações  de  humor  ou  tristeza  e,  quando  uma  música  quebra  as 

expectativas  esperadas  por  alguém,  o  sistema  nervoso  simpático  (responsável  por 

ações  como  aceleração  do  batimento  cardíaco  após  uma  corrida)  faz  com  que  o 

coração  comece  a  acelerar  e  a  partir  daí,  interpreta-se  esse  estado  de  excitação 

como de felicidade ou tristeza. 

As  sensações  causadas  pela  música  podem  ser  também  influenciadas  por 

experiências  ou  histórias  individuais,  mas  que  estão  de  alguma  forma  ligadas  ao 

conteúdo musical. A música provoca  inúmeras sensações fisiopsicológicas  que se 

formam a partir de alguma experiência já vivida (DUARTE, 2014). 

 

A  emoção  musical  procede  de  uma  dinâmica  de  forças,  como  no 



campo da física, e a conduta do homem pela emoção se caracteriza 

como  um  fenômeno  tanto  orgânico  quanto  psíquico.  O  resultado  é 

uma forma de comportamento, e, como tal, pessoal. Envolvendo um 

conteúdo  ativo  (motor),  intelectual  (mental),  afetivo  (psicológico),  e 

tributário dos sistemas de percepção (auditivo, sistema de percepção 

interna,  sistema  tátil,  visual),  tanto  quanto  da  reação  do  sistema 

nervoso  com  o  endócrino,  o  conteúdo  ativo  se  traduz,  na  emoção 

musical,  numa  reação  ao  objeto  apresentado  ou  representado 

(formas sonoras em movimento); o conteúdo intelectual diz respeito 

a  conhecimento,  objeto  da  emoção,  e  o  afetivo  remete  à  emoção 

propriamente  dita,  exprimindo  na  acepção  ampla  desse  termo  os 

valores que a situação vivenciada significa para o sujeito (SEKEFF, 

2007, p. 59).

 

 




20 

 

Partindo  dessa  ideia,  Duarte  (s.d)  afirma  que  uma  obra  musical  não  pode 



causar  efeitos  que  sejam  considerados  universais,  visto  que  cada  pessoa  produz 

sensações  relacionadas  à  sua  história,  experiências,  contexto  social  e  que  se 

relacionam também com sua interpretação pessoal do objeto musical. Uma mesma 

música  pode  causar  diferentes  sensações  em  uma  pessoa  pelo  momento  ou 

situação da vida em que ela se encontra. 

Para a autora, a música do século XX pode ser caracterizada por: 

 

 

[...]  novos  meios  de  composição  e  uma  abrangência  quase 



ininteligível da concepção musical, mas que exprime a demanda do 

sujeito  contemporâneo  em  quebrar  paradigmas  anteriores  e  se 

elevarem  a  uma  autonomia  exigida  pela  realização  de  libertação. 

Nesse  sentido,  a  música  de  vanguarda  (serialismo,  atonalismo, 

dodecafonismo, 

minimalismo, 

música 

concreta, 

eletrônica, 

pontilhista,  aleatória  e  microtonal)  é  a  expressão  emocional  própria 

do século XX e a aparente aversão e estranheza que elas despertam 

não é fruto de sua incompreensibilidade, mas exatamente do fato de 

serem demasiadamente bem compreendidas (DUARTE, s.d, p. 09). 

 

 



A  progressão  e  a  aceleração  graduais  do  ritmo  pode  levar  o  ouvinte  a  um 

transe hipnótico e distorcer o sentido do tempo. Tal impacto pode regular processos 

fisiológicos,  harmonizar  a  taxa  cardíaca  e  sintonizar  a  química  cerebral  de  forma 

semelhante (VERZARO, 2012). 

A dissociação entre mente e corpo, percebidas em algumas situações, pode 

levar a diferentes resultados. Para algumas pessoas pode levar ao pensamento com 

clareza, enquanto para outras pode fazer exatamente o contrário.  

 

A  música  pode  ser  um  alívio  para  os  pensamentos  constantes  que 



assolam a mente e fatalmente acabam em fardo, problemas e stress. 

O  poder  da  música  sobre  os  estados  de  consciência,  em  última 

análise  é  totalmente  subjetivo.  A  música  eletrônica  é,  portanto,  um 

veículo  através  do  qual  se  pode  transcender  em  sua  própria 

realidade  para  perder-se  em  uma  força  maior  (VERZARO,  2012, 

p.01). 


 

 

2.5 Mercado 



 

 



21 

 

Alguns  anos  se  passaram  desde  que  a  música  eletrônica  tornou-se  alvo  de 



grandes produtores e empresários de todo mundo. O Brasil não fica fora disso, se 

tornando  um  dos  maiores  polos  do  gênero  eletrônico  mundial.  De  acordo  com  a 

reportagem do site G1 (Portal de notícias da Globo), publicada em junho de 2015, a 

indústria  eletrônica  foi  consumida  por  mais  de  28  milhões  de  brasileiros  e 

movimentou  R$  3,1  bilhões,  em  2014,  no  país.    Isso  demonstra  um  mercado 

promitente  e  próspero  para  investidores  e  profissionais  dos  diversos  segmentos 

ligados  à  arte  e  cultura,  fazendo  com  que  grandes  marcas  internacionais  queiram 

trazer seus eventos  e festivais para terras brasileiras. 

O EDC (Electric Daisy Carnival) é um exemplo disso. Um festival de música 

eletrônica  que  acontece  em  Las  Vegas,  Estados  Unidos,  reuniu  cerca  de  300.000 

pessoas em seu último evento e fará uma edição esse ano no Brasil, nos dias 04 e 

05 de dezembro. Além deste, a marca Tomorrowland da Bélgica realizou seu festival 

no  interior  do  estado  de  São  Paulo  em  Maio  de  2015,  onde  180  mil  pessoas 

participaram  da  celebração.  Marcas  como  o  Rock  in  Rio  e  Lollapalooza  que  tem 

como  vertente  principal  o  Rock,  também  estão  investindo  no  cenário  eletrônico, 

criando uma pista do estilo em suas edições. Todos esses exemplos mostram como 

a música eletrônica está cada vez mais em ascensão e entrelaçada com o público 

brasileiro, e que reflete positivamente na economia do país (INDÚSTRIA..., 2015). 

A  reportagem  publicada  em  setembro  de  2014,  pelo  Ministério  do  Turismo, 

mostra que, com a realização desses grandes eventos no Brasil, leva a uma grande 

movimentação não só de brasileiros, mas também de estrangeiros por todo o país. 

Tal fato acaba movimentando as indústrias alimentícias, hoteleiras e transportes das 

cidades  que  recebem  essas  realizações.  Vale  ressaltar  também  a  quantidade  de 

emprego  que  é  gerado,  em  função  da  quantidade  de  trabalho  e  equipe  que  são 

necessários para se organizar uma festa desse porte. 

Esse crescimento do cenário eletrônico, em âmbito mundial, faz com que os 

DJ,  profissão  que  está  diretamente  ligada  a  esse  tipo  de  festa,  sejam  muito  bem 

pagos. A revista americana Forbes, listou os DJ mais bem pagos do ano de 2014. O 

britânico  Calvin  Harris,  o  primeiro  da  lista,  arrecadou,  neste  ano,  cerca  de  US$66 

milhões  de  dólares.  Outros  artistas  como  David  Guetta  e  Steve  Aoki  arrecadaram 

em média US$25 milhões de dólares em um ano (FIRAS, 2014). 


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