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otaviozamberlan, 4366-11800-1-SP
 
6 Considerações Finais 
 
 
Ao avaliar o texto, é possível dele extrair que o planejamento estratégico/econômico 
governamental é algo que exige uma construção lenta, gradual e baseada no interesse público. 
Depreende-se que a ação programadora da economia surge em um período de crise, em que 
ficou evidente a escassez e concentração de recursos em face da realidade social vigente. Na 
esteira das mudanças sociais do século XX, o planejamento surge como instrumento de 
reordenação econômica, para evoluir até tornar-se um instrumento de controle da atuação do 
Estado, de seus gastos, mas também como instrumento de participação social e política, com 
o intuito de incluir na agenda governamental temas e interesses da coletividade. 
Observando a trajetória histórica bem como os elementos jurídicos e técnicos do 
planejamento, percebe-se que sua fase inicial fora utilizada até mesmo para estancar efeitos 
desarmônicos decorrentes da crise de 1929 e da II Guerra Mundial, chegando à fase de 
elemento de indução do crescimento econômico, já pensado e executado até de maneira 
arbitrária pelo Executivo, que desrespeitava muitas vezes princípios racionais. Na última fase, 
porém, chega-se ao período da nova democracia, em que a sociedade, ávida por enterrar 
definitivamente qualquer sombra ditatorial, promulga uma Constituição que garante amplos 
poderes fiscalizatórios e assecuratórios, interferindo esses valores, por óbvio, na seara 
econômica. Aqui o planejamento é enquadrado em programas, vinculado ao orçamento anual 
e sujeito a todos os tipos de controle: o administrativo, o judicial, o social, entre outros. 
Verifica-se então a importância das crises enquanto rupturas e da participação social 
na formulação do planejamento. Também é importante que, dentro do aparelho estatal, as 
classes sociais possam intervir manifestando suas demandas e indicando caminhos ao poder 
público, para que este possa juntamente com a técnica elaborar programas que atendam aos 
objetivos de bem-estar e justiça social. Nesse contexto, o Estado adota uma gestão voltada 
para resultados e sujeita a flexibilização dos meios para atingir os fins. Isso corresponde à 
vontade popular por maior rapidez e eficiência na execução de políticas públicas e de inclusão 
social, além de indicar ao mercado o rumo da atividade econômica. Isso não exclui, porém, a 
importância do papel do Estado na vida em sociedade. 

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