Microsoft Word Gestão Ambiental Análise de Ciclo de Vida


  INTERPRETAÇÃO DO CICLO DE VIDA



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6.  INTERPRETAÇÃO DO CICLO DE VIDA 

 

interpretação do ciclo de vida é a última fase formal no procedimento ACV, tendo sido introduzida 



na metodologia, para responder a questões, tais como (Saur, 1997): “Qual a confiança dos resultados 

deste estudo ACV?”; “O que significam estas diferenças?”; “Estão os resultados de acordo com o 

objectivo e âmbito do estudo?”. O seu objectivo principal é aumentar a confiança e significado do 

estudo ACV executado.  

De acordo com a ISO 14043:2000(E), a interpretação do ciclo de vida é um procedimento iterativo e 

sistemático que tem como objectivo: identificar, qualificar, verificar,  analisar os resultados, chegar a 

conclusões, esclarecer limitações, sugerir recomendações baseadas nas descobertas das fases 

precedentes do estudo ACV ou ICV e relatar os resultados da interpretação do ciclo de vida dum 

modo transparente em ordem a encontrar os requisitos da aplicação como descrito nos objectivos e 

âmbito do estudo. 

A fase de interpretação do ciclo de vida de um estudo ACV ou ICV compreende três elementos 

conforme mostrado na Figura 6-1:  

a)  Identificação dos pontos significativos baseados nos resultados das fases de ICV ou AICV do 

estudo ACV. Os pontos significativos podem ser: categorias dos dados de inventário, tais como, 

energia, emissões, resíduos, etc.; 

b)  Avaliação pela verificação da plenitude, sensibilidade e consistência. O objectivo da verificação 

da plenitude é assegurar que toda a informação relevante e dados necessários para a 

interpretação estejam disponíveis e completos. O objectivo da verificação de sensibilidade é 

avaliar a confiança dos resultados e conclusões finais, verificando se eles são afectados pelas 

incertezas dos dados, métodos de afectação ou cálculos dos resultados dos indicadores de 

categoria. Esta avaliação deve incluir os resultados das análises de sensibilidade e de incerteza. 

Em Heijungs et al., (1992, 1994a, 1996a) são distinguidos quatro tipos de análise de 

sensibilidade: análise de confiança; análise de validade; análise de dominância; e, análise 

marginal.  

análise de confiança é realizada quando a dispersão dos dados do processo é especificada ou 

pode ser estimada, resultando numa tabela de inventário, perfil ambiental ou índice ambiental e 

uma especificação da dispersão. O estudo da propagação de desvios não intencionais conhecido 

como “análise de incerteza”, “análise de erro”, ou “análise de perturbação”, pode ser executado 

com vários graus de sofisticação. Heijungs, (1994a, 1996a) e Chevalier e Le Téno, (1996) 

desenvolveram métodos para calcular e estimar erros nos cálculos de análise de inventário.  

A  análise de validade é utilizada para determinar em que medida as escolhas e pressupostos 

adoptados podem afectar os resultados. Em contraste com a análise de confiança, não pode ser 

definida uma regra ou protocolo simples para este tipo de análise, devendo ser consideradas as 

escolhas e pressupostos assumidos durante a ACV. 

análise de dominância, rigorosamente falando, não é uma forma de análise de sensibilidade, já 

que nenhum dado é alterado e não é analisada a sensibilidade a uma variação. O objectivo desta 

análise é fornecer informação acerca da extensão à qual cargas ou efeitos ambientais podem ser 

atribuídos a propriedades do produto ou processo sendo uma técnica útil, por exemplo, quando o 

objectivo do estudo ACV é a inovação do produto e se pretende realizar uma análise de 

melhoramento. 

A  análise marginal é uma abordagem matemática que revela a sensibilidade dos resultados a 

pequenas alterações dos dados do processo (Heijungs et al., 1994a). Isto pode ser utilizado para 

permitir uma análise de melhoramento: podem ser pré-seleccionados processos a melhorar 

utilizando o conhecimento da sensibilidade dos resultados (p.ex:, tabela de impacte ou perfil 

ambiental) a pequenas perturbações nos dados do processo económico ou ambiental. Um 

"designer" ou engenheiro de processo pode assim ser informado acerca dos melhores pontos de 

partida para melhoramentos do produto. 



Análise de Ciclo de Vida 

José Vicente R. Ferreira 

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O objectivo da verificação da consistência é determinar se as suposições, métodos e dados são 



consistentes com os objectivos e âmbito do estudo. 

c)  Conclusões, recomendações e relatório. O objectivo deste terceiro elemento é desenhar 

conclusões preliminares e verificar que elas estão consistentes com os requisitos do objectivo e 

âmbito do estudo, incluindo, em particular, requisitos de qualidade dos dados, suposições e 

valores pré-definidos, e requisitos orientados-aplicação. Se as conclusões estão consistentes, 

relatar todas as conclusões. Se não, voltar às fases prévias a), b) ou c) como apropriado. O 

relatório deve dar uma descrição completa e imparcial do estudo, devendo o documento de 

referência consistir dos seguintes elementos (ISO 14040:1997): 

o   Informação administrativa: 

ƒ

  Nome e endereço de quem conduziu o estudo; 



ƒ

  Data do relatório; e, 

ƒ

  Outra informação de contacto ou de divulgação;  



o  Definição dos objectivos e âmbito;  

o  Análise de inventário do ciclo de vida (recolha de dados e procedimentos de cálculo); 

o  Análise de impacte do ciclo de vida (metodologia e resultados da análise de impacte que 

foram executadas); 

o  Interpretação do ciclo de vida: 

ƒ

 Resultados 



ƒ

  Suposições e limitações 

ƒ

  Análise da qualidade dos dados 



o  Revisão crítica (interna ou externa): 

ƒ

  Nome e filiação dos revisores; 



ƒ

  Relatório de revisão crítica; 

ƒ

  Réplicas a recomendações 



A revisão crítica, como apresentado na ISO 14040:1997, deve ser conduzida, quando o estudo é 

utilizado para suportar reivindicação comparativa, que é revelada ao público. 

 


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