Microsoft Word Mitos da Criação Trabalho final doc


Relativas ao sexo do bebé



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Relativas ao sexo do bebé

Sabemos que o sexo do bebé começa desde cedo a ser idealizado pela grávida, devido a influências familiares,

sociais e culturais. A sua preferência, embora por vezes não verbalizada, pode ser por uma menina que ficará

mais perto da mãe, ou por um menino em função de um modelo familiar tradicional em que o filho assumirá o

papel protector da família.

Acredita-se também que, por exemplo, comendo produtos picantes levará ao aparecimento de um rapaz, ou

comprar tudo cor-de-rosa, converterá a criança que está dentro da barriga numa menina. (ROSENDO 1992)

Já num papiro do Egipto de 2200 a.C. se relaciona o aspecto da mulher grávida com o sexo do feto (MATOS

1993).

Perménides de Eleia, filosofo grego de 540 – 450 a.C. já considerava que, à direita do ventre se desenvolviam os



rapazes, à esquerda as raparigas.

Hipócrates – 377 a.C. sustentava que o rapaz se mexe mais cedo que a rapariga (BARBAUT 1991).

Anaxágoras – 500 – 425 a.C. preconizava que se o casal tivesse relações com o marido voltado para o lado

direito e a mulher permanecesse também deitada para o lado direito após a relação, a fertilização ocorreria por

fusão de humores vindos do testículo direito e do lado direito da mulher e, nesse caso, a criança seria sem dúvida

um rapaz. Esta crença levou a que nobres franceses fizessem hemicastração, remo vendo o testículo esquerdo, a

fim de que gerassem apenas herdeiros do sexo masculino (MATOS1993).

Noutros casos os médicos aconselhavam os homens a atarem o testículo esquerdo tanto quanto pudessem

aguentar (BARBAUT 1991).

Também na nossa realidade actual encontramos este tipo de crenças. Na zona de Guimarães diz-se que: se a

mulher quer ter um filho ou uma filha à sua escolha, é só encomendar-se a Santa Margarida do Castelo. Diz-se

também que as mulheres grávidas atiram três pedrinhas a uma fresta da parede da igreja, sobre a porta travessa,

lado sul; se alguma dessas pedrinhas acerta e passa pela fresta, o que vai nascer será rapaz se não, será rapariga.

Crê-se ainda noutras regiões, que quando uma grávida quer saber se vai ter um rapaz ou uma rapariga, deita uma

espinha inteira de sardinha grande para o lume. Se esta torcer é rapariga, se ficar direita é rapaz. Ou ainda,

quando os pais querem que nasça um rapaz devem, no acto do cópula, ter a janela do quarto fechada, abrindo-a

se desejam uma rapariga.

Acredita-se também que queimando uma folha de oliveira se esta estalar será rapaz, se esta arder será rapariga.

Também a forma da barriga terá influência no sexo do bebé. Se for oval será rapariga, se for disfarçada será

rapaz. Encontram-se para este facto referências contraditórias.

Outro critério usado frequentemente é o aspecto da cara da grávida, ter ou não cara bonita, ter ou não manchas

(pano). Também aqui se encontram opiniões opostas.

Outra prática frequentemente observada é maneira como a grávida mostra as mãos quando lhe perguntam o que

tem nelas ou pedem para as mostrarem; se a grávida mostra as mãos com a palma para cima vai ter uma menina,

se as mostra com a palma para baixo vai ter um menino.

Outra prática é a de movimentos pendulares de uma agulha suspensa por uma linha sobre a mão da grávida. Se

os movimentos forem circulares significam uma menina, se forem rectilíneos significam um menino.

Já na Idade Média se referencia esta prática (BARBAUT, 1991).






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