Microsoft Word Natal, hist\363ria, cultura e turismo atual09092008. doc


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LÍGIA TOMAZ DA SILVA
ANA CLÉZIA SIMPLÍCIO DE MORAIS
LORENE KÁSSIA BARBOSA
DIANA SILVA DE MOURA
MARCONE BERNARDINO DA COSTA
FERNANDO LUIZ LIMA DE SOUZA
NEUMA PATRÍCIA DA ROCHA ALVES
HUDSON RODRIGO DE FREITAS CARVALHO
ROSANE FIGUEIREDO DA ROCHA
JAELSON DANILO RODRIGUES DANTAS
SILVESTRE GOMES MARTINS
JOSEARA LIMA DE PAULA
VICTOR HUGO DIAS DIÓGENES


APRESENTAÇÃO
A herança do nosso passado, embora ainda não devidamente valorizada,
proporcionou a formação de expressivo patrimônio histórico e cultural em Natal.
Contudo, só recentemente esse patrimônio começou a ser valorizado pela chamada
indústria do turismo. Ao apresentar subsídios da nossa história e dos nossos bens
culturais, materiais e imateriais, este trabalho pretende demonstrar que tal riqueza
pode, e deve, ser melhor explorada pelo segmento econômico representado pela
atividade turística.
A gênese da atual capital do Rio Grande do Norte remonta ao século XVI.
Durante a União das Coroas Ibéricas (1580-1640), na qual Portugal ficou
subordinado à Espanha, o rei Felipe II, por meio das Cartas Régias, determinou a
concreta ocupação da Capitania do Rio Grande. Com essa finalidade, a 6 de janeiro
de 1598, teve início a construção da Fortaleza dos Reis Magos e, a 25 de dezembro
do ano seguinte, a fundação da cidade de Natal. Aqui, como em todo o Brasil, a
colonização lusitana proporcionou a formação de uma sociedade caracterizada pela
pluralidade étnica e a diversidade cultural, resultantes das contribuições indígenas,
africanas e européias.
Símbolo da colonização portuguesa, a Fortaleza dos Reis Magos é,
atualmente, nosso principal monumento histórico e recebe anualmente milhares de
visitantes. Entretanto, o desenvolvimento da cidade ocorreu em uma área
relativamente distante da Fortaleza. Segundo os historiadores, o plano elevado onde
atualmente encontra-se a Praça André de Albuquerque, no centro da Cidade Alta, é
o núcleo do sítio histórico urbano de Natal.
O bairro da Ribeira, adjacente a esta região, constitui outra parcela da
formação histórica da capital potiguar. A partir do século XIX, este bairro foi
emblemático para a evolução urbana de Natal. A Ribeira recebeu a instalação do
porto, ampliou seu comércio, abrigou a sede do antigo palácio do governo, implantou
o primeiro cinema e, no início do século XX, o melhor teatro da cidade. O auge do
bairro ocorreu no contexto da Segunda Guerra Mundial, quando atraiu milhares de
soldados, brasileiros e norte-americanos, para o seu comércio e sua agitada vida
noturna.


Dessa forma, as manifestações culturais, as edificações e monumentos
focalizados neste trabalho representam fragmentos deste passado. Esse patrimônio
cultural de Natal, aliado à beleza de suas praias e lagoas, a suas dunas e ao sol que
aqui brilha quase o ano inteiro, atraem turistas de várias partes do mundo. Também
a seu favor está a constatação de que o nosso município tem um dos ares mais
puros das Américas. Temos ainda como atrativos, manifestações culturais
representadas na música, na dança, na culinária, no artesanato e nas festas
populares, e nossa maneira de bem receber o visitante.
Com o desenvolvimento da cidade e a gradual valorização de seu patrimônio
histórico e natural, o turismo se constituiu em expressiva fonte de renda para o
município. A evolução dessa atividade econômica exigiu maiores investimentos em
infra-estrutura e prestação de serviços de qualidade aos turistas que nos visitam.
Decorreu daí a criação da chamada Via Costeira, com cerca de 10 km de extensão,
interligando as praias de Areia Preta e Ponta Negra. Em sua área, nas imediações
do Parque das Dunas, estão instalados hotéis de alto padrão e um Centro de
Convenções.
Em Natal, o turista pode apreciar a diversidade de pratos típicos da culinária
nordestina e potiguar. Entre eles destacam-se a carne-de-sol, servida com manteiga
do sertão (manteiga da terra), feijão verde, macaxeira, farofa d’água e paçoca.
Também fazem parte das nossas comidas típicas, o cuscuz, o grude de Extremoz
(município da Região Metropolitana de Natal), a cocada e outras iguarias.
Em Natal, também se encontra o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte,
Unidade de Conservação de Proteção Integral, inserida na Zona de Proteção
Ambiental 1 (ZPA-1). Além de importante instrumento de preservação dos
reservatórios de água de Natal, o Parque tem sua concepção arquitetônica assinada
pelo
renomado
arquiteto
Oscar
Niemeyer.
Além
de
apresentar
uma
rica
biodiversidade, possui espaço destinado a eventos, Biblioteca, com um grande
acervo, Auditório, Centro de Educação Ambiental e uma Torre, com uma estrutura
de 45m de altura, onde funcionará o Memorial da Cidade.
Entre as atrações proporcionadas aos turistas estão o passeio de buggies
pelas praias do litoral natalense e das cidades circunvizinhas, como nas dunas
móveis de Genipabu. O banho na lagoa de Pitangui e o mergulho nos parrachos


(piscinas naturais, formada nos arrecifes da praia) de Muriú. As festas religiosas,
como a de Nossa Senhora dos Navegantes e a dos Santos Reis, e as manifestações
populares como o pastoril, congos de calçola, caboclinhos, bambelôs, boi calemba,
fandango e a lapinha, exemplares do nosso patrimônio cultural. Além dessas
atrações, temos o Carnatal; carnaval fora de época do qual participam, além da
população local, grande número de turistas, nacionais e estrangeiros.
Por tudo isso, temos o prazer de apresentar, neste trabalho, uma amostragem
do patrimônio histórico, cultural e turístico de Natal capaz de atender aos interesses
dos nossos mais exigentes visitantes.


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