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BANCO DE JARDIM 
 
Às vezes, divagando a fantasia 
Pelo mundo encantado do impossível, 
Fico a pensar na original poesia 
De um banco de jardim, mudo e insensível. 
 
Não sente. . . e ter parece uma alma pia. 
Écaridoso e bom, quanto possível. 
A ninguém nega a sua serventia 
Seja de qualquer classe ou qualquer nível. 
 
Agora uma criança. . . Um moço agora. . . 
Uma jovem, um pobre, uma senhora.. . 
Depois um velho solitário e a esmo. . . 
 
Depois, ninguém. . . Depois, todo carinho
Toma ares delicados, feito ninho , 
A um par de namorados. . . sempre o mesmo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abre-te, Sésamo! 
                                                 Lino Vitti 
- 117 - 
 
O CAS ULO 
 
Vede essa larva. Escala, em breve, um galho 
E em baba luminosa se enclausura. 
Vai a morte encontrar no seu trabalho 
Entretecendo a própria sepultura. 
 
Fecha-se. E fica à chuva, ao sol e orvalho 
O casulo de seda, enquanto dura 
Essa morte fingida, até que, em talho, 
Rasga-o, e, borboleta, galga a altura. 
 
Sou assim entre os homens, pois que a imito 
Tecendo o estranho invólucro de seda 
Do meu isolamento de proscrito. 
 
Quero cerrar-me, a sós, nestes meus versos 
Para que um dia (Deus o assim conceda!) 
Paire, em luz, muito além dos universos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Abre-te, Sésamo! 
                                                 Lino Vitti 
- 118 - 
 


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