Microsoft Word Material de apoio Administração Financeira e Orçamentária I



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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 

 

 

 



JURANDY XAVIER DA SILVA 

AUTOR 


 

 

 



ALUNO(A): _____________________________  

 

 



 

SOBRAL / CE 

 

 

 



 


 

1

PROPOSTA CURRICULAR 



Ementa 

A  Administração  financeira  na  dinâmica  das  organizações.  A  função  financeira  na  empresa.  Ponto  de 

equilíbrio. Alavancagem operacional, financeira e combinada. Fluxo de caixa. A importância do orçamento na 

gestão financeira e suas relações com o planejamento organizacional. Princípios básicos para a elaboração 

do orçamento.  

 

Objetivos                      



Essa disciplina visa ajudar o aluno a entender sobre o órgão principal da empresa, o que lida com as finanças 

e  com  o  orçamento,  o  funcionamento,  as  funções  e  também  tem  o  objetivo  de  dar  suporte  para  que  o 

estudante tenha uma visão geral a respeito da atividade financeira e que se prepare para gerir o sistema de 

gestão financeiro de uma empresa, podendo por meio dos conhecimentos adquiridos na disciplina, gerenciar 

perfeitamente a organização. 

 

Conteúdo Programático 



1.

  Administração e Função Financeira. 

1.1

  Conceitos; 



1.2

  Lei do Administrador

1.3

  Principais atribuições e características do Administrador Financeiro; 



1.4

  Metas da administração 

2.

  Ponto de Equilíbrio. 



2.1  Limitações da análise do ponto de equilíbrio; 

3.

  Alavancagem operacional, financeira e combinada. 



3.1

  Alavancagem sobre os resultados; 

3.2

  Estudo da alavancagem; 



3.3

  Análise do ponto de equilíbrio, custos e alavancagem; 

3.4

   O valor do dinheiro nos tempo. 



4.

  Planejamento financeiro e Organizacional. 

4.1

  Etapas do processo de capital 



4.2

  Orçamento de capital 

4.3

  Dispêndio de capital. 



5.

  Administração de contas a receber. 

6.

  Orçamento de caixa. 



7.

  Abordagem ao Fluxo de caixa.  

8.

  Orçamento de caixa (Montagem). 



 

Metodologia 

  Aulas expositivas; 

  Discussão de textos a partir de leituras individuais e/ou coletivas; 

  Resolução de exercícios; 

  Apresentação de seminários; 

  Produção de trabalhos individuais e/ou grupais. 

 

Avaliação 



  Pontualidade e assiduidade; 

  Participação nas discussões e nos trabalhos individuais e grupais; 

  Entrega das atividades; 

  Seminários; 

  Avaliação individual de conhecimentos. 



 

2

 



Bibliografia 

Cherubin, Niversindo Antonio. Administração Hospitalar. 3° Ed. Revisada e Ampliada São Camilo, 2008 

Chiavenato, Idalberto. Cartas a um jovem administrador. Elsevier Editora,2006 

Piragibe, José F. Mendes. Gestão Empresarial. Treinamento e Consultoria empresarial. Ed.2002.1 

Levine, Stuart R. Seis Fundamentos do sucesso profissional. Sextame, GMT. 2004 

Welsch, Glenn Albert. Orçamento empresarial. 4° Ed.SP. Atlas, 1983 

Acesso ao site: 

http://www.fluxo-de-caixa.com/fluxo_de_caixa/ponto_de_equilibrio.htm

 

 

 



 


 

3

SUMÁRIO 



 

1.

  ADMINISTRAÇÃO E FUNÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................... 4 



1.1

  Lei do Administrador .................................................................................................................................... 5 

1.2

  Principais atribuições do Administrador Financeiro ..................................................................................... 5 



1.3

  Levantamento e alocação de recursos ........................................................................................................ 6 

1.4

  Meta da administração financeira ................................................................................................................ 9 



2.

  PONTO DE EQUILÍBRIO .......................................................................................................................... 11 

2.1

   Limitações da análise do ponto de equilíbrio ............................................................................................ 12  



2.2

  Análise do ponto de equilíbrio, custos e alavancagem .............................................................................. 12 

3.

  ALAVANCAGEM OPERACIONAL, FINANCEIRA E COMBINADA ........................................................ 13 



3.1

  Alavancagem sobre os resultados............................................................................................................. 14 

3.2

  Estudo da alavancagem ............................................................................................................................ 15 



4.

  O VALOR DO DINHEIRO NOS TEMPO ................................................................................................... 15 

5.

  PLANEJAMENTO FINANCEIRO E ORGANIZACIONAL ......................................................................... 15 



5.1

  Etapas do processo de capital .................................................................................................................. 16 

5.2

  Orçamento de capital ................................................................................................................................ 16 



5.3

  Dispêndio de capital .................................................................................................................................. 17 

6.

  ADMINISTRAÇÃO DE CONTAS A RECEBER ........................................................................................ 17 



6.1.

  Orçamento de caixa .................................................................................................................................. 20 

6.2.

  Fluxo de caixa integrado ........................................................................................................................... 22 



6.3.

  Motivos da existência de saldos de caixa .................................................................................................. 25 

7.

  ESTRATÉGIAS PARA ADIMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO ....................................................... 25 



8.

  ORÇAMENTO DE CAPITAL INTERNACIONAL E INVESTIMENTOS À LONGO PRAZO ............................................  26 

9.

  PERSPECTIVA FINANCEIRA PESSOAL ................................................................................................ 27 



10.

  EXERCÍCIOS ............................................................................................................................................ 28 

11.

  BIBLIOGRAFIA......................................................................................................................................... 29 



 

 

 



 

 

 



 

 



 

4

1.



  ADMINISTRAÇÃO E FUNÇÃO FINANCEIRA 

Segundo Idalberto Chiavenato, em cartas a um jovem administrador, “Administrar é antes de tudo, uma arte”. 

Peter Drucker (1967:109), já afirmou que “tomar decisões é tarefa específica do gerente (...) Na verdade, o 

que  define  o  gerente  é  justamente  esperar-se  dele,  por  virtude  de  posição  e  conhecimento,  que  tome 

decisões com significativo impacto sobre toda a organização, seu desempenho e resultados”. 

A Administração Financeira diz respeito às responsabilidades do administrador financeiro numa empresa. 

Os  administradores  financeiros  gerenciam  ativamente  as  finanças  de  todos  os  tipos  de  empresas, 

financeiras ou não-financeiras, privadas ou públicas, grandes ou pequenas, com ou sem fins lucrativos. Eles 

desempenham  uma  variedade  de  tarefas,  tais  como  orçamentos,  previsões  financeiras,  administração  do 

caixa, administração do crédito, análise de investimento e captação de recursos (Gitman, 1997, p. 4). 

O principal objetivo da Administração Financeira é o de maximizar a riqueza dos sócio-acionistas. Para tanto, 

as atribuições do Administrador Financeiro podem ser sintetizadas em três atividades básicas: 

a) realização de análise e planejamento financeiro; 

b) tomada de decisões de investimentos; 

c) tomada de decisões de financiamento. 

As  atividades  empresariais  envolvem  recursos  financeiros  e  orientam-se  para  a  obtenção  de  lucros.  Os 

recursos  investidos  na  empresa  pelos  proprietários  (capital  próprio  –  Patrimônio  Líquido)  e  por  terceiros 

(capital  de  terceiros  –  Passivo  Exigível)  encontram-se  aplicados  em  ativos  empregados  na  produção  e/ou 

comercialização de bens ou na prestação de serviços. 

As  receitas  obtidas  com  as  operações  devem  ser  suficientes  para  cobrir  todos  os  custos  e  despesas 

incorridos  e  ainda  gerar  lucros.  Paralelamente  a  esse  fluxo  econômico  de  resultados,  ocorre  uma 

movimentação de numerário que deve permitir a liquidação dos compromissos assumidos, o pagamento de 

dividendos e a reinversão da parcela remanescente dos lucros. 

Nesse contexto, a função financeira compreende um conjunto de atividades relacionadas com a gestão dos 

recursos (tanto o numerário movimentado pelas empresas, quanto os direitos e obrigações decorrentes das 

transações realizadas a crédito) movimentados por todas as áreas da empresa. Tal função, que possui um 

papel muito importante no desenvolvimento de todas as atividades operacionais, é responsável pela obtenção 

dos recursos necessários e pela formulação de uma estratégia voltada para a otimização da aplicação desses 

recursos, contribuindo significativamente para o sucesso do empreendimento. 

 

1.1.



  A LEI DO ADMINISTRADOR 

A Lei n.° 4.769 foi regulamentada pelo decreto n.° 61.934, de 22 de dezembro de 1967, composta de três 

títulos:  da  profissão  do  administrador,  do  conselho  federal  de  administração  e  dos  conselhos  regionais  de 

administradores. 

Quanto à profissão do administrador, estabelece: 



 

5

Art.1° - O desempenho das atividades de administração, em qualquer de seus campos, constitui o objeto da 



profissão liberal de administrador, de nível superior. 

Art.2°-  A  designação  profissional  e  o  exercício  da  profissão  de  administrador,  acrescida  ao  grupo  da 

confederação  nacional  da  profissões  liberais,  constantes  do  quadro  de  atividades  e  profissões  anexo  à 

consolidação das leis do trabalho aprovada pelo decreto-lei n.°5.452, de 1° de maio de 1943, são privativos 

dos bacharéis em administração diplomados nos Brasil, em cursos regulares de ensino superior, aos quais 

compete: 

A)

  Elaborar  pareceres,  relatórios,  planos,  projetos,  arbitragens  e  laudos,  em  que  se  exija  a  aplicação  de 



conhecimentos inerentes às técnicas de organização. 

B)

  Pesquisar,  estudar,  analisar,  interpretar,  planejar,  implantar,  coordenar  e  controlar  os  trabalhos  nos 



campos de administração geral, como administração e seleção de pessoal, organização, análise, métodos e 

programas  de  trabalho,  orçamento,  administração  de  materiais  e  financeira,  relações,  administração 

mercadológica, administração de produção, relações industriais, bem como outros campos em que estes se 

desdobrem ou aos quais sejam conexos. 

C)

  Exercer  funções  e  cargos de  administrador  do  serviço  público  federal,  estadual,  municipal,  autárquico, 



sociedades  de  economia  mista,  empresas  estatais,  paraestatais  e  privadas,  em  que  fique  expresso  e 

declarado o título  do cago abrangido. 

D)

  Exercer funções de chefia ou direção, intermediária ou superior, assessoria e consultoria em órgãos ou 



seus  compartimentos  da  pública  ou  de  entidades  privadas  cujas  atribuições  envolvam  principalmente  a 

aplicação de conhecimentos inerentes à administração. 

E)

  Exercer o magistério em matérias técnicas do campo da administração e organização. 



 

1.2.


  PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES DO ADMINISTRADOR FINANCEIRO 

O administrador financeiro é Auditor, um Controller, um CEO e deve buscar ser um líder. 

As  funções  do  administrador  financeiro  na  empresa  podem  ser  avaliadas  em  relação  às  demonstrações 

contábeis básicas da empresa. Suas três atribuições primordiais são: 

a) análise e planejamento financeiro: esta função envolve:  

1) transformação dos dados financeiros em uma forma que possa ser utilizada para orientar a posição finan-

ceira da empresa e promover a sua continuidade;  

2) avaliação da necessidade de aumento ou redução da capacidade produtiva;  

3)  determinação  de  que  tipo  de  financiamento  adicional  deve  ser  realizado.  Essas  três  atividades  são 

sustentadas  pelas  decisões  de  natureza  estratégica,  tática  e  operacional.  Os  demonstrativos  contábeis, 

principalmente o Balanço Patrimonial e a Demonstração do resultado do Exercício, são importantes fontes de 

informações para elaboração de análise e planejamento financeiro. Cabe ressaltar que o enfoque do caixa é 

essencial  para  o  gestor  financeiro.  Assim,  a  utilização  dos  Fluxos  de  Caixa  também  são  imprescindíveis, 



 

6

destacando a principal diferença entre a ótica do contador e a do administrador. Enquanto o primeiro gera 



informações com base no regime de competência, o segundo precisa aplicá-las com base no regime de 

caixa, denotando a importância dos Fluxos de Caixa nesta atividade. 

 

b) Administração da estrutura de ativo da empresa (Decisão de Investimento): o administrador financeiro 



determina  a  combinação  e  os  tipos  de  ativos  que  fazem  parte  do  Balanço  Patrimonial  da  empresa.  Essa 

atividade está relacionada ao lado esquerdo do Balanço. A composição refere-se ao montante de recursos 

aplicados em Ativos Circulantes e em Ativos Permanentes (fixos). Depois que a composição estiver definida, 

o administrador financeiro deve fixar e tentar manter níveis ótimos para cada tipo de Ativo Circulante. Deve 

também decidir quais são os melhores Ativos Permanentes a adquirir e saber quando os ativos existentes se 

tornarão  obsoletos  e  precisarão  ser  modificados,  substituídos  ou  liquidados.  A  determinação  da  melhor 

estrutura de ativo para a empresa não é uma tarefa simples; requer o conhecimento das operações passadas 

e futuras das empresas e a compreensão dos objetivos que deverão ser alcançados a longo prazo. Existem 

várias  técnicas  para  avaliação  dessas  decisões,  como  a  Taxa  Média  de  Retorno,  Payback  (Prazo  de 

Retorno), VPL (Valor Presente Líquido) e TIR (Taxa Interna de Retorno). 

 

c) Administração da estrutura financeira da empresa (Decisão de Financiamento): relaciona-se com o 



lado direito do Balanço Patrimonial da empresa e envolve as fontes de recursos. Dois enfoques sustentam 

esta atividade do administrador financeiro:  

1)  a  decisão  de  qual  a  composição  mais  apropriada  entre  financiamento  a  curto  e  a  longo  prazo  a  ser 

estabelecida,  o  que  é  bastante  importante,  pois  afeta  tanto  a  lucratividade  da  empresa  como  sua  liquidez 

global;   

2) o juízo de quais as fontes individuais de financiamento, a curto ou a longo prazos, são as melhores, em 

dado momento. Algumas decisões dessa natureza exigem uma análise profunda das alternativas disponíveis, 

de seus custos e de suas implicações a longo prazo. O Custo Médio Ponderado de Capital é uma medida 

eficaz para este tipo de decisão. 

 

1.3.



  LEVANTAMENTO E ALOCAÇÃO DE RECURSOS 

a)  Levantamento  de  recursos:  relacionado  à  terceira  função  descrita  acima,  envolve  o  suprimento  dos 

recursos necessários às operações normais da empresa e captação de vultosos valores para investimentos 

em projetos com longos períodos de maturação. As fontes de recursos à disposição de uma empresa podem 

ser classificadas de várias formas: 

•  recursos  próprios  (capital  integralizado,  reservas  e  lucros  retidos)  e  recursos  de  terceiros 

(compromissos assumidos e dívidas contraídas); 



 

7

•  recursos  permanentes  (recursos  próprios  e  dívidas  a  longo  prazo)  e  recursos  temporários 



(compromissos e dívidas a curto prazo); e 

•  recursos onerosos (provocam despesas financeiras) e recursos não onerosos. 

É  importante  a  adequação  entre  as  fontes  e  as  aplicações  de  recursos  em  termos  de  prazos  e  custos. A 

compra  de  um  equipamento,  cujo  valor  investido  somente  será  recuperado  em  alguns  anos  por  meio  das 

receitas  de  vendas,  deverá  ser  financiada  com  recursos  permanentes.  Se  forem  utilizados  recursos 

provenientes  de  um  empréstimo  com  prazo  inferior  ao  da  maturação  financeira  desse  investimento,  a 

empresa poderá enfrentar dificuldades para liquidar a dívida no vencimento do contrato. 

Os  juros  e  demais  encargos  incidentes  sobre  os  empréstimos  e  financiamentos  oneram  o  resultado 

econômico,  reduzindo  a  parcela  de  lucro  que  restará  aos  acionistas.  Além  disso,  os  emprestadores  de 

recursos podem exigir garantias reais e impor condições contratuais que reduzam a flexibilidade de gestão da 

empresa.  Mesmo os  créditos  obtidos  junto aos  fornecedores  envolvem  custo  financeiro,  representado pelo 

desconto  para  pagamento  a  vista  que  deixou  de  ser  desfrutado.  Observa-se  a  existência  de  custos 

explícitos, perfeitamente mensuráveis em termos de valor e taxa. Somente umas poucas fontes de recursos 

de curto prazo não provocam custos financeiros, como salários, impostos a pagar, contribuições a recolher, 

etc. 

Os recursos próprios envolvem um custo implícito que corresponde à expectativa de lucros dos acionistas 



que não deve ser frustrada, sob pena de haver desinteresse em se continuar participando do negócio. Assim, 

os recursos adicionais a serem fornecidos pelos acionistas por meio de novas integralizações de capital e os 

lucros  reinvestidos  envolvem  um  custo  de  oportunidade.  Esse  custo  corresponde  ao  retorno  que  os 

acionistas obteriam com tais recursos em outras aplicações com o mesmo grau de risco suportado por seus 

investimentos na empresa. 

b)  Alocação  de  recursos:  relacionada  à  segunda  função  descrita  acima,  envolve  a  constante  busca  da 

otimização  na  aplicação  dos  recursos  para  que  seja  alcançada  a  rentabilidade  desejada  e  preservada  a 

capacidade  da  empresa  de  pagar  seus  compromissos  nos  vencimentos.  Essa  responsabilidade  amplia 

bastante  os  limites  da  gestão  financeira,  obrigando  os  executivos  da  área  a  conhecer  todas  as  fases  de 

funcionamento da empresa e a analisar profundamente os novos projetos de investimento. Alguns ativos são 

essenciais  para  o  desenvolvimento  das  operações,  denominados  ativos  operacionais,  constituídos  por 

Ativos  Fixos  e  Ativos  Circulantes  (estoques,  duplicatas  a  receber  e  disponibilidades),  enquanto  outros 

poderão estar ou não relacionados com as atividades básicas do empreendimento, formados por ativos de 

natureza operacional ou não (créditos diversos a curto e longo prazos, participações societárias em outras 

empresas, imóveis alugados a terceiros, determinadas aplicações financeiras, etc.). 

Os  recursos  aplicados  nos  ativos  não  são  encontrados  em  abundância  e  envolvem  custos  financeiros  e 

custos  de  oportunidade.  Assim,  é  de  se  esperar  que  cada  ativo  contribua  direta  ou  indiretamente  para  a 

geração de receitas e, conseqüentemente, de lucros.  




 

8

 



Áreas de Decisões Financeiras 

De uma maneira bastante abrangente, podemos identificar três áreas de decisões financeiras: 

a)  decisões  de  investimento:  referem-se  tanto  à  administração  da  estrutura  do  ativo  quanto  à 

implementação  de  novos  projetos.  A  grande  concorrência  existente  nas  modernas  economias  de  mercado 

obriga as empresas a se manter tecnologicamente atualizadas. Nenhuma empresa pode sentir-se segura em 

boa posição conquistada, pois a qualquer momento algum concorrente poderá surgir com um produto melhor 

e  mais  barato.  Assim, as empresas  são obrigadas  a  desenvolver  continuamente  novos projetos  e  a tomar 

decisões sobre a sua implantação. Normalmente, isso significa a necessidade de vultosas somas adicionais 

de recursos e elevação no risco do empreendimento, uma vez que investimentos em novos tipos de ativos 

fixos  têm  efeitos  prolongados  sobre  a  vida  da  empresa,  e  uma  decisão  inadequada  poderá  comprometer 

irremediavelmente o seu futuro; 

b) decisões de financiamento: enquanto as decisões de investimento envolvem importantes aspectos de 

natureza  não  financeira,  as  decisões  de  financiamento  constituem  responsabilidade  exclusiva  do 

administrador financeiro. As decisões de financiamento visam a montar a estrutura financeira adequada às 

operações normais e aos novos projetos a ser implantados na empresa. As questões envolvidas nas decisões 

de  financiamento  referem-se  à  composição  das  fontes  de  recursos,  que  exigem  análise  profunda  das 

alternativas existentes e de suas implicações futuras. São questões do tipo: 

•  Qual deveria ser a proporção entre recursos permanentes e temporários? 

•  Quanto de recursos próprios e quanto de financiamentos a longo prazo? 

•  O reinvestimento de lucros seria suficiente para atender às necessidades de recursos próprios? 

•  O mercado reagiria bem ao lançamento de novas ações? 

•  Qual  seria  o  impacto  dos  custos  financeiros  provocados  pelos  financiamentos  a  longo  prazo  e  pelos 

empréstimos a curto prazo? 

•  Em vez de comprar ativos fixos, não deveríamos arrendá-los? 

c)  decisões  relativas  à  destinação  do  lucro:  o  lucro  obtido  em  cada  exercício  social  representa  a 

remuneração do investimento dos proprietários da empresa. Quanto desse lucro deveria ser distribuído aos 

acionistas e quanto seria retido para financiar a expansão dos negócios? Tal indagação revela que a política 

de distribuição de dividendos está diretamente relacionada com as decisões de financiamento. Distribuindo 

somente  uma  pequena  parcela  dos  lucros,  a  empresa  ficará  menos  dependente  das  fontes  onerosas  de 

recursos e ampliará a participação do capital próprio na estrutura financeira. 

Quando a empresa pertence a reduzido número de pessoas, essas decisões são tomadas por consenso ou 

por  imposição  do  sócio  majoritário.  A  dificuldade  surge  quando  existe  grande  número  de  acionistas,  e  as 

ações são negociadas nas bolsas de valores. Nesse caso, a política de dividendos estará orientada para a 



 

9

maximização das cotações, devendo basear-se na avaliação das expectativas do mercado acionário, que são 



influenciadas por diversos fatores conjunturais. 

Se a rentabilidade da empresa for satisfatória, pode-se supor que a maioria dos proprietários prefira abrir mão 

dos dividendos. Porém, não deve ser desconsiderado que sempre existirão acionistas desejosos de realizar, 

pelo menos, parte dos lucros. Uma empresa bem sucedida sempre terá novos planos de investimentos que 

implicam  a  necessidade  de  recursos  adicionais.  Parte  dessas  necessidades  poderá  ser  atendida  com  a 

retenção de lucros, e o restante terá de ser financiado por meio de outras fontes. Uma política de dividendos 

adequada  favorece  a  manutenção  dos  preços  das  ações  em  níveis  elevados,  e  isso  poderá  garantir  o 

sucesso de futuros lançamentos de novas ações no mercado. 

 

1.4.  META DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 



Quando alguém se dispõe a investir sua poupança em uma empresa, em vez de aplicá-la em  alternativas 

mais  seguras,  está  disposto  a  assumir  certo  risco  em  troca  de  um  aumento  no seu  patrimônio ou  riqueza 

pessoal.  Assim,  pode-se  admitir  que  o  objetivo  principal  da  empresa,  e,  por  conseguinte,  de  todos  os 

administradores  e  empregados,  é  o  de  maximizar  a  riqueza  de  seus  proprietários.  A  riqueza  dos 

proprietários de uma sociedade anônima é medida pelo preço da ação, representado pelo valor de mercado 

da empresa, ou seja, pelo valor que seria alcançado na venda dos direitos de participação no seu capital.  

As metas são alvos estipulados para o futuro da organização. Dentro do planejamento, as metas são uma 

espécie  de  objetivo,  previstos  a  serem  alcançados  a  curto,  médio  e  longos  prazos  de  acordo  com  a 

conveniência da empresa e dos projetos. 

A  meta  da  Administração  Financeira  coincide  com  o  objetivo  básico  dos  proprietários  ou  acionistas.  As 

decisões  financeiras  são  orientadas  para  o  aumento  do  valor  de  mercado  da  empresa.  A  meta  da 

administração  financeira é  a  maximização  da  riqueza  dos  acionistas, que  constitui  algo  mais amplo e 

profundo do que a maximização dos lucros. A maximização da riqueza envolve os seguintes aspectos: 

a)  retorno  do  capital  próprio:  os  acionistas  esperam  ser  remunerados  por  intermédio  de  dividendos  e, 

principalmente, pela valorização de suas ações. O proprietário de uma ação possivelmente espera receber 

seu retorno sob a forma de pagamentos periódicos de dividendos ou por meio de valorizações no preço da 

ação, ou ambos. O preço de mercado de uma ação reflete um valor de dividendos futuros esperados, bem 

como  de  dividendos  correntes;  a  riqueza  do  acionista  (proprietário)  na  empresa  em  qualquer  instante  é 

medida  pelo  preço  de  mercado  de  suas  ações.  Se  um  acionista  numa  empresa  desejar  liquidar  sua 

participação, irá vender a ação ao preço vigente no mercado ou bem próximo a dele. Uma vez que o preço de 

mercado  da  ação,  e  não  os  lucros,  é  que  reflete  a  riqueza  do  proprietário  numa  empresa,  num  dado 

momento, a meta do administrador financeiro deve ser maximizar essa riqueza; 

Perspectiva de longo prazo: a empresa deve ser perpetuada e, para tanto, tem de realizar investimentos em 

tecnologia, novos produtos, etc., que poderão sacrificar a rentabilidade atual em troca de maiores benefícios 




 

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futuros. A maximização do lucro é uma abordagem de curto prazo; a maximização da riqueza considera o 



longo prazo. Do exemplo anterior, deve-se depreender que o maior preço da ação da Cia. Alfa resultou do 

fato  de  que  suas  decisões  de  curto  prazo  relacionadas  com  o  desenvolvimento  de  novo  produto,  embora 

baixando os lucros a curto prazo, produzirão maiores retornos futuros. Uma empresa que deseja maximizar 

lucros  poderia  comprar  maquinaria  de  baixa  qualidade  e  usar  materiais  também  de  baixa  qualidade,  ao 

mesmo tempo em que faria um tremendo esforço de vendas dos seus produtos por um preço que rendesse 

um  elevado  lucro  por  unidade.  Essa  estratégia  de  curto  prazo  poderia  resultar em  lucros  elevados  para  o 

corrente,  porém,  em  anos  subsequentes,  os  lucros  declinariam  significativamente,  pois  os  compradores 

constatariam a baixa qualidade do produto e o alto custo de manutenção associado à maquinaria de baixa 

qualidade. O impacto das vendas decrescentes e custos crescentes tenderiam a reduzir os lucros a  longo 

prazo e, se não combatido, poderia resultar na eventual falência da empresa. As consequências potenciais da 

maximização do lucro a curto prazo provavelmente estejam refletidas no preço corrente da ação, que talvez 

seja menor do que se a empresa tivesse perseguindo uma estratégia de prazo mais longo

c) valor do dinheiro no tempo: os projetos de investimento envolvem fluxos de desembolsos e de entradas 

de caixa. Existem diversas técnicas para avaliar tais projetos, e algumas delas transformam os fluxos futuros 

de caixa em valores atuais, por meio da aplicação de determinada taxa de desconto. Essa taxa de desconto 

deve refletir um custo de oportunidade dos recursos a ser investidos. Tal custo de oportunidade corresponde 

a uma taxa mínima de retorno exigida do projeto para que o valor de mercado da empresa não se altere. 

Considerando o valor do dinheiro no tempo, a seleção dos projetos a ser implementados visará a aumentar 

ou, pelo menos, manter o valor de mercado da empresa; 

Embora pareça, com base apenas no objetivo da maximização do lucro, que a máquina A seja a preferível, é 

bem possível que, uma vez consideradas as diferenças na época de ocorrência dos benefícios, o impacto da 

máquina B sobre a riqueza do proprietário seja maior do que o da máquina A. O exemplo acima ilustra a 

superioridade  da  maximização  da  riqueza  sobre  a  maximização  do  lucro.  A  maximização  da  riqueza 

reconhece que os empresários, mantendo todo o resto constante, preferem receber retornos mais cedo. Essa 

preferência está refletida no preço da ação, e não nos lucros. 

d)  risco:  o  retorno deve  ser  compatível  com  o  risco assumido.  Maior  risco  implica  a  expectativa  de  maior 

retorno.  A  maximização  do  lucro  não  considera  o  risco,  porém  a  maximização  da  riqueza  considera 

explicitamente diferenças no risco. Uma premissa básica na Administração Financeira é de que existe uma 

relação  entre  risco e  retorno; os acionistas  esperam perceber  maiores  retornos de  investimentos de  maior 

risco,  e  vice-versa.  Os  administradores  financeiros  precisam,  portanto,  levar  em  conta  o  risco  ao  avaliar 

investimentos potenciais; 

Exemplo:  uma  Cia.  está  estudando  a  expansão  de  sua  linha  de  produção  em  um  de  seus  dois  novos 

produtos, C ou D. O produto C parece ser um produto relativamente seguro para se investir, enquanto que o 



 

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produto D é considerado um item de moda altamente arriscado. Após considerar todos os custos, espera-se 



que os dois produtos gerem os seguintes lucros por ação ao longo de suas vidas de cinco anos: 

Se ignorarmos quaisquer diferenças no risco e usarmos uma abordagem de maximização do lucro, parece 

que o produto D é o melhor. Contudo, se considerarmos que o produto D é altamente arriscado, enquanto o 

produto  C  representa  um  investimento  seguro,  a  conclusão  poderá  não  ser  tão  direta.  A  empresa  poderá 

apenas exigir um retorno de 10% sobre o produto C, ao passo que, como compensação para o maior risco do 

produto D, tenha de se obter 15%. Tendo em vista que os acionistas exigem maiores retornos para maiores 

riscos, é importante que o administrador financeiro considere adequadamente o impacto do risco sobre os 

retornos deles. A abordagem da maximização da riqueza considera o risco, enquanto a maximização do lucro 

o ignora. A maximização da riqueza é, portanto, a abordagem preferível. 

e) Dividendos: deve ser adotada uma política de distribuição regular de dividendos, independentemente das 

flutuações  dos  lucros,  minimizando  os  efeitos  negativos  que  possam  afetar  as  cotações  das  ações.  A 

empresa  não  deve  desapontar  aqueles  acionistas  que  apreciam  receber  dividendos  periódicos.  Os 

administradores financeiros devem reconhecer que a política de dividendos da empresa afeta a atratividade 

de sua ação para tipos particulares de investidores. Acredita-se que, se o retorno que os acionistas esperam 

receber for assegurado, tal fato terá um efeito positivo sobre o preço das ações, garantindo o sucesso de 

futuros lançamentos de novas ações no mercado. 

 

2.

  PONTO DE EQUILÍBRIO 



O ponto de equilíbrio equivale ao lucro variável. É a diferença entre o preço de venda unitário do produto e os 

custos  e  despesas  variáveis  por  unidade  do  produto.  Isto  significa  que,  em  cada  unidade  vendida,  a 

empresa terá um determinado  valor  de  lucro.  Multiplicado  pelo  total  das  vendas,  teremos  a  contribuição 

marginal  total  do  produto  para  o  lucro  da  empresa.  Em  outras  palavras,  Ponto  de  Equilíbrio  significa  o 

faturamento mínimo que a empresa tem que atingir para que não tenha prejuízo, mas que também não estará 

conquistando lucro neste ponto. 

É  muito  comum  encontrarmos  empresários  que  afirmam  saber  o  que  significa  Ponto  de  Equilíbrio.  Alguns 

realmente sabem, outros pensam que sabem e têm aqueles que literalmente não fazem a menor idéia do que 

venha ser Ponto de Equilíbrio. Se soubessem o quão importante é o conhecimento deste indicador para a 

sobrevivência  de  um  empreendimento,  jamais  se  permitiriam  desconhecê-lo.  Muitas  micro  e  pequenas 

empresas não conseguem completar um ano de vida, em alguns casos pelo completo desconhecimento do 

ramo de atividade a que se propuseram, e na maioria dos casos, por completo descontrole administrativo. O 

descontrole administrativo é tão grave que às vezes o executivo se ilude pensando que está obtendo lucros 

em  suas  operações,  mas  na  verdade,  acabam  quebrando  sem  saber  o  motivo.  Por  incrível  que  pareça, 

acreditam  que  se  as  receitas  forem  iguais  às  despesas  fixas  (aluguel  do  imóvel,  salário  do  pessoal, 

condomínio, combustível, material de expediente, pró-labore, etc. ) estarão pelo menos " tocando o negócio e 




 

12

empatando",  como  se  diz  na  gíria,  não  obtendo,  nem  lucro  ,  nem  prejuízo.  A  falência  é  uma  questão  de 



tempo. 

Ponto de Equilíbrio é um dos indicadores contábeis que informa ao executivo o volume necessário de vendas, 

no período considerado, para cobrir todas as despesas, fixas e variáveis, incluindo-se o custo da mercadoria 

vendida ou do serviço prestado. Este indicador tem por objetivo determinar o nível de produção em termos de 

quantidade e ou de valor que se traduz pelo equilíbrio entre a totalidade dos custos e Retângulo de cantos 

arredondados: DIRETORIA das receitas. Para um nível abaixo deste ponto, a empresa estará na zona de 

prejuízo e acima dele, na zona da lucratividade. É o mínimo que se deve alcançar com receitas para que não 

amargue com prejuízo. 

 

2.1.


  Limitações da Análise do Ponto de Equilíbrio 

Apesar  de  o  Ponto  de  Equilíbrio  ser  uma  ferramenta  fundamental  na  Administração  Financeira,  este 

coeficiente não é exato, sendo passível de alguma diferença no decorrer do período. E isso é fácil de explicar. 

O Custo Fixo, na realidade ele não é fixo como se diz. Ele tem esta denominação, de custo fixo, porque ele 

não  varia  de  acordo  com  as  vendas,  por  isso  que  é  chamado  de  custo  fixo.  Porém,  os  custos  que  o 

compõem, na realidade variam de acordo com o desperdício administrativo. Por exemplo, a energia elétrica, o 

gasto com comunicações, com combustível e outros gastos considerados fixos, se não houver controle, eles 

sempre  estarão  variando  e,  com  eles  variando,  o  Ponto  de  Equilíbrio  também  variará.  Por  isso,  este 

coeficiente  tem  seu  valor  aproximado.  Mas  apesar  disso,  o  Ponto  de  Equilíbrio  é  uma  ferramenta 

extremamente importante na Administração Financeira.  

 

2.2.


 Análise do ponto de equilíbrio, custos e alavancagem 

A análise do Ponto de Equilíbrio (break-even point) permite compreender como o lucro pode ser afetado 

pelas variações nos elementos que integram as receitas de vendas e os custos e despesas totais. Do ponto 

de vista contábil, o ponto de equilíbrio corresponde a certo nível de atividades em que o lucro será nulo. 

À medida que o volume de operações se deslocarem acima do ponto de equilíbrio, surgirá lucros crescentes; 

abaixo  desse  ponto,  ocorrerão  prejuízos  cada  vez  maiores.  A  análise  distingue  dois  pontos  de  equilíbrio 

contábeis relacionados com o lucro operacional (PEO) e com o lucro líquido (PEG). 

Também  é  possível  calcular  um  ponto  de  equilíbrio  econômico  em  que  o  lucro  líquido  corresponderia  à 

remuneração esperada pelos acionistas sobre o capital próprio. Complementarmente, essa análise permite 

determinar o valor das vendas necessárias para cobrir os desembolsos relativos aos custos operacionais e 

financeiros e às amortizações das dívidas. 

 

 



 


 

13

3.



  ALAVANCAGEM OPERACIONAL, FINANCEIRA E COMBINADA. 

 

ALAVANCAGEM OPERACIONAL  



Indica  a  capacidade  da  empresa  de  aumentar  seus  lucros  com  o  acréscimo  de  vendas  e  com  apoio  em 

determinado nível de custos operacionais fixos. 

 

ALAVANCAGEM FINANCEIRA 



A alavancagem financeira indica a capacidade ou o grau de eficiência da empresa na utilização de encargos 

financeiros  fixos,  para  maximizar  seus  resultados.  A  relação  que  se  estabelece  é  entre  as  variações 

percentuais do lucro antes de juros e imposto de renda (LAJIR) e do lucro líquido do exercício (LLE). 

 

ALAVANCAGEM COMBINADA 



A  alavancagem  combinada  indica  a  capacidade  da  empresa  em  maximizar  a  utilização  de  custos  fixos 

operacionais  e  financeiros,  para  aumentar  o  resultado  do  incremento  das  vendas  sobre  o  lucro  líquido  do 

exercício. 

Segundo Tomislav R. Femenick no mundo dos negócios, alavancagem é o método que utiliza recursos de 

terceiros com o fim de aumentar a taxa de lucros sobre o capital próprio. Portanto, o estudo da alavancagem 

financeira ou operacional procura evidenciar a importância relativa dos recursos de terceiros, na estrutura 

de capital de uma empresa. Para isso analisa-se a taxa de retorno do capital próprio, considerando-se os 

custos  de  remuneração  dos  capitais  de  terceiros,  usados  para  alavancar  as  operações  da  sociedade. 

Portanto, alavancagem é a capacidade que uma empresa possui para utilizar ativos ou recursos externos, 

tomados a um custo fixo, visando maximizar o lucro de seus sócios. 

Agora é necessário explicitar as características das categorias distintas de alavancagem, bem como o sentido 

do grau de alavancagem: 

Alavancagem  Financeira  –  Tem  como  base  o  aumento  do  lucro  líquido,  em  contraponto  às  despesas 

financeiras. È a capacidade da empresa em maximizar o lucro liquido por unidade de cotas (no caso de uma 

empresa por cotas de responsabilidade limitada) ou por ações (no caso de uma sociedade anônima), com a 

obtenção  de  financiamento  cujos  juros  e  outros  encargos  são  fixos.  Essa  capacidade  é  evidenciada  pelo 

quociente entre o passivo e os recursos próprios; ou situação líquida da empresa. 

Alavancagem  Operacional  –  Tem  como  ponto  de  partida  o  aumento  das  Vendas,  em  contrapartida  aos 

curtos fixos. É determinada em função da relação existente entre as Receitas Operacionais e o Lucro Antes 

de Juros e Imposto de Renda, conhecido como LAJIR (este conceito confunde-se com o lucro operacional). 

Grau de alavancagem financeira – É o aumento de rentabilidade dos sócios, em função da utilização de 

capitais  de  terceiros.  Como  cada  empresa  apresenta  estruturas  financeira  e  operacional  próprios  e 

individualizadas, o emprego de capitais de terceiros em sociedades diferentes produz resultados diferentes 

em  termos  de  alavancagem.  Então,  grau  de  alavancagem  financeira  de  um  negócio  é  a  relação  entre 




 

14

endividamento de longo prazo e o capital empregado pela empresa, evidenciada pelo quociente encontrado 



pela equação “Endividamento de Longo Prazo / Capital Total Empregado”. Quanto maior for o quociente, 

maior será o grau de alavancagem, isto é, quanto maior a proporção de capitais de terceiros em relação ao 

capital próprio, mais elevado o grau de alavancagem financeira. 

Ainda  Sobre  alavancagem  operacional  os  custos  operacionais  das  empresas  permanecem  inalterados  em 

determinados  intervalos  de  produção  e  venda,  representando  que  quanto  maior  a  produção  menos  e  seu 

peso  relativo  e  vice  versa;  quando  menos  se  produz  mais  se  sente  o  peso  dos  custos  fixos.  Quando  as 

empresas  elaboram  projetos  pra  captar  financiamentos,  visando  aumentar  a  produção  sem  aumentar  os 

custos  fixos  ou  aumentando  menor  do  que  o  crescimento  do  lucro  Antes  das  Despesas  Financeiras  e  do 

Imposto  de  Rendas,  elas  buscam  obter  Alavancagem  Operacional.  Depois  de  implantado  o  projeto,  se 

alcançarem seu objetivo, elas produzem “Alavancagem Positiva”; se simplesmente mantêm o mesmo nível 

anterior  ao  projeto,  elas  obtêm  o  que  o  mercado  chama  de  “Alavancagem  Travada”  ou  “Alavancagem 

Constante”; se o resultado for inferior ao lucro anterior, têm como resultado uma “Alavancagem Negativa”. 

Essa  última  posição,  se  indesejável  no  curto  prazo,  poderá  ser  aceita  no  longo  prazo,  pois  quando  da 

quitação dos recursos de terceiros a situação pode se reverter e, antão, produzir “Alavancagem Positiva”. 

 

3.1.


  Alavancagem sobre os resultados 

A análise dos efeitos da alavancagem sobre os resultados baseia-se nas mesmas relações entre os custos, o 

volume e o lucro. Os custos fixos permanecem constantes dentro de intervalos de variação do volume de 

operações. Mantidos os preços de venda dos produtos, verificamos que, para cada intervalo, a um acréscimo 

de volume corresponderão idênticas taxas de aumento de receitas de vendas, nos custos variáveis totais e na 

margem de contribuição. Contudo, a maior absorção dos custos fixos fará que o lucro cresça mais do que 

proporcionalmente. Por outro lado, uma queda nas vendas acarretaria decréscimos muito maiores nos lucros. 

A ação de uma alavanca também provoca respostas mais do que proporcionais à força empregada. Assim, os 

efeitos  de  alavancagem  sobre  os  resultados  da  empresa  decorrem  da  existência  de  custos  fixos  que 

figurativamente correspondem ao fulcro ou ponto de apoio da alavanca. Nesse raciocínio, temos: 

a) alavancagem operacional: a força empregada corresponderia ao acréscimo nas receitas totais de vendas 

( RTV), a posição do fulcro seriam os custos operacionais fixos (Fo) e a resultante determinaria o acréscimo 

no lucro operacional (LAJI); 

b) alavancagem financeira: a  LAJI representando a força, as despesas financeiras (Ff) sendo a posição do 

fulcro e o acréscimo no lucro líquido ( LL) correspondendo à resultante; 

c) alavancagem total ou combinada: decorrente das duas alavancagens anteriores, em que teríamos: força 

=  RTV, posição do fulcro os custos fixos totais (Ft = Fo + Ff) e resultante =  LL. 

 

 




 

15

3.2.



 Estudo da alavancagem 

A alavancagem e a estrutura de capital estão intimamente ligadas aos conceitos relacionados com o custo de 

capital  e,  portanto,  às  decisões  quanto  ao  orçamento  de  capital.  A  alavancagem  é  o  uso  de  ativos  ou 

recursos  com  um  custo  fixo,  a  fim  de  aumentar  os  retornos  dos  proprietários  da  empresa.  Variações  na 

alavancagem resultam em menor risco e retorno. O nível de alavancagem na estrutura de capital de uma 

empresa  –  o  mix  de  empréstimos  a  longo  prazo  e  capital  próprio  mantidos  pela  empresa  –  pode  afetar 

significativamente seu valor, em razão das mudanças no risco e no retorno. Ao contrário de algumas causas 

de risco, os administradores têm quase que um controle completo sobre o risco introduzido por meio do uso 

da  alavancagem.  Os  níveis  de  ativos  e  recursos  de  custo  fixo  que  a  administração  seleciona  afetam  a 

variabilidade dos retornos, ou seja, o risco que, por sua vez, pode ser controlado pelos administradores. Uma 

vez  que  a  alavancagem  afeta  o  valor  da  empresa,  o  administrador  financeiro  deve  saber  como  medi-la  e 

avaliá-la, particularmente quando estiver tentando criar a melhor estrutura de capital. 

 

4.

  O VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO 



Já que consideramos a continuidade de uma empresa, seu valor e as decisões do administrador financeiro 

devem ser avaliados à luz tanto dos fluxos de caixa presentes como futuros (entradas e saídas). Possuir uma 

visão de longo prazo requer que o administrador financeiro reconheça o valor do dinheiro no tempo. Para 

tanto, é necessário o conhecimentos de alguns conceitos importantes. 

Os  juros  cobrados  em  empréstimos,  financiamentos,  aplicações,  dívidas  e  outros  exemplos,  incidem 

diretamente no resultado final das operações.  

A dica é estudar juros simples e compostos, e entender essas funções. 

 

5.



  PLANEJAMENTO FINANCEIRO PARA ESTUDO DE ORÇAMENTO 

O planejamento financeiro é elaborado através da utilização de informações financeiras sobre o desempenho 

da  empresa  que,  combinadas  com  as  projeções  dos  fluxos  de  recursos  esperados,  vão  propiciar  aos 

administradores uma avaliação adequada da situação presente e uma previsão das perspectivas futuras. O 

Planejamento Financeiro é tão importante que senão realizado, a vida útil da empresa estará comprometido. 

O principal plano financeiro utilizado pela empresa é o orçamento de caixa. A variável tesouraria, sem dúvida, 

é aquela que melhor expressa a situação financeira de curto prazo nas empresas. O seu saldo sendo positivo 

indica uma situação financeira folgada; o saldo sendo negativo, indica a utilização de recursos de terceiros 

para financiar as atividades operacionais da empresa. 

O contador é ferramenta fundamental e deve ter relação estreita com o administrador financeiro. Que por sua 

vez, recebe os dados contábeis, e os transforma em informação financeira e orçamentária. 

 

 



 


 

16

5.1.



  Etapas no processo de capital (projetos) 

Se distingue em cinco etapas básicas, porém se relacionam em forma integrada. 

Geração de Proposta - São feitas em todos os níveis da empresa. 

Em algumas empresas são premiados como recompensa financeira funcionário ou grupos de pessoas que 

desenvolvam propostas interessantes para o dispêndio de capital. 

Discussão e análise - Propostas de dispêndio de capital são assim analisadas; (1 )para  

 avaliar sua adequação sob a luz dos objetivos e planos globais da empresa, ( 2 )Para avaliar sua validade 

econômica. Os custos e benefícios propostos são estimados e então convertidos em uma série de fluxos de 

caixa  relevantes.  Várias  técnicas  de  orçamento  de  capital  são  aplicadas  nesses  fluxos  de  caixa  para 

mensurar o mérito do dispêndio em  potencial do investimento 

Tomada de decisão - As empresas na sua maioria delegam a autoridade sobre dispêndio de capital com 

base em certos limites de unidades monetárias. O conselho de administração se reserva o direito de tomar 

decisões  finais  a  respeito  de  dispêndio  de  capital  que  exigem  despesas  acima  de  um  certo  montante  em 

valores 


Implementação.-  Uma  vez  que  uma  proposta  tenha  sido  aprovada  e  os  fundos  tenham  sido  tomados 

disponíveis,  inicia-se  a  fase  de  implementação.  Para  pequenos  desembolsos,  o  dispêndio  è  feito  e  o 

pagamento è efetuado. Para grandes dispêndios, um controle maior è exigido. Muitas vezes, os dispêndios 

para  uma  única  proposta  podem  ocorrer  em  fases,  neste  caso  cada  desembolso  têm  a  exigência  da 

aprovação e assinatura dos diretores da empresa. 

Acompanhamento- Envolve o monitoramento dos resultados durante a fase operacional de um projeto. È 

vital a comparação de custos e benefícios reais com aqueles esperados e os de projetos anteriores. Quando 

os resultados reais se afastam dos resultados projetados, uma ação pode ser exigida para cortar dispêndios, 

melhorar  benefícios  ou  possivelmente  acabar  com  o  projeto.  Análises  de  desvios  de  valores  reais  dos 

previstos  fornecem  dados  que  podem  ser  usados  para  melhorar  o  processo  de  orçamento  de  capital, 

particularmente a precisão das estimativas de fluxo de caixa. 

 

5.2.



  Orçamento de capital 

É a previsão de gastos e receitas envolvendo projetos de capital ( investimento em ativos imobilizados ), cujos 

fluxos de caixa esperados se darão em um prazo superior a 01 ano. 

Os planos de longo prazo são de responsabilidade dos altos níveis hierárquicos, e envolvem decisões cujo 

impacto sobre as atividades da empresa prolonga-se por mais de um exercício social. Além disso, depois de 

viabilizado  o projeto, dificilmente  a empresa  pode modificar essa decisão no decorrer de sua implantação, 

pois  os  gastos  fixos  são  muito  elevados  e  uma  vez  incorridos,  só  poderão  ser  recuperados  através  da 

utilização do ativo. 




 

17

A finalidade desse planejamento è estabelecer diretrizes através das quais, os objetivos financeiros possam 



ser atingidos. 

Compreende as seguintes etapas: 

* Posição dos objetivos financeiros a serem alcançados. 

* Análise de viabilidade dos projetos em relação à situação atual. 

* Medidas a serem adotadas para implementação do projeto. 

 

IMPOTANTE: Para minimizar os riscos envolvidos nas decisões de investimento de longo prazo, as empresas 



ao elaborarem seu projeto financeiro, devem levar em conta alguns fatores. 

* Quais as oportunidades de investimento disponíveis e apropriadas á empresa. 

* De que forma a empresa pretende financiar esses investimentos, ou seja, qual o nível de endividamento a 

ser adotado. 

* Qual o retorno esperado pela empresa. 

 

5.3.



  Dipêndio de capital 

São  definidos  por  várias  razões.  Essas  motivações  veremos  isoladamente  a  seguir:  Investimentos  em 

maquinário, propaganda etc. 

* Expansão - O motivo mais usual é a expansão da capacidade operacional através da aquisição de ativos 

imobilizados. 

* Substituição - Outro motivo que faz com que uma empresa faça investimento de capital é a necessidade de 

substituição  de  ativo  gastos  ou  obsoletos.  Quando  um  equipamento  importante  precisa  ser  consertado,  é 

necessária uma avaliação do desembolso exigido para a sua substituição, além da avaliação dos gastos, a 

empresa devem também avaliar os benefícios eventualmente gerados com essa substituição. 

* Modernização - É uma alternativa aceitável que pode ser utilizada no lugar de substituição. Referi-se a modernizar 

ativos  já  existentes  e  inclui  reconstrução  de  equipamentos,  recondicionamentos  de  máquinas,  adaptações  nas 

instalações existentes, etc. 

 

6.

  ADMINISTRAÇÃO DE CONTAS A RECEBER 



É  um  instrumento  de  marketing  com  evidentes  implicações  financeiras.  Pode  vir  a  ser  um  diferencial  da 

empresa. 

 

RAZÕES PARA QUER SEJA CONSIDERADO DESTA MANEIRA: 



• Competir com outras empresas que concedem prazos; 

• Incrementar vendas; 

• Facilita ao comerciante possibilidades de conceder crédito a seus clientes. 



 

18

 



ETAPAS DA GESTÃO DE CRÉDITO 

• Condições de Venda => forma de efetuar a venda do produto.  Envolve prazo de pagamento, concessão 

ou não de descontos, etc. 

•  Seleção  do  Crédito  =>  avaliação  da  capacidade  creditícia  de  cada  cliente.    Seleção  feita  através  de 

informações e análises financeiras. 

• Volume de Crédito => Limite de crédito a ser concedido a cada cliente.  Envolve riscos que a empresa está 

disposta a correr. 

• Política de Crédito => Estabelecimento de padrões e condições de crédito.  Tipo de política que a empresa 

vai adotar para receber seus créditos. 

 

SELEÇÃO DE CRÉDITO 



• POLÍTICA DE CRÉDITO 

• Margem de lucro grande => liberal. 

• Margem de lucro pequena => risco de incobráveis, comprometendo a rentabilidade. 

 

• RECURSOS PARA INVESTIMENTO EM CLIENTES 



• Recursos limitados => dificuldade para prazos longos. 

• Recursos maiores => risco de incobráveis. 

 

• CLASSIFICAÇÃO DE CRÉDITO 



• Procedimento que produz uma pontuação capaz de refletir o potencial financeiro global de um solicitante de 

crédito. 

 

OS CINCOS C´S DO CRÉDITO 



•  Caráter  -  O  histórico  do  solicitante  quanto  ao  cumprimento  de  suas  obrigações  financeira,  contratuais  e 

morais. 


•  Capacidade  -  O  potencial  do  cliente  para  quitar  o  crédito  solicitado  -  Análise  dos  demonstrativos 

financeiros. 

• Capital - A solidez financeira do solicitante, conforme indicada pelo patrimônio líquido da empresa. 

• Colateral - O montante de ativos colocados à disposição pelo solicitante para garantir o crédito. 

• Condições - As condições econômicas e empresariais vigentes, bem como circunstâncias particulares que 

possam afetar qualquer das partes envolvidas na negociação. 

 



 

19

DUPLICATAS A RECEBER 



• Fatores que aumentam a cifra (conta) de clientes 

• Aumento das vendas. 

• Aumento de preços pela inflação. 

• Aumento dos prazos. 

• Aumento de morosos. 

• Descontos Financeiros 

• Abatimentos concedidos aos clientes para antecipação do pagamento da compra: 

- Minimiza riscos e perdas com incobráveis. 

- Diminui despesas com cobrança. 

- Reduz necessidade de caixa. 

- Reduz investimento em, contas a receber. 

- Necessita boa administração, pois traz impacto negativo à rentabilidade por incidir diretamente no lucro. 

 

GESTÃO DA COBRANÇA 



•  Cobrança  -  é  o  ato  de  concretização  do  recebimento  de  valores  representativos  de  vendas  à  vista  ou  a 

prazo. 


• Política de Cobrança - tem o objetivo de fazer com que os recebimentos ocorram nas datas de vencimento 

e os recursos recebidos estejam à disposição da empresa. 

 

POLÍTICAS DE COBRANÇA 



• Devem ser do conhecimento do cliente no momento da negociação. 

•  Devem  estabelecer  desde  mecanismos  sobre  a  cobrança  de débitos  até  os  procedimentos  nos  casos  de 

atraso e inadimplência. 

•  Devem  definir,  se  for  o  caso,  as  taxas  de  desconto  por  pagamento  antecipado  ou  no  vencimento  da 

obrigação. 

• Política de cobrança eficaz tende a reduzir perdas com devedores incobráveis. 

• Custos de cobrança devem ser analisados. 

•  As  consequências  de uma  política de  cobrança eficaz  tem  resultados  nos  valores  aplicados em  contas  a 

receber. 

 

AÇÕES SEQÜÊNCIAIS 



• Telefonema de lembrança no segundo dia após o vencimento; 

• Carta ou mensagem eletrônica de lembrança no quinto dia; 




 

20

• Carta ou mensagem eletrônica mais enérgica no décimo dia; 



• Acionamento do avalista; 

• Envio ao cartório de protestos

• Execução da dívida. 

 

MECANISMOS DE COBRANÇA 



• Bancária 

• Negociação com Bancos (tarifa, float, etc.) 

• Cobrança simples (com ou sem registro) 

• Caução de títulos 

• Desconto de títulos 

• Carteira 

• Eficiência discutível 

• Exige controles mais rígidos 

• Carnês 

• Retorno à loja 

• Representante 

OBS: Físico ou Jurídico, somente com CORE. 

• Mecanismos alternativos 

• Parcerias com financeira 

• Cartões de crédito 

• Factorin 

 

6.1.


  Orçamento de caixa 

O  orçamento  de  caixa  é  o  demonstrativo  da  projeção  das  necessidades  de  recursos  de  uma  empresa, 

elaborado através da previsão das entradas e saídas de fundos em um determinado período de tempo. Deve 

retratar a previsão das necessidades de recursos ou, eventualmente, as sobras de caixa que ocorrerão no 

período em questão. 

É  uma  ferramenta  que  permite  ao  administrador  financeiro  identificar  as  necessidades  e  oportunidades 

financeiras de curto prazo (ROSS, 1995). 

O objetivo do orçamento de caixa é dar subsídios ao administrador financeiro para planejar e controlar o fluxo 

de recursos da empresa e fornecer os componentes básicos para que se possam formular as estratégias que 

serão utilizadas para o financiamento do volume de vendas previsto para o período. 




 

21

Ao  traçar  as  diretrizes  do  planejamento  das  disponibilidades,  a  empresa  procura  atingir  algumas  metas,  e 



dentre elas destacamos: 

 

1)



  Defasagem entre as transações correntes 

O orçamento de caixa é elaborado através da previsão das entradas e saídas de fundos. Todavia, o fluxo de 

recursos  não  ocorre  de  maneira  uniforme  então,  a  empresa  deve  manter  fundos  suficientes  para  garantir 

eventuais déficits de caixa mantendo a liquidez sem interromper o ciclo de suas atividades operacionais. O 

primeiro objetivo do orçamento de caixa é, portanto, projetar o mais precisamente possível, o montante dos 

recursos  disponíveis  de  forma  que  esteja  assegurada  uma  liquidez  compatível  com  as  necessidades  de 

desembolso da empresa. 

 

2)



  Redução de custos sobre empréstimos de curto prazo 

Conhecendo  com  antecedência  os  eventuais  déficits  de  caixa,  o  administrador  financeiro  terá  a  sua 

disposição, um período de tempo mais adequado para escolher entre as diversas fontes de financiamento 

disponíveis, aquelas de menor custo para a empresa. 

 

3)

  Aplicação de excedentes de caixa 



Durante certos períodos, a empresa mantém saldos inativos de caixa. Isso ocorre devido à defasagem  de 

tempo  entre  as  datas  de  pagamento  das  obrigações    e  de  recebimentos    dos  direitos.  Como  o  dinheiro 

mantido  em  caixa  não  traz  nenhum  retorno  à  empresa,  o  administrador  financeiro  deve    aplicar  esses 

recursos momentâneos em algum ativo de curto prazo que renda juros. 

O orçamento de caixa é um instrumento valioso e imprescindível para uma empresa controlar seu fluxo de 

recursos, porém, como é baseado em estimativas e projeções, o administrador financeiro deve ter em mente 

que o orçamento de caixa não é uma ferramenta de total precisão, estando sujeito a algumas distorções. 

A  previsão  de  vendas  é  o  componente  mais  importante  do  orçamento  de  caixa.    É  elaborada  e  fornecida 

pelos  departamentos  de  vendas  e  deve  ter  um  alto  grau  de  confiabilidade.  Todavia,  como  a  previsão  de 

vendas depende de fatores externos como: a maior ou menor agressividade da concorrência ou ainda, do 

comportamento da conjuntura econômica, sempre conterá em seu conteúdo um componente de risco. 

No  intuito  de  minimizar  os  riscos  envolvidos  nas  previsões  ,  as  empresas  costumam  ter  mais  de  um 

orçamento,  partindo-se  da  situação  provável  para  outras  com  previsões  mais  otimistas  e  pessimistas.  Os 

fluxos de caixa podem ser analisados de acordo com inúmeras possibilidades, criando para o administrador 

financeiro uma amplitude maior para as decisões. Desta forma terá uma melhor percepção quanto ao risco 

envolvido em cada alternativa. 

Hoje, essa análise de sensibilidade é perfeitamente viável na maioria das empresas, através de utilização de 

planilhas eletrônicas que simplificam sobremaneira os cálculos. 




 

22

 



6.2.

 

Fluxo de caixa integrado 



Faz  parte  do  planejamento  financeiro  da  empresa  e  compreende  a  projeção  das  receitas,  despesas  e 

também, os investimentos que a empresa pretende fazer naquele período. 

O fluxo de caixa integrado é elaborado normalmente para um exercício social (1 ano) e tem como elemento 

básico para projetar as entradas de caixa, o orçamento de vendas. Este representa a projeção das vendas 

previstas para o período. Além do orçamento de vendas que normalmente é a principal fonte de entradas de 

recursos financeiros, a empresa pode dispor de outras como: recebimento de aluguéis, recebimento de juros, 

recebimentos referentes à participação em outras empresas e outros. 

Quanto  aos  desembolsos  previstos,  devem  ser  considerados  todos  os  itens  que  de  alguma  forma  irão 

representar saídas de caixa naquele período. 

Os desembolsos mais comuns em uma empresa são: gastos com matéria-prima; remuneração de mão-de-

obra  mais  os  encargos;  impostos;  investimentos  em  imobilizado;  pagamentos  de  juros;  pagamentos  de 

empréstimo  etc.  Os  orçamentos    desses  itens  fornecem  as  bases  para  a  projeção  das  exigências  de 

disponibilidades. 

Normalmente,  cada  item  da  programação  de  pagamentos  e  recebimentos  é  baseado  em  um  ou  mais 

orçamentos específicos e detalhados, fornecidos ao administrador financeiro pelos setores responsáveis por 

todas as atividades que representam receitas ou despesas para a empresa. Por essa razão, o demonstrativo 

é denominado fluxo de caixa integrado pois é fruto da integração de vários departamentos da empresa e faz 

parte do planejamento estratégico. 

 

CAIXA 


É  um  ativo  em  forma  de  moeda  corrente,  que  tem    como  finalidade  efetuar  o  pagamento  das  obrigações 

imediatas da empresa. 

 

TÍTULOS NEGOCIÁVEIS 



São investimentos de curto prazo e alta liquidez, que têm como objetivo proteger recursos temporariamente 

inativos. 

Caixa  e  títulos  negociáveis,  formam  o  ativo  disponível,  o  mais  líquido  e  o  que  representa  a  menor 

rentabilidade para a empresa e, o objetivo básico da administração de caixa é investir o menor montante de 

recursos  possível  nesse  ativo,  em  função  do  mesmo  não  proporcionar  rentabilidade  em  tampouco  retorno 

operacional à empresa. Entretanto, o administrador financeiro deve estar atento ao fato de que os recursos 

devem  estar  disponíveis  toda  vez  que  houver  necessidade  de  um  desembolso  de  caixa,  ficando  assim 

garantida uma liquidez que possa dar sustentação às atividades operacionais da empresa. 




 

23

Para  decidir  a  proporção  mais  adequada  entre  o  investimento  desses  dois  tipos  de  ativo,  o  administrador 



financeiro deve sempre buscar aquela decisão que proporcione um equilíbrio entre os custos de oportunidade 

(benefícios que a empresa deixa de obter ao optar por investimentos  em ativos menos rentáveis) e os custos 

de transação (custos incorridos pela empresa quando necessita buscar recursos no mercado de crédito ou 

negocia no mercado monetário sua carteira de títulos negociáveis). 

 

PADRÕES DE FLUXO DE CAIXA CONVENCIONAL VERSUS NÃO  CONVENCIONAL 



Dentro dos projetos de investimento de capital podem ser classificados como: 

* Padrão convencional de fluxo de caixa - É um fluxo de saída de caixa seguido apenas por uma série de 

fluxos de entrada. 

Exemplo: 

Fluxo de caixa convencional 

 

 



* Padrão não-convencional de fluxo de caixa - É aquele no qual um fluxo de saída de caixa não é seguido 

por apenas por uma série de fluxos de entrada. 

Exemplo: 

 

Fluxo de caixa não-convencional 



 

 

 




 

24

OS FLUXOS DE CAIXA 



Para  determinar  alternativas  de  dispêndio  de  capital,  a  empresa  tem  de  determinar  os  fluxos  de  caixa 

relevantes, que são os fluxos de saída de caixa incrementais após o imposto de renda (investimento) e fluxo 

de  entrada  subseqüente.  Os  fluxos  de  caixa  incrementais,  representam  os  fluxos  de  caixa  adicionais  – 

fluxos de saída ou de entrada – que devem resultar de um dispêndio der capital proposto. 

 

COMPONENTES IMPORTANTES DO FLUXO DE CAIXA 



Basicamente, o padrão de um projeto convencional poderá ter 03 componentes importantes:  

*  Investimento  inicial  -  Representa  a  disponibilidade  de  caixa  projetado  para  as  saídas  de  um  projeto 

propostas no tempo zero. 

*  Fluxo  de  entrada  de  caixa  operacional  -  Representa  o  fluxo  de  entrada  de  caixa  incremental  após  a 

apuração do imposto de renda, resultante do uso de um projeto no ciclo de sua vida útil. 

* Fluxo de caixa residual - Representam o fluxo não-operacional após o imposto de renda que ocorre no ano 

final de um projeto. Ele é normalmente atribuído à liquidação de um projeto. 

 

MONTAGEM DE ORÇAMENTO DE CAIXA - VENDAS 



O primeiro passo para a empresa elaborar seu orçamento de caixa, é preparar a previsão para as vendas 

naquele período. Sendo a receita de vendas de produtos ou da prestação de serviços, a principal fonte de 

entrada de recursos, é através da projeção das vendas que a empresa elabora todos os outros orçamentos. 

Responsabilidades do orçamento de vendas: PI`s.  

ORÇAMENTO DE VENDAS 

PRODUTO 


QUANTIDADES 

(EM 


UNIDADES) 

PREÇO 


TOTAL 

87.500 



R$ 9,00 

R$    787.500,00 

105.000 


R$ 8,00 

R$    840.000,00 

64.000 


R$ 7,00 

R$ 448.000,00 

TOTAL 

256.500 


 

R$ 2.075.500,00 

 

6.3. Motivos da existência de saldos de caixa 



De  acordo  com  Keynes,  existem  três  motivos  que  fazem  com  qu  empresas  e  pessoas    mantenham  um 

determinado volume de recursos disponível. 

 

 



 

25

Transação 



É  a  necessidade  de  se  manter  disponibilidades  para  fazer  à  compromissos  previamente  assumidos, 

provenientes das atividades normais.  

Uma empresa assume compromissos que culminam em desembolsos com datas específicas. Como exemplo 

disso podemos citar as compras de  matérias-primas, os salários etc. 

 

Precaução 



Este  segundo  motive  refere-se  à  margem  de  segurança  da  empresa  em  relação  a  desembolsos  não 

previstos, e que normalmente acontecem na condução normal dos negócios. 

Estes gastos não previstos, na maioria das vezes estão relacionados ao aumento da inadimplência por parte 

dos clientes, substituição não prevista de algum equipamento da área produtiva etc. 

Geralmente  os  recursos  destinados  ao  motivo  precaução,  são  investidos  em  títulos  negociáveis  de  fácil 

liquidez. 

 

Especulação 



São oportunidades inesperadas que, se aproveitadas, podem trazer ganhos extraordinários à empresa. Com 

exemplo podemos citar a compra  de um lote de estoques a preços abaixo dos praticados pelo mercado. 

Em épocas de alto índice inflacionário, como foi o caso brasileiro duramente muitos anos, as empresas, a 

título  de  especulação,  mantinham  disponibilidades  para  aplicação  em  ativos  do  mercado  financeiro.  Eram 

investimentos  muito  mais  atrativos  e  de  melhor  retorno  do  que  se  os  recursos  fossem  aplicados  no  setor 

produtivo. 

 

7.

  ESTRATÉGIAS PARA ADIMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO. 



No sentido de acelerar o ciclo operacional e melhorar a performance dos ativos de curto prazo, o empresário 

deve adotar algumas medidas e dentre elas, destacamos: 

1.

  O controle das duplicatas a receber deve ser feito com eficiência, com o propósito de antecipar ao máximo 



as entradas de recursos financeiros no caixa da empresa. 

2.

  O empresário precisa estar permanente negociando com seus clientes e fornecedores, visando acelerar 



os prazos de recebimentos e retardar os pagamentos procurando, além disso, reduzir o custo das matérias-

primas. Todavia é uma estratégia que dever ser utilizada com os devidos cuidados, de forma a não prejudicar 

as vendas ou comprometer o crédito da empresa. 

3.

  A adequação das datas de recebimentos e pagamentos é outro fator que o empresário deve levar em 



consideração  na  administração  do  capital  de  giro.  A  eliminação  da  defasagem  de  tempo  nos  fluxos  de 

entradas  e  saídas  de  recursos,  além  de  reduzir  custos  sobre  empréstimos,  diminui  o  risco  de  atraso  nos 

compromissos. 



 

26

4.



  Outra  medida  fundamental  para  melhorar  o  desempenho  da  empresa  é  a  introdução  de  técnicas  e 

processos  modernos  de  produção  que,  além  de  reduzirem  o  prazo  médio  de  permanência  dos  itens  em 

estoques, melhoram a qualidade dos produtos. 

 

5.



  Finalmente, a melhoria nos equipamentos produtivos, através da substituição de maquinários antigos e 

obsoletos por outros de tecnologia moderna, vão produzir os lotes de produto com maior rapidez, além de 

eliminar desperdícios provocados por equipamentos velhos e inadequados, constantemente fora de uso por 

problemas de manutenção e desgaste de peças. 

O  montante  adequado  de  capital  de  giro  a  ser  mantido  pelas  empresas  não  é  um  número  que  possa  ser 

estipulado, porque depende de muitos fatores e varia de acordo com a empresa e o seguimento onde atua. 

Entretanto, é aconselhável, para a maioria das empresas, manter um capital de giro suficiente para cobrir seu 

passivo de curto prazo (fornecedores, impostos, salários, etc.) 

 

8.

  ORÇAMENTO DE CAPITAL INTERNACIONAL E INVESTIMENTOS À LONGO PRAZO. 



Apesar de os mesmos princípios básicos de orçamento de capital serem usados para projetos domésticos e 

internacionais, vários fatores adicionais tem de ser abordados ao se avaliar oportunidades de investimentos 

estrangeiras. O orçamento de capital internacional difere da versão doméstica, pois (1) fluxos de entrada e 

saída  de  caixa  ocorrem  em  uma  moeda  estrangeira  e  (2)  investimentos  estrangeiros  se  defrontam 

potencialmente com um significativo risco político. Ambos os riscos podem ser minimizados através de um 

planejamento cuidadoso 

Companhias se defrontam com riscos de câmbio tanto à longo prazo quanto a curto prazo com relação ao 

capital investido e aos fluxos de caixa resultantes dele. O risco de câmbio à longo prazo pode ser minimizado 

ao financiar pelo menos parcialmente o investimento internacional nos mercados de capital locais, em vez de 

usar o capital em unidades monetárias da companhia subsidiária. Esse passo assegura que as receitas do 

projeto, os custos operacionais e os custos de financiamento serão na moeda local. Da mesma forma, o valor 

em dinheiro de fluxos de caixa a curto prazo em moeda local podem ser protegidos usando títulos especiais e 

estratégias, tais como instrumentos de mercado futuro, pré-indexados e opções. 

Riscos  políticos  podem  ser  minimizados  usando  estratégias  tanto  financeiras  quanto  operacionais.  Por 

exemplo,  ao  estruturar  o  investimento  como  uma  joint  venture  e  selecionar  um  sócio  bem  relacionado,  a 

companhia norte-americana pode minimizar o risco de que suas operações sejam importunadas ou tomadas. 

Companhias também podem se proteger de ter seus resultados bloqueados por governos locais ao estruturar 

o financiamento de tais investimentos como dívida em vez de patrimônio. Pagamentos de serviço da dívida 

são  demandas  legalmente exigíveis, enquanto  resultados  de patrimônio  (tais  como  dividendos) não  o  são. 

Mesmo  se  os  tribunais  locais  não  apóiam  as  reivindicações  da  companhia  norte-americana,  a  companhia 

pode ameaçar levar adiante seu caso em cortes norte-americanas. 



 

27

Apesar das dificuldades precedentes, investimentos estrangeiros diretos, que envolvem a transferência de 



capital, ativos técnicos e gerenciais para um país estrangeiro, decolaram em anos recentes. Isso é evidente 

nos  valores  de  mercado  em  crescimento  tanto  de  ativos  estrangeiros  de  propriedade  de  companhias 

baseadas nos Estados Unidos quanto investimentos estrangeiros diretos nos Estados Unidos, particularmente 

por parte de companhias inglesas, canadenses, holandesas, alemãs e japonesas. Mais, ainda, investimentos 

estrangeiros diretos por parte de companhias norte-americanas parecem estar crescendo, particularmente no 

Leste Asiático e na América Latina. 

 

9.

  PERSPECTIVA FINANCEIRA PESSOAL 



Fluxos da saída de caixa governam os dispêndios pessoais de capital 

Planos de gestão de capital podem guiar importantes dispêndios de capital pessoais para carro, casa, barco, 

casa de férias ou educação universitária dos filhos. Mas enquanto as companhias procuram por projetos que 

possam render um retorno aceitável, a decisão de se fazer uma compra pessoal muitas vezes enfoca do item 

e  a  maneira  como  a  compra  será  financiada.  Há  também  uma  tendência  de  combinar  o  investimento  e  a 

decisão  de  financiamento,  de  forma  que  compradores  selecionem  um  carro  ou  uma  casa  em  particular 

baseados em quanto eles podem pagar. 

Considere uma decisão a respeito de modernizar uma propriedade pessoal. Suponha que seu carro necessite 

de importantes reparos. Você primeiro avaliaria o custo de consertá-lo, quanto tempo mais você esperaria 

que  o  carro  durasse  e  que  outros  importantes  consertos  o  carro  mais  velho  necessitaria.  Então  compare 

esses fluxos de saída de caixa com aqueles envolvidos em comprar um carro novo agora, analisando uma 

compra toda em dinheiro, um empréstimo ou um financiamento – lembrando, é claro, de considerar o valor do 

dinheiro no tempo. Finalmente, você consideraria fatores qualitativos. A possibilidade de uma mudança no 

trabalho que exige deslocamentos maiores para o trabalho pode levar a escala a favor de um carro novo mais 

para cima; se você planeja tirar férias caras este ano, pode avaliar a compra do carro novo até que seu fluxo 

de caixa melhore. 

Estude mais...pense mais...você é capaz!!! 



 

28

EXERCÍCIOS 



1.

  O que é Administração Financeira pra você??? 

2.

  As atribuições do Administrador Financeiro podem ser sintetizadas em três atividades básicas, quais são 



elas??? 

3.

  Qual o principal objetivo da Administração Financeira??? 



4.

  Para Peter Drucker, o Contador tem papel de tomada de decisões na organização, essa informação é 

verdadeira ou falsa? 

5.

  Dentro da Lei do Administrador, em que competências você se encaixa ou se encaixará melhor??? 



6.

  Quais as principais atribulações do Administrador Financeiro???    

7.

  A  análise  e  planejamento  financeiro,  uma  das  atribuições  do  administrador  financeiro,  envolve  três 



pontos importantes, quais são eles??? 

8.

  Regime de competência e regime de caixa tem a ver, respectivamente com: 



a)

  Administrador e Auditor 

b)

  Contador e Administrador 



c)

  Contador e gerente 

d)

  Administrador e Contador 



e)

  Auditor e Contador 

9.

  As fontes de recursos à disposição de uma empresa podem ser classificadas de várias formas, quais são 



elas??? 

10.


  Dois enfoques sustentam a decisão do administrador financeiro, quais são eles??? 

11.


  São fontes de informações para elaboração de análise e planejamento financeiro: 

12.


  Esta função financeira, envolve a constante busca da otimização na aplicação dos recursos para que 

seja  alcançada  a  rentabilidade  desejada  e  preservada  a  capacidade  da  empresa  de  pagar  seus 

compromissos nos vencimentos, cite-a: 

13.


  As questões envolvidas nas decisões de financiamento referem-se à composição das fontes de recursos 

cite duas dessas funções: 

14.

  Qual a meta da administração financeira??? 



15.

  Alavancagem Operacional tem que ponto de partida??? 

16.

  O que é Grau de alavancagem financeira??? 



17.

  O faturamento mínimo que a empresa tem que atingir para que não tenha prejuízo, mas que também 

não estará conquistando lucro é denominado de: 

18.


  O custo fixo não varia de acordo com as vendas, mas é variável, dê exemplos de custo fixo pra empresa. 

19.


  O estudo da alavancagem financeira ou operacional procura evidenciar a importância relativa à que??? 

20.


  Endividamento de Longo Prazo / Capital Total Empregado, evidencia que tipo de alavancagem??? 


 

29

21.



  Uma empresa investiu em um produto X a quantia de R$25.000,00 e espera ter um retorno de 3% a.m. e 

com a expectativa de recolher 100% dos dividendos entre seus 30 acionistas. Quanto ao final de 8 meses e 

reinvestir  o  mesmo  valor.  30  Acionistas  perceberam  esses  dividendos  em  parte  iguais.  Qual  o  valor  do 

montante???? Quanto cada acionista receberá??? Quanto será reinvestido??? 

 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 



 

30

BIBLIOGRAFIA: 



Cherubin, Niversindo Antonio. Administração Hospitalar. 3° Ed. Revisada e Ampliada São Camilo, 2008 

Chiavenato, Idalberto. Cartas a um jovem administrador. Elsevier Editora,2006 

Piragibe, José F. Mendes. Gestão Empresarial. Treinamento e Consultoria empresarial. ,Ed.2002.1 

Levine, Stuart R. Seis Fundamentos do sucesso profissional. Sextame, GMT. 2004 

Welsch, Glenn Albert. Orçamento empresarial. 4° Ed.SP. Atlas, 1983 

Acesso ao site: http://www.fluxo-de-caixa.com/fluxo_de_caixa/ponto_de_equilibrio.htm. 




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