Microsoft Word Artigo Patricia Penkal de Castro. 22. 02



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A BELA ADORMECIDA

: DA AGRESSÃO SEXUAL À MEDIOCRIDADE 

 

Autora: Patrícia Aparecida Penkal de Castro (UNIANDRADE) 

Orientadora: Profa. Dra. Brunilda T. Reichmann(UNIANDRADE) 

 

Introdução 

 

Atualmente,  quando  lemos  um  livro  ou  vamos  ao  cinema  assistir  a  uma 



releitura literária, nos deparamos com versões que fogem das estruturas tradicionais 

dos contos de fadas. Muitos elementos, até então utilizados, como as princesas que 

encontram  seus  príncipes  encantados  e  vivem  felizes  para  sempre  dão  lugar  a 

versões com enredo modernizado, satirizado ou que contam “o outro lado” da história. 

Recentemente, inúmeros contos de fadas ganharam essas novas versões, dentre eles 

podemos  citar  Jasmine,  princesa  do  conto  Aladdin;  Mulan,  uma  jovem  chinesa  do 

conto Mulan e ainda princesa Valente, do conto com mesmo nome, mulheres fortes e 

de  personalidade, que  buscam cada  vez  mais  conquistar  seu  espaço,  a  igualdade  e 

principalmente  a  superação.  O  enredo  dessas  histórias  demonstra  a  figura  feminina 

dando  um  novo  significado  as  suas  vidas.  Além  dessa  transformação  na  figura 

feminina, é possível observar mudanças em personagens antes estereotipados e bem 

definidos que apresentavam a dualidade maniqueísta para representar o bem e o mal. 

Ao  verificar  a  existência  de  inúmeros  contos  de  fada  que  apresentam  essa 

releitura  na  contemporaneidade,  a  partir  dos  contos  clássicos,  escolheu-se  como 

objeto de estudo para este trabalho a história A Bela Adormecida. 

Para  compreender  agrande  divergência  de  histórias  deste  conto,  fez-se 

necessário realizar uma análise das diferentes versões a fim de verificar a forma como 

foram recontadas em seus contextos históricos, uma vez que os contos são inspirados 

na vida cotidiana de uma sociedade, seus comportamentos e atitudes. 

Optou-se  em  estruturar  o  artigo  em  três  capítulos.  No  primeiro,aborda-se  a 

história dos contos de fada, a presença das características patriarcais e maniqueístas 

nessas  histórias  e  como  a  função  dominadora  que  essas  características 

representavam  para  as  mulheres.  Na  segunda  parte,  descreve-se  o  enredo  das 

principais  versões  do  conto  e  as  diferenças  existentes  entre  eles,  bem  como  o 

contexto em que foram escrito. Na terceira e última parte, aponta-se partes do enredo 

que  demonstram  as  características  do  patriarcalismo  e  do  maniqueísmo  e  as 

transformações que lhe dão uma nova roupagem.  

Apesar das inúmeras diferenças nas histórias desse conto clássico, uma coisa 

pode-se garantir: ele encantou e ainda encanta diferentes gerações. Pois, a adaptação 



de uma história, não a torna melhor ou pior que a outra,mas faz com que se levante 

reflexões sobre as manifestações e transformações relacionadas à sociedade, com a 

forma de pensar das pessoas e com as realidades que as cercam, sejam elas sociais 

ou econômicas, retratando seu tempo e espaço. 

 




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