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A ETICA NA EMPRESA: DA TEORIA PARA A PRATICA



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A ETICA NA EMPRESA: DA TEORIA PARA A PRATICA 

 

Qualquer compromisso, para ser eficaz, exige mais do que simplesmente boas 



intenções. Só quando essas boas intenções são também intenções bem informadas é 


Legislação e Ética Profissional                                Professora – Adriana Farias 

que a direção da empresa tem condições de criar um contexto empresarial que motive 

e  dê  respaldo  a  conduta  ética.  Com  efeito  somente  depois  de  atingir  um  nível 

adequado  de  informação  é  que  a  esfera  dirigente  se  volta  para  a  conduta  ética.  É 

lógico,  o  alto  escalão  precisa  por  em  ordem  seus  pensamentos  e  atos,  antes  que 

possa corrigir e reordenar  os pensamentos e atos do pessoal subordinado. 

Não basta, para fomentar a ética empresarial, que os executivos de alto nível 

tomem medidas como: promulgar um código de ética, realizar sessões de informações 

e  manifestar,  em  discursos,  compromissos  importantes  com  padrões  superiores  de 

conduta.  Quando  bem  implantadas,    tais  medidas  podem  contribuir  sem  dúvida  para 

motivar o comportamento ético nas empresas, mas para que esse comportamento seja 

de  fato  transformado,  os  líderes  precisam  fazer  muito  mais.  Não  basta  que  a  alta 

gestão  faça  palestras  inspiradoras,  designe  um  funcionário  idôneo  para  apoiar  a 

estratégia comercial da empresa, ou estabeleça sistemas de planejamento e controle 

da produção. 

É  preciso  criar  uma  estrutura  forte,  coesa  e  clara,  abrangendo  políticas  e 

procedimentos que de fato funcionem no sentido de promover e consolidar a conduta 

ética de dirigentes, auxiliares e colaboradores. 

O  trabalho  de  administração  da  ética  na  empresa  é  permanente  e  contínuo, 

jamais termina completamente. Daí porque, mesmo no caso daquelas empresas que já 

sejam donatárias de  reconhecida tradição sobre a matéria, os altos executivos devem 

estar  sempre    preocupados  em  desenvolver  e  realimentar  os  compromissos 

empresariais com a sustentação das práticas  de ordem moral. Assim, na elaboração e 

utilização de um código de ética, não se pode perder de vista a prática contínua para 

que a estrutura formal de políticas e procedimentos se mantenham correlacionados e 

articulados  sob  o  campo  de  visão  pacificadora  da  ética,  de  forma  incisiva  e 

progressivamente crescente. 

Assim  como  o  foco  exterior  que  assegura  o  sucesso  de  qualquer  iniciativa 

empresarial é ocupado pelo mercado, o foco interior se concentra nos seus recursos 

humanos, ou seja, no envolvimento certo das pessoas certas. Afinal, a ética depende 

mesmo é da propensão moral dos indivíduos que trabalham na organização. Levando 

em conta a aparente importância que os altos dirigentes atribuem á envergadura moral 

de  seus  auxiliares,  surpreende    a  reduzida  atenção    que    é  dada  ao  tema  moral, 

mesmo em empresas que se orgulham de seus valores éticos. 

Naturalmente,  o  ponto  de  partida  da  administração,  na  empresa,  de  pessoas 

moralmente bem formadas, consiste em atraí-las e conservá-las. Se é esse o desejo, 




Legislação e Ética Profissional                                Professora – Adriana Farias 

torna-se  necessário  avaliar  o  caráter  moral  dos  candidatos  a  emprego  e  usar  essa 

avaliação como um dos mais fortes parâmetros do processo de seleção. A  experiência 

tem  demonstrado  que  o  esforço  de  recrutar  indivíduos    possuidores    de  princípios 

virtuosos pode resultar, de fato, ser muito vantajoso para o futuro da empresa. 

Realçar  o  caráter  ético  das  empresas  parece  ser  mais  fácil  do  que  é  na 

realidade.  Porque  esse  objetivo  somente  será  totalmente  alcançado  quando  a  alta 

administração  compreender  que  surgirá  um  considerável  número  de  dificuldades 

desconhecidas,  e  completamente  diferentes    da  situação  de  se  administrar  um 

processo  regular  em  andamento.  No  campo  da  batalha  da  ética  trata-se  de  mudar  o 

pensamento  e  o  comportamento  interior  das  pessoas  que  integram  a    organização. 

Elas tem que assimilar o que é que se espera delas, e por que é assim. Necessitarão 

garantias de que as mudanças navegarão no sentido do seu real interesse, e que não 

as prejudicarão. Elas terão, em síntese, que absorver a curto prazo um novo sistema 

de hábitos e atitudes, terão que  desempenhar de forma competente suas funções com 

sua nova capacidade de julgamento 

Podemos  delimitar em três pontos a base  para que funcione com eficiência o 

desejável processo de mudança: 

1  A liderança dirigente tem que deixar claras para si mesma e para todos os auxiliares 

quais são as suas reais intenções e preocupações. 

2  Tem  que  dedicar  tempo  e  recursos  de  diversas  natureza,  para  conseguir  a 

compreensão plena e geral das questões éticas de relevância para a empresa. 

3  Logo que construídos os novos alicerces, terá que transferir a responsabilidade sobre o 

tema da ética  para os níveis de supervisão, gerência e operação, onde  as atitudes e 

comportamentos desejados devem assumir o curso normal entre as demais atividades 

da empresa 

 

Na sociedade moderna, lamentavelmente, o sucesso econômico passou a ser a 



medida  de  todas  as  coisas.  Apenas  a  riqueza  e  a  beleza  contam  e  separam  os 

vencedores dos excluídos. O caráter não é conversível em moeda, assim o que é uma 

boa conduta e que condições devem cumprir as instituições humanas para moralizar o 

indivíduo  são  questões  que  não  tem  despertado  interesse  num  mundo  em  que  a 

maioria das pessoas é individualista e egoísta, por isso pouco responsável e solidária. 

Se  a  empresa,  como  espaço  social,  produz  e  reproduz  esses  valores  ela  se 

torna importante em qualquer processo de mudança de perspectiva das pessoas, tanto 

das que nela convivem e participam quanto daquelas com as quais essas pessoas se 




Legislação e Ética Profissional                                Professora – Adriana Farias 

relacionam.  Assim  quanto  mais  empresas    tenham  preocupações  éticas  mais  a 

sociedade na qual essas empresas estejam inseridas tenderão a melhorar no sentido 

de  construir  um  espaço  agradável    onde  as  pessoas  vivam  realizadas,  seguras  e 

felizes. 

A questão é que, embora a empresa como organização possa ser um agente 

moral, na verdade quem tem ou deixa de ter comportamento ético são as pessoas que 

nela trabalham. É difícil separar a pessoa da instituição, as declarações e atitudes de 

seus membros são tomadas como se fosse a própria empresa. Por uma manifestação 

infeliz, ninguém diz que alguém é um mau representante da empresa, a referencia no 

caso é sempre a empresa. Bons dirigentes e funcionários por outro lado, difundem a 

imagem  de  sua  empresa  como  sendo  boa.  Por  isso  há  uma  preocupação  cada  vez 

maior das empresas com o aspecto ético. 

 



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