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ATIVIDADES RECREATIVAS EM ACAMPAMENTO DE FÉRIAS 

 

Renata Laudares Silva 



 

 

Acampamento de férias: uma pequena introdução 



 

Ao dar início a esta reflexão acerca dos acampamentos de férias no Brasil, seus 

conteúdos, atividades desenvolvidas e competências, torna-se necessário tecer algumas 

considerações quanto a sua discussão nos âmbitos acadêmicos.  

Após fazer um levantamento bibliográfico acerca de como vem sendo discutida 

a temática no âmbito universitário, e não somente neste, pode-se verificar a carência de 

estudos focalizando o tema. Vários outros locais onde ocorre a vivência plena das 

atividades de lazer, como hotéis, pousadas, clubes, espaços alternativos entre outros são, 

normalmente, evidenciados nos estudos, mas, o espaço acampamento de férias, fica a 

desejar, pois muito pouco se escreve sobre este e de suas possibilidades de vivência do 

lazer. 

Denota-se, assim, a justificativa deste texto, que não medirá esforços na tentativa 

de trazer contribuições para a temática. A proposta deste capítulo é a focalização dos 

aspectos históricos das atividades de acampamento no Brasil, abordando, inclusive, sua 

estrutura e atividades, como jogos e brincadeiras específicas, além de delinear o perfil 

do profissional requisitado para o trabalho com este segmento, evidenciando as ações 

mais condizentes com sua atuação. 

Os acampamentos de férias têm crescido muitos nos últimos anos e estes têm se 

mostrado como uma forma alternativa de crianças e adolescentes passarem períodos de 

férias ou apenas alguns dias (Henriques e Isayama, 2002). 

Com os vários acontecimentos ocorridos na economia nos diversos países e em 

específico no Brasil, como a alta nos preços das passagens, por exemplo, os 

acampamentos de férias têm sido apontados como uma outra forma de vivência das 

férias escolares, munidos de segurança e cuidados especiais com os acampantes. Trata-

se de um local onde se conta com infra-estrutura adequada à manutenção da criança ou 

adolescente por vários dias.  




Farias (2003:01) relata em seu artigo que a maioria dos acampamentos se 

localiza em espaços onde há predominância de áreas verdes. As suas estruturas são as 

mais variadas

 “... alguns contam com chalés, refeitórios, quadras e ginásios 



poliesportivos, discotecas, campos de futebol, piscinas, lagos, 

trilhas e muitas outras coisas para se fazer. Nestas instalações a 

diversão rola solta, a criatividade é desenvolvida entre a 

disciplina e o companheirismo através de atividades realizadas 

junto de instrutores capacitados”.  

 

Segundo Goulias (2003), somente no Brasil, existem catalogados mais de 200 



acampamentos ou colônias de férias, instalados nos estados de São Paulo e Rio de 

Janeiro, com focos de interesses diversos, indo da prática de esportes institucionalizados 

aos de aventura, como também, dando prosseguimento ao contexto escolar, focando o 

desenvolvimento das várias capacidades e habilidades humanas. 

 

Vários são os atrativos oferecidos para os acampantes. Geralmente, estes 



espaços procuram mesclar diferentes tipos de atividades, desde as culturais, as artísticas 

e as esportivas. Segundo esse autor, com a ascensão dos esportes de aventura na mídia, 

os acampamentos têm-se munido destas práticas, como o rapel, a escalada, o arvorismo, 

no sentido de atualizarem suas ofertas e atraírem interessados. Atividades como a 

tirolesa e a cama elástica são consideradas elementos imprescindíveis em 

acampamentos, como também as trilhas, quer sejam realizadas a pé ou de bicicleta.  

Dando sua contribuição, Souza e Isayama (2002: 213-214) evidenciam em sua 

pesquisa, que estes espaços “são fecundas oportunidades de vivência da criatividade, 



da criticidade, da autonomia e de questionamento da realidade”. Os autores ainda 

mostram que estes locais são tidos como fontes de “produção, ampliação e 



resignificação cultural, através da vivência lúdica dos diferentes conteúdos construídos 

pelo homem através da história”.  

 

Os acampamentos de férias, para Camargo (1979), são considerados como 



equipamentos específicos de turismo social não-urbanos e têm conquistado um grande 

público, tornando-se aos poucos uma opção de férias para crianças e adolescentes. O 

autor relata que, por enquanto, este espaço é ainda considerado um privilégio desfrutado 

por poucos, pois se trata de um local, o qual, somente quem se encontra em um nível 

sócio-econômico um pouco mais elevado pode vivenciar.  



 

Sobre esta questão, Henriques e Isayama (2002: 221) relatam em seus estudos 

que, o acampamento de férias, é visto como um “equipamento específico de lazer, que 

possibilita trabalhos multidisciplinares, na busca de atividades que possam 

proporcionar uma ação pedagógica crítica e criativa”.  

 

Mesmo possuidores de elementos positivos, os autores acima citados, nos 



mostram em seus estudos, a falta de informações pertinentes a estes espaços, como 

também, apontam uma carência de estudos das implicações do lazer neste ambiente. 

 

Apontadas as lacunas existentes na literatura, no que tange às obras referentes ao 



tema em questão, realizou-se uma busca no universo virtual, utilizando-se vários sites 

na Internet, onde se pode verificar a existência de inúmeros deles abordando a temática 

“acampamentos de férias”, porém, todos, muito restritos apenas a dados históricos sobre 

este espaço.  

 




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