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Visibilidade do conhecimento gerado no Brasil



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5.1 Visibilidade do conhecimento gerado no Brasil 

O compromisso que pesquisadores, editores, bibliotecários e muitas outras 

pessoas envolvidas com a geração e disseminação do conhecimento 

assumiram a favor da promoção e divulgação da produção científica no Brasil 

é louvável. Lutar para que o conhecimento gerado no país, e quiçá na América 

Latina, esteja disponível e visível para um grande número de leitores e 

pesquisadores ganha força na comunidade científica. Além da bandeira a favor 

da visibilidade da "ciência perdida do terceiro mundo”, que Gibbs (1995) 

explorou com muita propriedade, há um sentimento da necessidade de 

conscientização da comunidade em prol da valorização da ciência construída 

nos países latino-americanos, uma vez que grande parte dessa produção da 

região não está escondida por falta de qualidade, mas simplesmente por 

dificuldades de acesso.  

 

A realidade dos países em desenvolvimento, na América Latina e Caribe, exige 



esforços para a construção de conhecimentos e práticas que possam 

responder de modo adequado às necessidades e urgências da sociedade. As 

                                                 

14 Disponível em: . Acesso em 25 mai. 2008. 

15

 Disponível em:  




 

12

dificuldades do acesso à informação e falta de visibilidade do conhecimento 



gerado nos países pobres são atribuídas, muitas vezes, a pouca aceitação de 

suas revistas nas bases de dados internacionais. De acordo com Oliveira 

(2005) Zimba e Mueller (2004) definem visibilidade científica como “o grau de 

exposição e evidência de um pesquisador ante a comunidade científica”. A 

autora explica que a “visibilidade elevada ocorre quando os trabalhos e idéias 

do pesquisador se tornam acessíveis de maneira fácil, o que aumenta as 

chances de que possam ser recuperados, lidos e citados.”. Ferreira e Yoshida 

(2004) reconhecem que

 

uma maior proporção de trabalhos indexados não 



corresponde, necessariamente, a maior produção na área, já que nem toda ela 

chega a ser submetida à indexação pelos editores, seja por não atender aos 

critérios das bases de dados, ou porque não houve iniciativa ou possibilidade 

por parte dos editores para fazê-lo. Os autores conferem que maior visibilidade 

e acesso à produção poderiam ser provocados pela presença significativa da 

produção científica nacional em bases de dados internacionais. Gibbs (1995) 

no artigo Lost Science in the Third World, concluiu que 70% dos periódicos 

latino-americanos não estavam incluídos em nenhuma base de dados, o que 

condenava essas publicações a uma “existência fantasma”. Ainda sobre a 

importância da indexação em bases de dados, Oliveira (2005) afirma que 

A Internet tornou a pesquisa mais rápida e a informação acessível a pessoas 

localizadas em diferentes partes do mundo, aumentando ainda mais a importância 

da indexação dos periódicos em bases de dados conceituadas em suas áreas de 

atuação.  

Mesmo contando com as facilidades da rede, os periódicos brasileiros ainda 

apresentam uma baixa presença nas principais bases de dados. Uma 

ilustração do quadro pode ser demonstrada considerando uma área que possui 

muitas revistas publicadas no Brasil - a Psicologia. 

 

A Tabela 1 apresenta um panorama dos 69 títulos de revistas avaliados pela 



Comissão Editorial CAPES/ANPEPP (Coordenação de Aperfeiçoamento de 

Pessoal de Nível Superior/Associação Nacional de Pós-Graduação em 

Psicologia), no ano de 2007, e suas indexações nas bases de dados 

reconhecidas pela área. Consultando o Índex Psi Periódicos

16

 percebemos que 



                                                 

16 Disponível em: . Acesso em 20 jun. 2008. 



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