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GRÁFICO 1 - O caráter ondulatório da dinâmica de cargas de treinamento



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GRÁFICO 1 - O caráter ondulatório da dinâmica de cargas de treinamento 
 
Fonte: Smoleuskiy e Gaverdouskiy, [199-], p. 288. 
 
 
Matveev (1983) faz algumas considerações sobre este princípio:  
⇒  quanto menor é a freqüência e a intensidade das sessões de treinamento, mais 
prolongada pode ser a fase de aumento sem declínio das sobrecargas;  
⇒  quanto mais sólido é o regime de sobrecargas e descanso no treino e mais alta é a 
intensidade geral das sobrecargas, mais curtos são os períodos de oscilações ondulatórias 
e com maior freqüência aparecem as ondas;  
⇒  o aumento de volume e intensidade são mais limitados à medida em que eles crescem 
e vice-versa;  
⇒  nas etapas de aumento considerável da intensidade, o volume é mais limitado; 


 
 
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⇒  observa-se a melhora no resultado quando o volume das cargas se estabiliza ou 
diminui.   
 
6. Princípio do caráter cíclico do processo de treino: está diretamente relacionado com a 
aplicação dos princípios de sistematização e progressão das cargas de treino. “Os ciclos de 
treinamento representam uma sucessão, relativamente concluída, que se repete, de encadeamento 
e fases do processo de treinamento (sessões, etapas e períodos) que se alternam como se fosse um 
ciclo” (MATVEEV, 1983, p.89). 
 7. Princípio do aumento gradual e máximo das exigências do treino: 
  
[...] O nível dos resultados desportivos é proporcional (sendo iguais às demais 
condições) ao nível das exigências de treino. No processo de treino desportivo aumenta-
se gradualmente tanto as cargas físicas como as exigências relativas à preparação 
técnica, tática e volitiva. Isso se reflete no cumprimento sucessivo, por parte dos atletas, 
das tarefas que os mobilizam para assimilação dos hábitos mais complexos e perfeitos, 
tais como a destreza, e para a manifestação cada vez mais completa de forças físicas e 
psicológicas (MATVEEV, 1997, p.55). 
 
O treinamento dos ginastas, a partir deste princípio deve desenvolver-se numa 
perspectiva a curto e a longo prazo. A GA possui a característica de freqüente aprendizagem de 
novos elementos de dificuldade progressiva, seu aperfeiçoamento e composição de séries. É 
necessário no planejamento dos ginastas determinar o programa máximo para cada um em cada 
etapa de preparação. O próprio código de pontuação da modalidade exige que os ginastas 
demonstrem seus exercícios mais complexos (SMOLEUSKIY; GAVERDOUSKIY, [199-], p. 
288). 
Reunindo os princípios expostos anteriormente, Smoleuskiy e Gaverdouskiy 
[199-] sugerem os conteúdos refletidos nas seguintes tarefas, nos diferentes períodos do 
treinamento, como: 
⇒  A assimilação de novos elementos, união de elementos e combinações; 
⇒  Aumento do nível de preparação física com os meios da PFE, preparação física geral 
(PFG); nível de resistência especial com os meios da PFE e preparação técnica; 


 
 
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⇒  Aumento do nível da estabilidade psicológica, do grau de preparação em relação às 
dificuldades específicas superadas nas condições de treino e competição; 
⇒  Aperfeiçoamento da execução, elevação do nível da ginasta; 
⇒  Organização da preparação pré-competitiva e da participação em campeonatos; 
⇒  Aplicação das medidas de recuperação e os meios para a passagem para um novo 
nível de cargas. 
 
A FIG [199-] elaborou um programa de desenvolvimento da Ginástica Artística 
(feminina e masculina) baseado em programas canadenses
42
, com o intuito de “proporcionar uma 
abordagem sistemática para o desenvolvimento da Ginástica Artística competitiva desde o nível 
da iniciação até o medalhista internacional”
43
 .   
Destacam-se a seguir as expectativas com as diretrizes expostas pela Federação 
Internacional de Ginástica [199-]: assegurar uma base científica para o desenvolvimento de 
programas de ginástica, “já que os programas tradicionais geralmente são embasados mais na 
tradição, mudanças de regras dos aparelhos e do regulamento do que em informações científicas 
de crianças em desenvolvimento” (tradução do autor, p.1). 
⇒ 
Inibir problemas atuais bastante criticados como “métodos de treinamento 
desumanos”, prevenção de lesões por uso excessivo e melhorar a qualidade das 
habilidades dos ginastas 
⇒ 
Diminuir a pressão por resultados precoces 
⇒ 
Traçar um perfil de ginastas feminino e masculino, próximo ao ideal e que possa 
adaptar-se a futuras mudanças de regras. 
 
 
                                                 
42
 Elaborado pro Adrian Stan (Alemanha) e por Greg Jackson (Canadá) 
43
 Palavras do presidente da FIG, senhor Bruno Grandi no prólogo do programa de desenvolvimento para grupos de 
idade. 


 
 
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2.1.2.1. PREPARAÇÃO TÉCNICA DE GINASTAS 
 
 
A preparação técnica de ginastas é responsável pela aprendizagem e o 
desenvolvimento de habilidades técnicas. Em uma modalidade na qual a técnica de cada 
exercício é avaliada, o grau de importância desse tipo de preparação é grande e certamente 
depende de outros aspectos para seu desenvolvimento, como explica Arkaev e Suchilin (2004): 
“Um alto nível de preparo físico específico e psicológico é uma condição necessária de 
possibilidade técnica ótima”, além disso, “a formação e o refinamento de habilidades técnicas 
está associado à aquisição da performance técnica de vários exercícios (p.125). 
Smoleuskiy e Gaverdouskiy [199-] adotam o termo “preparação técnica 
especial (PTE)” que “representam não somente os exercícios de competição (que são o objetivo 
final da preparação), mas também os exercícios de treinamento selecionados e especialmente 
sistematizados que compõem a base para assimilar os futuros exercícios do programa” (p.249). 
Estes autores ressaltam importantes componentes da PTE: 
⇒ A escola inicial: elementos mais simples da PTE, que podem ser gerais (por exemplo, 
aulas de coreografia) ou por provas (posturas, técnicas importantes de cada aparelho); 
⇒ Blocos básicos: partes de exercício completos que exigem hábitos motores difíceis, e 
podem ser também gerais (repulsões, rotações no eixo longitudinal, posições invertidas, 
aterrissagens, etc) ou específicos de cada aparelho (lançamentos à parada de mãos barras 
assimétricas, etc);   
⇒ Elementos de base íntegros: são a base da PTE, exercícios concretos para cada 
aparelho, sendo importantes tanto por fazerem parte do programa de exigências do código 
de pontuação, como para o processo de treinamento, assegurando a assimilação de outros 
exercícios com a mesma estrutura; 
⇒ A combinação de exercícios básicos: é a última parte da organização da parte técnica, 
trabalham-se os hábitos de execução de cada movimento no contexto de uma série, com 
diferentes combinações (ligações) e em diferentes condições.  
 


 
 
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2.1.2.2. PREPARAÇÃO FÍSICA 
 
 
Ginastas de alto rendimento desportivo necessitam de alto nível de 
desenvolvimento de capacidades físicas: força, velocidade, resistência e flexibilidade, que são 
geneticamente determinadas e dependem de um desenvolvimento, mas em diferentes graus 
(ARKAEV; SUCHILIN, 2004; SMOLEUSKIY; GAVERDOUSKIY, [199-]). O nível de 
desenvolvimento destas capacidades é determinado no quadro 11 pelos testes e resultados de 
preparação física especial: 
 

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