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     CANÇÃO PLUVIAL 
 
Olha a chuva fluídica, garoenta, 
Encapotando, leve, o casario. 
Olha a torre que sobe e se acinzenta, 
Lá no alto, na ilusão de um sonho frio. 
 
Olha, tudo se aquieta e se acalenta 
Na dormência pluvial, macia e boa
Escuta a sinfonia lenta, lenta, 
Da chuva que a folhagem esboroa. 
 
Não te apraz essa tarde de garoa, 
Com arrepios frígidos de vento 
E a música das gotas, tênue e calma? 
 
Abre, então a janela e fica atento. . . 
Não te inquiete, porém, o rumor lento 
         Da chuva que te está caindo na alma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Abre-te, Sésamo! 
                                                 Lino Vitti 
- 182 - 
PEDAÇO DE ALMA 
 
No meu íntimo guardo uma paisagem 
Com músicas de sol e claridade. 
Trouxe-a da infância, levo-a na viagem 
Pelo caminho longo da saudade. 
 
Como é bom recordar cada passagem 
Que ela resume em si. Nada há que agrade 
Tanto assim a alma onde as lembranças agem 
Relendo sempre a história de outra idade. 
 
Concentro-me. Revejo-a em sentimento: 
Sol, árvores, estradas, aves, vento, 
Tardes de ouro, manhãs sentimentais! 
 
Doce infância, dulcíssimos momentos, 
Ilusões desfolhadas, sofrimentos. . . 
Oh! minha terra! Oh! Infância, nunca mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abre-te, Sésamo! 
                                                 Lino Vitti 
- 183 - 


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