Microsoft Word Eliana Gaiotto de Moraes e Maria Angélica Seabra R. Martins doc



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Eliana Aparecida Gaiotto de Moraes 

Faculdade de Ciências, 

UNESP(Bauru). 

lee.gaiotto@hotmail.com

 

 

Nome do Co-autor: Maria Angélica 



Seabra R.Martins 

Faculdade de Arquitetura, Artes e 

comunicação,  UNESP (Bauru). 

mangelica@faac.unesp.br

 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BRANCA DE NEVE: O CONTO DE FADAS E A MÍDIA 

 

RESUMO 

Ao analisar o contexto infantil e a literatura disponível para crian-

ças na atualidade, observa-se um contato maior com as versões 

mais simplificadas e com maior apelo tecnológico, como as de 

Walt Disney, que amenizam o sentido, tirando-lhes o significado 

mais profundo.  

Segundo Bettelheim (2007), a cultura dominante ignora o lado 

obscuro do homem, professando a crença em um inexistente a-

primoramento otimista. As histórias modernas para crianças evi-

tam os problemas existenciais, elementos decisivos para seu de-

senvolvimento psíquico e cognitivo, ignorando a principal mensa-

gem do conto de fadas: a de que apenas lutando corajosamente 

contra o que aparentam ser desvantagens esmagadoras, é que se 

consegue encontrar sentido para a existência. 

A recriação de Walt Disney dos contos de fadas tradicionais aten-

de a interesses da mídia que visam à construção e manutenção do 

“sonho americano” de valorizar o esforço individual em busca da 

felicidade, recompensado pelo consumo de bens que possam tor-

nar a vida mais amena e prazerosa. Assim, durante a Guerra Fria, 

quando os interesses capitalistas dos norte-americanos confron-

tam-se com os ideais socialistas dos soviéticos, o poder da imagem 

e da tecnologia utilizada pelas mídias em geral foi usado como 

arma de divulgação ideológica de grande impacto. Nesse contex-

to, Walt Disney estrategicamente surge como um colaborador do 

posicionamento político norte-americano.  

Nesse mundo massificado pela indústria cultural, cujos interesses 

visam unicamente lucro, a criança se afastou dos contos de fadas 

originais, que lhe despertavam o raciocínio e a capacidade de ana-

lisar e encarar situações difíceis, mas necessárias a seu desenvol-

vimento. O objetivo deste trabalho é o de analisar as versões de 

“Branca de Neve” no conto dos Irmãos Grimm e na recriação de 

Walt Disney, observando-se a atuação da mídia no desenvolvi-

mento infantil. 

 

 Palavras-Chave: contos infantis, indústria cultural, desenvolvi-



mento infantil, mídia. 

 



 

 

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INTRODUÇÃO

 

 



O objetivo deste trabalho é o de analisar as versões de “Branca de Neve”, de 

Walt Disney, baseada no conto dos Irmãos Grimm e a do filme “Floresta Negra”, de 

1997, produzido e dirigido por Michael Cohn, considerando-se a atuação da mídia no 

desenvolvimento infantil. 

 Observa-se que o poder da imagem foi usado de forma estratégica durante o 

século XX, com o desenvolvimento de mídias de grande impacto como a fotografia, o 

cinema, o rádio e a televisão. Com o avanço da tecnologia, a reprodução e o alcance das 

comunicações passaram a abranger, virtualmente, todo o mundo. Nos Estados Unidos 

sempre se valorizou o esforço individual em busca da felicidade, recompensado pelo 

consumo de bens que pudessem tornar a vida mais amena e prazerosa, e por colaborar 

com o posicionamento político adotado pelos norte-americanos. 

 

 Outra questão a ser considerada é a de que, em um mundo massificado pela 



indústria cultural, cujos interesses visam unicamente lucro, a criança se afastou dos 

contos de fadas originais, que lhe despertavam o raciocínio e a capacidade de analisar e 

encarar situações difíceis, mas necessárias ao desenvolvimento do papel de cidadão in-

tegrado ao meio social. 

 Dessa forma, os indivíduos tornaram-se, sobretudo, consumistas, podendo ser 

manipulados para que escolhessem filmes, músicas, imagens que o mercado ambicio-

naria vender. Ao banalizar a cultura, a indústria cultural reduz seu potencial de desen-

volvimento a uma perspectiva de diversão e entretenimento absolutos, os quais pas-

sam a ser consumidos e descartados. 

 O conto de fadas clássico dos irmãos Grimm foi o ponto de partida para que 

Disney desenvolvesse sua criação. “Branca de Neve e os sete anões” estreou nos cine-

mas em 1937, conquistando o mundo inteiro. Premiado com um OSCAR® especial da 

Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, o filme deu início à 

tradição Disney de produção de longas-metragens animados absolutamente encanta-

dores, com narrativas dinâmicas e uma animação inusitada.  

 



 

 

 



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