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Cap. 4- Um novo paradigma?



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Cap. 4- Um novo paradigma? A Nova História Cultural (NHC) é hoje um novo paradigma de 

pesquisa e sua ascensão é conhecida como  teoria cultural . A teoria cultural tem seu reforço em 

teóricos  como:  Jurgen  Habermas,  Mikhail  Baktin,  Norbert  Elias,  Michel  Foucault,  Pierre 

Bourdieu.  (p.71-76).  Vejamos  as  variedades  da  NHC:  1)  de  Mikhail  Baktin  -  conceitos  de 

carnavalização  e  subversão  penetração da  alta cultura pela baixa  e as muitas vozes de um 

texto 


 

polifonia . 2) de Norbert Elias os conceitos de  processo civilizador , embora criticado, 

foi  usado  nas  pesquisas  dos  historiadores.  3)  de  Michel  Foucault 

 

conceitos  dos  contrários: 



progresso e evolução , pensou as descontinuidades culturais e  rupturas  e a idéia de  invenção 

da  cultura ,  de  redes  de  idéias  e  pensamentos  de  dado  período,  bem  como   as  práticas  no 

nível  microfisica do poder . 4) de Pierre Bourdieu - idéia de  reprodução cultural 

 

teoria da 



prática ,  de  habitus  que  é  diferente  de  regras,  emprego  de  bens,  produção  e  capital  ligado  à 


cultura e a teoria da  estratégia de distinção cultural  para afirmar a identidade social.  

Outros paradigmas da NHC: a) estudo das Práticas - a exemplo das práticas religiosas diferentes 

da  teologia;  da  fala  diferente  da  lingüística;  do  experimento  diferente  da  teoria  e  graças  a  isto 

profissionalizou-se  muitos  temas  como:  esportes,  maneiras  a  mesa,  consumo,  fala,  viagem, 

leitura etc (p.78); b) estudos das Representações - a construção do imaginário social, reflexo das 

estruturas  sociais  e  a  criação  das  idéias  e  das  representações  da  natureza,  da  nação,  do  outro 

sobre a mesma  realidade  (p. 84); c) A História da memória - outra forma de NHC e a história 

da memória a reação aceleração das transformações sociais que ameaçam a identidade, embora 

saiba-se  que  as  memórias  serão  sempre  destorcidas  e  contaminadas  pela  cultura,  por  grupos 

diferentes,  por  momentos  diferentes  (p.88);  d)  o  estudo  da  cultura  material   -  os  estudos  dos 

objetos  para  percepção  de  mudanças  e  relações  sócio-culturais  com  os  temas  sobre:  alimentos, 

vestuários, habitação, como formas de identificação cultural, posição social e representação dos 

grupos em dado tempo e de como são a casa, a gastronomia, a cidade, os prédios e suas funções, 

são temas que cada vez mais do interesse dos historiadores (p. 90); e) Outro domínio da NHC é a 



história  do  corpo  -  identificação  dos  elementos  culturais  nos  aspectos  físicos  como  a  carga 

simbólica  dos  gestos,  higiene,  etc.,  tidos  como  insignificantes,  mas  suas  diferenças  tem  seus 

significados sim e aqui, aliado a história de gênero e a história do corpo, mantém o interesse para 

superação da dicotomia mente e corpo (p. 94). 

Assim, a revolução na história cultural (NHC) desenvolveu-se a partir da antropologia história e 

suas principais figuras são: Natalie Davis, Jaques Le Goff e Keith Thomas e embora criticada, os 

pressupostos  teóricos  da  NHC  e  das  representações  coletivas  como  construções  culturais  da 

realidade, mantêm-se em sua ênfase (p.97).  





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