Microsoft Word Hist ria, Direito e Justi a 28. doc



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abonadas? Exige o banco um certo número de firmas, somente 

para que estes recebam uma comissão, ou é para garantir o 

pagamento da letra no seu vencimento, se o aceitante não a 

pagar? Em qualquer das duas hipóteses, os endossantes não têm 

razão de queixa; na primeira, não fazem mais do que restituir 

aquilo que indebitamente receberam; na segunda, é uma 

contingência a que se expuseram quando se responsabilizaram 

pelos títulos que lhes cumpria bem examinar antes de garantir. 

Não cercear, portanto, o abuso do crédito nesta ocasião e nestas 

circunstâncias, fora um abuso econômico, um erro funesto. 

Pensem nisto os defensores da virginal candura e sinceridade de 

vistas dos endossantes das letras da lavoura.

51

 

 



Os devedores não aceitaram amortizar as suas letras a 

reformar em 3%,

52

 motivo pelo qual a diretoria, conforme 



informação de "Nem à esquerda - 0 - nem à direita", "resolve que 

a taxa para as letras que forem reformadas seja de 3% mais do 

que aquela estipulada nos descontos." 

53

 



Em artigo de 15 de maio, “Agiota” usa o argumento de que 

os negócios realizados pela diretoria do banco seriam 

causadores “dos sofrimentos por que estão passando as classes 

menos abastadas do Império, em conseqüência da perturbação 

do nosso meio circulante, devida à emissão frenética desse 

banco”, e a seguir deixa bem clara a sua preocupação com a 

queda das ações do banco, com “a notícia dos últimos 

desmandos da diretoria”, em contraste com a elevação que 

acontecera com as “medidas postas em execução pelo Sr. 

Visconde de Jequitinhonha”.

54

 

Ao que parece, Paula Sousa e Bastos, afinados com os 



quais estariam os diretores do Banco do Brasil, realmente 


 OS “ABUTRES” NA TURBULÊNCIA DAS “ÁGUIAS”:... 

HISTÓRIA, São Paulo, 28 (2): 2009 

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atuariam no sentido de, em detrimento dos interesses de frações 



significativas do comércio, inclusive dos acionistas do banco, 

favorecer um pequeno número de banqueiros,  possivelmente 

credores da lavoura, e devedores do Banco do Brasil.   

Conforme fica bem claro, o enfrentamento entre tais frações 

de negociantes se desdobrava em uma das fraturas mais 

significativas do gabinete Olinda que, conforme os ministros 

afirmaram depois de sua queda, não pôde se sustentar 

justamente em razão dessas divergências. 

 

 




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