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e.BOOK: QUESTÕES DO ENADE COMENTADAS 

 

 



 

Curso: 


HISTÓRIA 

  

 



Organizador(es): 

PROF. ME. IVAN VIEIRA NETO 

 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 



SUMÁRIO 

QUESTÃO Nº 09 

Autor(a): Prof. Dr. Eduardo Gusmão de Quadros 

QUESTÃO Nº 10 

Autor(a): Profa. Dra. Maria Cristina Nunes Ferreira Neto 

QUESTÃO Nº 11 

Autor(a): Prof. Me. Antônio Luiz de Souza 

QUESTÃO Nº 12 

Autor(a): Profa. Me. Simone Cristina Schmaltz de R. e Silva 

QUESTÃO Nº 13 

Autor(a): Prof. Me. Leandro Alves Martins de Menezes 

QUESTÃO Nº 14 

Autor(a): Profa. Dra. Maria do Espírito Santo Rosa Cavalcante 

QUESTÃO Nº 15 

Autor(a): Profa. Dra. Maria Cristina Nunes Ferreira Neto 

QUESTÃO Nº 16 

Autor(a): Profa. Dra. Maria do Espírito Santo Rosa Cavalcante 

QUESTÃO Nº 17 

Autor(a): Prof. Me. Cleiton Ricardo das Neves 

QUESTÃO Nº 18 

Autor(a): Prof. Dr. Eduardo José Reinato 

QUESTÃO Nº 19 

Autor(a): Prof. Me. Antônio Luiz de Souza 

QUESTÃO Nº 20 

Autor(a): Prof. Me. Cleiton Ricardo das Neves 

QUESTÃO Nº 21 

Autor(a): Profa. Dra. Renata Cristina de S. Nascimento 

QUESTÃO Nº 22 

Autor(a): Prof. Me. Ivan Vieira Neto 

QUESTÃO Nº 23 

Autor(a): Prof. Me. Leandro Alves Martins de Menezes 

QUESTÃO Nº 24 

Autor(a): Prof. Dr. Eduardo José Reinato 

QUESTÃO Nº 25 

Autor(a): Profa. Dra. Renata Cristina de S. Nascimento 

QUESTÃO Nº 26 

Autor(a): Prof. Me. Ivan Vieira Neto 

QUESTÃO Nº 27 




Autor(a): Prof. Dr. Eduardo Gusmão de Quadros 

QUESTÃO Nº 28 

Autor(a): Profa. Dra. Renata Cristina de S. Nascimento 

QUESTÃO Nº 29 

Autor(a): Prof. Me. Antônio Luiz de Souza 

QUESTÃO Nº 30 

Autor(a): Prof. Dr. Eduardo José Reinato 

QUESTÃO Nº 31 

Autor(a): Profa. Me. Maria Madalena Queiroz 

QUESTÃO Nº 32 

Autor(a): Profa. Dra. Lúcia Helena Rincón Afonso 

QUESTÃO Nº 33 

Autor(a): Profa. Me. Maria Madalena Queiroz 

QUESTÃO Nº 34 

Autor(a): Profa. Dra. Lúcia Helena Rincón Afonso 

QUESTÃO Nº 35 

Autor(a): Profa. Me. Simone Cristina Schmaltz 

 

 



 


QUESTÃO Nº 09 

As reformas religiosas são protestantes e católicas e interagem de tal modo que não 

se compreendem as suas consequências se não levarmos em conta as relações que 

vão se verificando ao longo do século XVI. Nesse sentido, a reação protestante ativa 

e antecipa mudanças que a Igreja Católica já vinha considerando. Da mesma forma, 

nem  todas  as  reformas  protestantes  tiveram  um  sentido  capitalista.  Também,  a 

Reforma  Católica  não  implicava  um  retorno  à  Idade  Média;  e  tanto  católicos  quanto 

protestantes reformistas perseguias bruxas e bruxos. 

 

                   RODRIGUES, A. E. M.; FALCON, F.J.C. A formação do mundo moderno. 2 ed. Rio de Janeiro: Elsevier



2006, p. 121 (adaptado). 

 

O  fenômeno  mencionado  no  texto  acima,  conhecido  como  reformas  religiosas, 



representou  uma  nova  configuração  no  contexto  político  e  religioso  da  Europa 

Ocidental no século XVI. Nesse sentido, considera-se que tais reformas religiosas 

 

a) resultaram da relação de diferentes conflitos, que remontam a questões teológicas, 



políticas, econômicas e ainda à posse e exploração do Novo Mundo. 

b)  representam  o  novo  clima  vivido  pela  Europa  Ocidental  no  século  XVI, 

constituindo-se  em  movimentos  circunstanciais  que  responderam  a  interesses 

particulares da burguesia. 

c)  inauguraram  um  novo  tempo  na  relação  Estado  e  Igreja,  ao  estabelecer  a 

separação entre política e religião, tanto no catolicismo quanto no protestantismo. 

d) ocasionaram, no caso da Reforma Católica, um retrocesso político, que se refletiu 

na reativação do Tribunal do Santo Ofício, vinculado à Inquisição. 

e)  promoveram  maior  liberdade  de  culto,  decorrente  da  concorrência  que  se 

estabeleceu entre as duas correntes do cristianismo e das ideias humanistas. 

 

 

Gabarito: 



 

Tipo de questão: dificuldade média 

 

Conteúdo avaliado: História Moderna 



 

Autor(a): Dr. Eduardo Gusmão de Quadros 

 

Comentário: 



      Seguindo o modelo de questão tradicional no ENADE, a indicação da reposta 

encontra-se em parte no pequeno texto citado e em parte nos conhecimentos dos/das 

discentes. 

      O texto de RODRIGUES E FALCON afirma que os processos de reforma católica 

e protestante foram determinados por vários fatores e um dependia do outro tanto na 

suas  estratégias  sócio-políticas  quanto  na  construção  da  identidade  de  cada 

movimento religioso. 



      Isso  é  dito  de  outra  maneira  na  alternativa  A.  O  que  pode  gerar  dúvida  é  a 

referência  ao  Novo  Mundo,  ao  final  da  assertiva,  pois  geralmente  os  conteúdos  de 

História da América são estudados apartados da História Moderna. Ambos os temas 

estão  imbricados  pois  a  chegada  de  Cristóvão  Colombo  ao  continente  abalou  as 

certezas  advindas  do  tomismo,  já  que  Aristóteles  afirmava  ser  a  vida  humnana 

impossível na “zona tórrida” e a Bíblia não tinha explicações claras para tantos povos, 

plantas  e  animais  desconhecidos.  Enfim,  a  exploração  do  Novo  Mundo  abalou  o 

regime de verdades vigente até os primórdios do período moderno (DUSSEL, 1994). 

      A  alternativa  B  está  errada  por  descreve  as  reformas  como  “movimentos 

circunstanciais”,  além  de  fazê-la  depender  dos  supostos  interesses  da  burguesia.  A 

relação do protestantismo com o capitalismo é bem complexa, mas aparece nos livros 

didáticos por causa de uma leitura superficial da obra clássica de Max Weber (1996). 

     Nada  mais  equivocado  que  igualar  as  rupturas  religiosas  com  a  construção  de 

novos  regimes  políticos,  como  faz  a  alternativa  C.  Até  certo  ponto  isso  ocorreu 

somente  nos  pequenos  grupos  da  Reforma  Radical,  que  criaram  regimes 

democráticos  e  comunitários  inspirados  no  cristianismo  primitivo,  entretanto  eles 

foram  violentamente  reprimidos  pelas  Cristandades  surgidas  a  partir  do 

protestantismo. Isso pode ser exemplificado pelos grandes ramos do luteranismo, do 

zwinglianismo, do calvinismo e do anglicanismo, todos com uma relação íntima entre 

religião  e  governo.  A  Cristandade  de  moldes  medievais  permaneceu  vigorosa  nos 

países católicos como Espanha, Portugal, França e na península itálica deste período 

(MARTINA, 2016). 

      Por mais desumano e obscurantista que seja o Tribunal do Santo Ofício, não se 

pode considera-lo um retrocesso político, como afirma a alternativa D. Ele contribuiu 

para  a  construção  das  monarquias  absolutistas  e  para  a  unidade  da  população  dos 

países  que  se  formavam  na  época.  Além  disso,  na  península  iIbérica  favoreceram 

com  a  caça  aos  judaizantes  e  mouriscos  a  concentração  de  bens  nas  mãos  da 

emergente classe burguesa (BITTENCOURT, 2000) 

      Nem as correntes católicas nem as protestantes promoveram a liberdade de culto 

nas  regiões  onde  predominaram,  como  diz  a  alternativa  E.  Mesmo  após  a  Paz  de 

Augsburgo (1555), que estabeleceu o princípio de que “conforme a fé do príncipe será 

a fé do povo”, as perseguições político-religiosas continuaram vigorosas. A Reforma 

Católica, através da reformulação do Tribunal do Santo Ofício em 1542, tornou-o mais 

eficiente para impedir a liberdade de crença e de culto dos súditos católicos. 

Referências: 

BETTENCOURT, Francisco. História das Inquisições. Companhia das Letras, 2000.  

DUSSEL, Enrique. O econbrimento do outro. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 1994. 

MARTINA, Giccomo. História da Igreja de Lutero a nossos dias. Sâo Paulo: Editora 

Loyola, 2016. 

WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Editora 

Pioneira, 1996. 

 

 



 


QUESTÃO Nº 10 

Os  45  anos  que  vão  do  lançamento  das  bombas  atômicas  até  o  fim  da  União 

Soviética não formam um período homogêneo na história do mundo. A história desse 

período  foi  reunida  sob  um  padrão  único  pela  situação  internacional  peculiar  que  o 

dominou até a queda da URSS: o constante confronto das duas superpotências que 

emergiram da Segunda Guerra Mundial na chamada Guerra Fria. 

 

                         HOBSBAWM, E. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia das Letras, 1995, 



p. 223 (adaptado). 

 

Considerando o fragmento acima, que se refere ao período de Guerra Fria, avalie as 



afirmações a seguir. 

 

I.  A  configuração  do  cenário  internacional  apresentava  o  mundo  dividido  entre  as 



duas superpotências, com exceção da África, cuja situação de pobreza a tornava uma 

região sem importância em termos geoestratégicos. 

II. O domínio soviético sobre o leste europeu e a separação desta região do resto da 

Europa  ficaram  conhecidos  como  “Cortina  de  Ferro”,  caracterizando  um  modelo 

socialista, de economia planificada e representação política unipartidária. 

III.  Diversos  movimentos  políticos  na  América  Latina  sofreram  influência  de  uma 

política  ligada  aos  ideais  norte-americanos,  que  buscava  impedir  a  ascensão  do 

comunismo em países latino-americanos como, por exemplo, Brasil. 

 

É correto o que se afirma em 



 

a) I, apenas. 

b) III, apenas. 

c) I e II, apenas. 

d) II e III, apenas. 

e) I, II e III. 

 

 

Gabarito: 



 

Tipo de questão: dificuldade média 

 

Conteúdo avaliado: História Contemporânea 



 

Autor(a): Dra. Maria Cristina Nunes Ferreira Neto 

 

Comentário: 



      A alternativa II da questão 10 está correta. Trata-se do processo de transformação 

da esfera de influência soviética no Leste Europeu no cenário da Guerra Fria, em um 

bloco  de  países-satélites.  Esse  não  foi  um  processo  rápido  e  tranquilo  e,  de  modo 

geral,  atravessou  três  momentos  políticos.  O  primeiro,  pode-se  dizer,  foi  quando 




Moscou  articulou  a  formação  de  governos  de  coalizão,  nos  moldes  definidos  na 

Conferência de Yalta em 1945. O segundo, correspondeu a supressão dos parceiros 

não  socialistas  e  no  estreitamento  das  coalizões  já  realizadas.  O  terceiro  foi 

impulsionado pelo lançamento do Plano Marshall à crise europeia em 1947, quando 

os  partidos  socialdemocratas  foram  cooptados,    comunistas  e  socialdemocratas  se 

“fundiram”,  resultando  em  regimes  completamente  alinhados  a  Moscou.  Todo  o 

processo se consolidou com a crise berlinense em 1961, que resultou na construção 

do  Muro  de  Berlim,  transformando  os  países  do  Leste  Europeu  que  estavam  na  

esfera  de  influência  soviética  em  um  bloco  de  países-satélites,  ou  seja,  em  um 

conjunto  geopolítico  formado  por  Estados  subordinados  à  União  Soviética.  Esses 

Estados eram ocupados pelas tropas soviéticas e eram governados pelo regime único 

imposto  pelo  sistema  intra-imperial  soviético.  A  economia  nesses  Estados  eram 

também monitorada e planificada pelo sistema de Moscou. 

      A alternativa II da questão 10 está correta.  A América Latina também sofreu os 

efeitos da Guerra Fria. Após a Segunda Guerra Mundial, a situação dos países latino-

americanos se diferenciava dos países europeus. Aqueles que se engajaram ao lado 

dos aliados e com expressão regional, a exemplo do Brasil, adequaram suas políticas 

externas  e  aceitaram  de  bom  grado  o  jogo  da  segurança  patrulhada  pelos  Estados 

Unidos  em  troca  de  recursos  econômicos  para  implementar  os  processos  de  uma 

incipiente industrialização emperrada. Esse alinhamento também se deu com relação 

aos  ideais  norte-americanos  contra  o  comunismo.  Dessa  forma,  como  os  países 

latino-americanos  participavam  do  ocidentalismo  da  Guerra  Fria,  a  região  era  vista 

como  área de  natural  influência  dos  EUA,  portanto,  a  URSS  não  poderia  reivindicar 

espaços.  Qualquer  ação  que  pudesse  ser  entendida  como  “comunista”  deveria  ser 

eliminada. No Brasil, por exemplo, o Governo de Gaspar Dutra coincidiu com a crise 

de  Berlim  e  com  o  acirramento  das  tensões  entre  as  duas  superpotências,  daí  ter 

ocorrido  a  proscrição  do  Partido  Comunista,  as  manifestações  populares, 

nacionalistas  eram  vistas  como  parte  do  jogo  de  expansão  internacional  das  ideias 

comunistas. Estancar e eliminar  o comunismo tornou-se uma questão de segurança 

nacional, missão que será efetivada de fato pelas ditaduras militares implantadas em 

vários países da América Latina até a década de 1980. 

Referências: 

SARAIVA,  José  Flávio  Sombra  Relações Internacionais:  dois  séculos  de  história. 

Brasília: IBRI, vol. II, 2001. 

ARRIGHI, Giovanni. O longo século XX: dinheiro poder e as origens de nosso tempo. 

Rio de Janeiro: Contraponto, 2012. 

 

 

 




QUESTÃO Nº 11 

Representado na literatura popular do cordel, no cinema, em grandes obras literárias 

e também na televisão, o cangaço foi um fenômeno que afetou o Nordeste do Brasil, 

entre o final do século XIX e as décadas iniciais do século XX. 

 

A  respeito  da  produção  historiográfica  referente  a  esse  tema,  avalie  as  seguintes 



afirmações. 

 

I.  As  primeiras  produções,  de cunho  regional, preocupavam-se  sobretudo  em  narrar 



os detalhes das batalhas e os feitos dos principais líderes. 

II. De forma geral, os estudos clássicos e atuais consideram o meio social como um 

dos elementos importantes da análise, devido à miséria da população, bem como as 

características físicas e ambientais da região. 

III. A interpretação sobre o sertão brasileiro, nas obras do século XXI, assenta-se nos 

valores religiosos dos sertanejos, que os tornariam sujeitos passivos diante da ação 

de cangaceiros e coronéis. 

 

É correto o que se afirma em 



 

a) I, apenas. 

b) III, apenas. 

c) I e II, apenas. 

d) II e III, apenas. 

e) I, II e III. 

 

 

Gabarito: 



 

Tipo de questão: dificuldade média 

 

Conteúdo avaliado: História Contemporânea 



 

Autor(a): Me. Antônio Luiz de Souza 

 

Comentário: 



O Examinador utiliza-se do fenômeno social conhecido como cangaço para 

problematizar a respectiva produção historiográfica. 

Referências:  

 

 



 


QUESTÃO Nº 12 



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