Microsoft Word Gestão Ambiental Análise de Ciclo de Vida


A) Depleção de Recursos (categorias relacionadas com entradas)



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A) Depleção de Recursos (categorias relacionadas com entradas) 

 

O conceito de depleção refere-se à ideia que as reservas de um recurso estão a ser diminuídas pela 



actividade humana, de modo que o recurso não pode por muito mais tempo, servir como entrada para 

o sistema em consideração. Os impactes directos da depleção de um recurso são (SETAC, 1993):  

• 

redução na oportunidade para futuras gerações terem acesso ao recurso



• 

a eventual pressão causada nos substitutos; e, 

• 

a incapacidade de prosseguir com as actividades dependentes desse recurso. 



Impactes indirectos da depleção de um recurso são, por exemplo, a diminuição da população de uma 

determinada espécie de ave pela alteração do seu habitat, como consequência do corte das árvores 

de uma floresta. 

Os recursos têm sido categorizados de diversas formas:  

• Heijungs et al., (1992); Consoli et al., (1993); Guinée, (1995) dividem os recursos em bióticos 

(p.ex:, árvores, elefantes) e abióticos (p.ex:, minérios); 

•  SETAC (1993) dividem os recursos em renováveis (ou fluxo) (p.ex: ar, água, radiação solar, 

correntes dos oceanos, recursos bióticos) e recursos não-renováveis (ou stock) (p.ex: terra, 

recursos de energia primária - combustíveis fósseis); 

•  de Haes, (1996b), Finnveden, (1996) dividem os recursos em abióticos e bióticos. Dentro dos 

recursos abióticos e bióticos fazem uma distinção entre: recursos depósito - que estão sempre 

sujeitos a depleção, uma vez que não se regeneram num tempo de vida humano (p.ex:, minérios); 

recursos fundo - que podem ser utilizados ou sujeitos a depleção dado que possuem capacidade 

de regeneração no horizonte temporal humano (p.ex:, pinheiro); e, recursos fluxo - que são 

sempre utilizados, não sujeitos a depleção (p.ex:, radiação solar e vento). 

De salientar que o significado do termo “fluxo” utilizado por SETAC, (1993) corresponde ao dos 

termos “fluxo” e “fundo” utilizados por Finnveden (1996), enquanto que os recursos stock de SETAC, 

correspondem aos recursos depósito de Finnveden. 

Os recursos são por vezes divididos em duas ou mais categorias na base das características 

funcionais, como por exemplo, recursos portadores de energia e recursos não-energéticos. 




Análise de Ciclo de Vida 

José Vicente R. Ferreira 

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