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Figura 5-3 Fases mais importantes na Classificação e Caracterização (Pré, 2002)



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Figura 5-3 Fases mais importantes na Classificação e Caracterização (Pré, 2002). 

As fases de classificação e caracterização podem ser resumidas conforme Tabela 5-2, para as 

categorias de impacte mais utilizadas, em estudos AICV, e que tipicamente focam os potenciais 

impactes em três principais categorias: saúde humana, saúde ecológica, e depleção de recursos. 

 

Tabela 5-2 Categorias de impacte de ciclo de vida normalmente utilizadas (Fonte:USEPA, 2001) 

Categoria de 

Impacte 

Escala 

Dados Relevantes de ICV  

(i.e., classificação) 

Factor de 

Caracterização 

Descrição do Factor de 

Caracterização  

Aquecimento 

Global 

Global 


Dióxido de Carbono (CO

2



Dióxido de Azoto (NO

2



Metano (CH

4



Clorofluorcarbonos (CFCs) 

Hidroclorofluorcarbonos 

(HCFCs) 

Brometo de Metil (CH

3

Br) 


Potencial de 

Aquecimento 

Global 

Converte dados de ICV em 

equivalentes dióxido de carbono.  

Nota: potenciais de aquecimento 

global podem ser potenciais 50, 

100, ou 500 anos 

Depleção do 

Ozono 


Estratosférico 

Global Clorofluorcarbonos 

(CFCs) 

Hidroclorofluorcarbonos 

(HCFCs) 

Brometo de Metil (CH

3

Br) 


Halons 

Potencial de 

Depleção do 

Ozono  


 

Converte dados de ICV em - 

equivalentes triclorofluormetano 

(CFC-11). 

Acidificação Regional 

 

Local  



Óxidos de Enxofre (SOx) 

Óxidos de Azoto (NOx) 

Ácido Hidroclorídrico (HCL) 

Ácido Hidroflurídrico (HF) 

Amónia (NH 

4



Potencial de 

Acidificação 

Converte dados de ICV em - 

equivalentes ião de hidrogénio 

(H+). 

Eutroficação Local  Fosfato 



(PO

4



Óxido de Azoto (NO) 

Dióxido de Azoto (NO

2



Nitratos 



Amónia (NH

4



Potencial de 

Eutroficação 

Converte dados de ICV em - 

equivalentes fosfato (PO

4

). 


Fumos 

Fotoquímicos 

Local Hidrocarbonetos 

não-metano 

(NMHC) 

Potencial de 

Criação de 

Oxidante 

Fotoquímico 

Converte dados de ICV em - 

equivalentes etano (C 

2

H



6

). 


Toxicidade 

Terrestre  

Local 

Químicos tóxicos com um 



registo de concentração letal 

para roedores 

LC

50

 



Converte dados LC

50

  em 



equivalentes. 

Toxicidade 

Aquática  

 

Local 



Químicos tóxicos com um 

registo de concentração letal 

para peixes 

LC

50



 

Converte dados LC

50

  em 


equivalentes. 

Saúde Humana  Global 

Regional 

Local 


Descargas totais para o ar, 

água, e solo. 

LC

50

 



Converte dados LC

50

  em 



equivalentes. 

Depleção de 

Recursos 

Global 


Regional 

Local 


Quantidade de minerais 

usados. 


Quantidade de fuel fósseis 

usados.  

Potencial de 

Depleção de 

Recursos  

Converte dados de ICV num rácio 

de quantidade de recurso usado 

versus quantidade de recurso 

deixado em reserve. 

Uso do Solo 

Global 

Regional 

Local 

Quantidade depositada num 



aterro. 

Resíduo Sólido  Converte massa de resíduo sólido 

em volume usando uma 

densidade estimada. 

 

 



Análise de Ciclo de Vida 

José Vicente R. Ferreira 

44

5-5 Normalização 

 

A normalização dos resultados do indicador é, segundo a ISO 14042: 2000(E) e ISO/TR 14047: 



2003(E), um elemento opcional da fase de AICV, que tem como objectivo compreender melhor a 

magnitude relativa de cada resultado do indicador do sistema de produto em estudo. Normalizar os 

resultados do indicador é calcular a sua magnitude relativamente a uma informação de referência, 

que pode ser útil, por exemplo, para verificar inconsistências, prover e comunicar informação numa 

significância relativa do resultado dos indicadores e preparar para procedimentos adicionais, tais 

como, agrupamento, ponderação ou interpretação do ciclo de vida. 

Alguns exemplos de valores de referência são (ISO 14042: 2000E): as emissões totais ou utilização 

de recursos para uma dada área, a qual pode ser global, regional, nacional ou local; as emissões 

totais ou utilização de recursos para uma dada área numa base per capita ou medição similar; e, um 

cenário base, tal como um dado sistema de produto. Como a normalização dos resultados do 

indicador altera a saída dos elementos obrigatórios da fase AICV pode ser desejável utilizar mais que 

um sistema de referência (análise de sensibilidade), para mostrar as consequências na saída dos 

elementos obrigatórios da fase AICV. 

A estrutura matemática da fase de normalização é a seguinte (Heijungs, 1996b): 



j

j

j

A

S

N

=

 



 

 

 



 

 

 



 

 

5-27 



onde:  

N

j



 - representa o resultado normalizado do impacte na categoria de impacte j;  

S

j



 - representa o resultado do impacte na categoria de impacte j;  

A

j



 - representa o factor de normalização. 

O factor de normalização A

j

 representa a extensão do impacte na categoria de impacte j,



 

num 


determinado período de tempo (normalmente um ano) e numa dada área, sendo calculado através da 

seguinte expressão: 

 

i

i

ji

j

Q

A

Φ

=



.

 



 

 

 



 

 

 



 

5-28 


onde:  

Q

ji



 - representa o factor de caracterização para a categoria de impacte j, devida à carga ambiental i;  

Φ

i



 - representa o fluxo actual da carga ambiental i na área escolhida e no período de tempo 

escolhido. 

A saída da fase de normalização é normalmente referida como o “perfil de impacte normalizado”

consistindo de resultados de impacte normalizados representando a contribuição específica da 

unidade funcional para as diferentes categorias de impacte. 

Existem alguns problemas ligados com a normalização, nomeadamente os relacionados com a 

escolha da área de referência e incerteza adicional relacionada com a falta de dados apropriados 

acerca dos fluxos actuais (Guinée, 1995; de Haes, 1996a,b; Lindeijer, 1996).  

Uma abordagem consistente para ultrapassar aqueles problemas é escolher a área do Mundo para 

todas as categorias (de Haes, 1996b). Outra possibilidade é escolher uma região mais pequena 

(p.ex:, um país) e transferir estes dados para o nível mundial na base da razão do PIB desse país e 

do PIB mundial (Guinée, 1995) ou na base da razão dos consumo de energia desse país e do 

consumo de energia mundial (PRé, 1997). Uma outra possibilidade é escolher uma região por 

categoria de impacte e tornar os dados depois comparáveis pelo cálculo do impacte por habitante (de 

Haes, 1996b). 

A extrapolação de um nível geográfico (um país) para outro (o Mundo ou a Europa) implica escolhas 

subjectivas. Guinée, (1995) utiliza o rácio entre o PIB da Holanda e o PIB Mundial para extrapolar os 

dados Holandeses para dados Mundiais. No método SimaPro4.0 (PRé Consultants, 1997) os dados 




Análise de Ciclo de Vida 

José Vicente R. Ferreira 

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foram extrapolados de um ou mais países para o nível Europeu, com base no consumo energético 



dos países. 

Em CML (2001) é recomendada a utilização de dados de normalização baseados num sistema de 

referência bem definido geograficamente e temporalmente, preferencialmente o mundo para um ano 

(consistente com a cobertura temporal da fase de definição de objectivos e âmbito do estudo), para 

todas as categorias de impacte. Dados de normalização para o mundo em 1990, Europa em 1995 e 

Holanda em 1997, são apresentados no Volume 2b, para utilização como factores de normalização, 

para cada categoria de impacte e para cada um dos métodos de caracterização base recomendados 

naquele Guia. Se outros métodos de caracterização são utilizados, os dados desagregados podem 

ser utilizados para calcular os factores de normalização apropriados para estes métodos de acordo 

com a fórmula dada anteriormente. 

 

5-6 Agregação 

 

A agregação é também, segundo a ISO 14042: 2000(E) e ISO/TR 14047: 2003(E), um elemento 



opcional da fase de AICV e compreende a atribuição das categorias de impacte numa ou mais séries, 

como pré-definido na definição dos objectivos e âmbito, e pode envolver separação e/ou ordenação. 

Os procedimentos de agregação possíveis são: 

•  Separar (a qual é descritiva) as categorias de impacte numa base nominal, p.ex:, pelas 

características, tais como, emissões e recursos ou por escalas espacial global, regional e local; e, 

•  Ordenar (a qual é normativa) as categorias de impacte numa dada hierarquia, p.ex:, prioridade 

alta, média e baixa. A ordenação é baseada na escolha de valores. 

 

5-7 Ponderação 

 

A ponderação é, de acordo com a ISO 14042: 2000(E) e ISO/TR 14047: 2003(E), um elemento 



opcional da fase de AICV, no qual são atribuídos pesos ou valores relativos às diferentes categorias 

de impacte baseado na sua importância ou relevância percebida, de acordo com os seguintes 

procedimentos possíveis: 

•  Converter os resultados do indicador ou resultados normalizados com factores de peso 

seleccionados; e, 

•  Possivelmente agregar estes resultados de indicador convertidos ou resultados normalizados, ao 

longo das categorias de impacte. 

O valor ou índice proveniente da agregação dos resultados dos indicadores pesados, representa a 



performance ambiental do sistema de produto em estudo. De acordo com a ISO 14040 não existe 

forma científica de reduzir resultados da ACV a um resultado global único ou número, pelo que ela 

não pode ser utilizada para reivindicação comparativa. 

Em geral, três tipos de métodos de ponderação podem ser distinguidos segundo as ISO/TR 14047: 

2003(E): 

a)  ponderação monetária, baseada no que se está disposto-a-pagar ou em abordagens de 

preferências reveladas; 

b)  ponderação distância-ao-alvo, utilizando legislação política; 

c)  ponderação por painel social, utilizando julgamento de especialistas ou de interessados no 

processo de decisão. 

Ainda de acordo com a ISO, a aplicação e utilização dos métodos de ponderação deve estar 

consistente com os objectivos e âmbito do estudo ACV e deve ser totalmente transparente. 

A estrutura matemática da fase de ponderação é a seguinte (Heijungs, 1996b): 

•  Para métodos de avaliação que necessitam de normalização: 




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José Vicente R. Ferreira 

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j

j

j

N

W

X

.



=

  

 



 

 

 



 

 

 



5-29 

onde:  


X - representa o “índice ambiental”;  

W

j



 - factor de peso respeitante à categoria de impacte j;  

N

j



 - resultado do impacte j normalizado. 

•  Para métodos de avaliação que não necessitam de normalização: 



j

j

j

S

W

X

.



=


Catálogo: paginaspessoais -> jvf


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