Microsoft Word artigo docomomo final


b)  Na arquitetura moderna



Baixar 116.21 Kb.
Pdf preview
Página4/11
Encontro19.02.2021
Tamanho116.21 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   11
b)  Na arquitetura moderna 

Após a II Guerra Mundial, o debate concernente à relação entre as artes ocorre nos Congressos 

Internacionais de Arquitetura Moderna (CIAM) de 1947 e 1951, onde se busca o sentido da 



integração e participação de diversas atividades artísticas na procura de uma semelhança de 

técnicas em artes plásticas e arquitetura e a evocação da aproximação da arquitetura e das outras 

artes.  

Em 1952, é realizado em Veneza o Congresso Internacional de Artistas, que tem como um dos 

temas de discussão a síntese das artes, entendida como um canteiro onde arquitetos, escultores 

e pintores trabalhariam em conjunto. Lúcio Costa participou deste congresso, apresentando o 

texto “A crise da arte contemporânea”, onde indaga sobre as implicações desta proposta de 

síntese, de união das artes e questiona a atuação de alguns pintores que usariam as obras 

arquitetônicas somente como cenário para suas obras, sem considerar uma postura de 

integração. Costa acentua a necessidade de que a obra do pintor e do escultor deva integrar-se 

ao conjunto da composição arquitetural como um de seus elementos constitutivos, mas com 

autonomia e caráter próprio. O arquiteto acredita também que o fator essencial é pensar a 

arquitetura com “consciência plástica” e que o trabalho conjunto de profissionais atuantes em 

diferentes esferas artísticas se dá mais como inter-relação do que como síntese, pois são 

mantidas as características de cada modalidade artística. Antes disso, em 1936, Costa já tinha se 

pronunciado a respeito do tema no texto “Razões da nova arquitetura”: 



A produção industrial tem qualidades próprias: a pureza das formas, a nitidez dos 

contornos, a perfeição dos acabamentos. Partindo destes dados preciosos, e por um 

rigoroso processo de seleção, poderemos atingir como os antigos, formas superiores de 

expressão contando com a indispensável colaboração da pintura e da escultura – não no 

sentido regional e limitado do ornato, porém num sentido mais amplo. “Os grandes panos de 

parede tão comum na arquitetura contemporânea são verdadeiro convite à expressão 

pictórica, aos baixos-relevos, à estatuária como expressão plástica pura, integrada ou 

autônoma”. (COSTA, apud XAVIER, 2003: 50). 

Ainda em 1936, Le Corbusier discorre sobre o tema no texto “A Arquitetura e as Belas Artes”, 

escrito durante sua viagem ao Brasil. O arquiteto versa sobre a parceria entre a arquitetura e as 

artes: a pintura e a escultura. Este é um tema caro ao arquiteto, apesar de não estabelecer 

parceria com outros artistas devido a sua atuação também no exercício das artes plásticas. 

Segundo Von Moss (1977:327) 

3

 



                                                 

3

 



Tradução do autor. No original: [...]  la palabra aparece ya em la primera frase de la introducción al primer número de L’Esprit 

Nouveau: “ Il y a um esprit nouveau: cést um esprit de construction et de synthèse guidé par une conception claire”. Después de la 

Segunda Guerra Mundial la palabra se convierte en um leitmotiv, tal como ocurrió después de La Primera. [...] Según Le Corbusier, 

uma síntesis semejante abarca el conjunto de la civilización “maquinista”. Su objeto no es el arte o la arquitectura em particular, sino la 

totalidad del mundo técnico. La Idea de uma obra de arte global que, bajo la dirección de la arquitectura, abarque la pintura y la 

escultura, no es más que un aspecto particular del problema. 


1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   11


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal