Microsoft Word Mitos da Criação Trabalho final doc


CRENÇAS EM RELAÇÃO À GRAVIDEZ



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CRENÇAS EM RELAÇÃO À GRAVIDEZ

Mas, não só as crenças de outrora (escritos da bíblia ou outros) têm chegado até nós.

Existe um sem número de ideias ou histórias, sem qualquer valor cientificamente provado (crenças) relacionadas

com a criação, mas, aplicadas mais directamente à fase da gravidez.

Pensamos que seja talvez devido ao facto de, a formação de um novo Ser ter contornos tão complexos, que

apenas a ciência consegue explicar, e não na totalidade.

Estas crenças constituem sem dúvida, explicações simples e compreensíveis de processos e factos primordiais,

como seja a gravidez, enquanto constituição, diferenciação e crescimento do um novo Ser.

Ao longo dos anos vão-se ouvindo histórias, relatos de vivências, que vão passando ao longo das gerações e vão

construindo a representação da gravidez podendo ou não coincidir com a percepção da grávida.

Passamos a transcrever algumas, relatadas por COUTO, 1994 na sua Dissertação de Mestrado, sem pretensão de

fazer uma abordagem exaustiva e tendo consciência de que não seria possível abordá-las todas, dada a sua

infindável quantidade.

 “São essas histórias que, nessa altura, a gente até acredita, que nos metem muito medo. Passam de pais para

filhos e as histórias ficam e as pessoas acreditam.”

 (Grávida de 26 anos)

Esta representação poderá em função das vivências traduzir-se em estados de satisfação, felicidade, orgulho:



“A gravidez, para  mim, é a coisa mais bonita do mundo!... É a altura em que a mulher se sente mais feliz...”

(Grávida de 25 anos 1ª gravidez)




Ou também de dor:

“Já estou bem sacrificada. Derramei muitas lágrimas a criar os meus filhos e a trabalhar no campo.”

Juntando-se a estes, outros relatos surgem, baseados em crenças que levam a determinados comportamentos,

rituais, receios, medos e angústias. Poderia pensar-se que estas crenças seriam assunto do passado, mas verifica-

se, através das vivências das nossas maternidades, que elas continuam, talvez, devido não só ao pouco tempo e

disponibilidade que por vezes se lhes dedica, como também à conotação pejorativa e desvalorativa que se lhes

atribui.


Verifica-se então que estas, levam a medos e angustias que acompanham a grávida até ao parto, sem que as

consiga exteriorizar verbalmente, mas denotando-as essencialmente em comportamentos.

Dos relatos que no dia a dia vamos ouvindo e dos conhecimentos que os nossos precedentes nos vão

transmitindo, bem como das pesquisas que se vão realizando, como a de COUTO e outros, ficam-nos crenças

que podemos salientar.




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