Michele maria crespi citolin



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Fantasmagorie de Etienne Gaspar Robert em 1794.
 
Depois  disso,  os  estudos  sobre  ilusão  de  ótica  permitiram  aprimorar  o 
antigo formato. Peter Mark Roget  concluiu  que o olho humano retém imagens 
por uma fração de segundo enquanto outra imagem está sendo percebida. Neste 
mesmo estudo, diz que o olho humano combina imagens vistas em sequência 
num  único  movimento,  se  forem  exibidas  rapidamente,  com  regularidade  e 
iluminação  adequada.  De  acordo  com  esses  princípios  surgiram  diversas 
invenções  nos  quais  a  animação  foi  utilizada  (Lucena  2005).    Em  1825,  o 
Traumatroscópio (Figura 1) foi apresentado como ferramenta para a animação. 
Composto  de  um  disco  suspenso  por  cordões  munidos  de  imagens  na  parte 
frontal e no verso, permitia, quando girado, a fusão das imagens, assumindo uma 
única  aparência,  resultado  da  mistura  óptica.  Joseph  Plateau  criou  o 
Fenaquistoscópio,  mecanismo  capaz  de  apresentar  animação  de  desenhos. 
Consistia  em  dois  discos  com  sequência  de  imagens  pintadas  que,  quando 
simultaneamente girados, passavam a impressão de movimento (Fossati, 2011). 
 
Figura 1 
– Traumatoscópio (1825) 
 
Fonte: História do Cinema de Animação
 
 


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O Flipbook, livro mágico criado em 1868, teve grande repercussão e uso 
entre os animadores mesmo depois do desenvolvimento de outras tecnologias. 
De acordo com Lucena Junior (2005), os animadores o consideravam como um 
instrumento  inspirador  de  sequências  narrativas.  Os  desenhos  dispostos  em 
cada  página  davam  a  impressão  de  uma  ação  fílmica  quando  rapidamente 
viradas.  Em  1877,  foi  inventado  o  Praxinoscópio,  baseado  num  sistema  de 
espelhos e lentes. Nele, as figuras eram projetadas sobre a tela, criando a base 
tecnológica do cinema. 
 
A  animação  mostra-se  mais  antiga  que  o  cinema,  que  foi  criado  pelos 
irmãos Lumière  em 1895,  ano  da  primeira apresentação do  Cinematógrafo.  O 
aparato  servia  tanto  para  filmar  quanto  para  projetar.  Era,  sem  dúvida,  uma 
grande  novidade  que  causou  espanto  devido  a  perfeição  das  imagens.  Para 
Lucena  (2005),  o  cinema  abriu  a  possibilidade  de  ser  um  instrumento  de 
expressão visual e criava em um ambiente propício à fantasia. 
 
 
Não  tardou  para  se  perceber  que  a  arte  no  cinema  estava  em 
“trapacear com a realidade (agora tão facilmente captada), na qual a 
manipulação  do  tempo  encerrava  seu  grande  segredo.  Uma  das 
maneiras encontradas para isso estava num processo conhecido como 
substituição  por  parada  da  ação(...)  Só  após  a  compreensão  desse 
processo,  a  história  dos  desenhos  animados  pôde  começar. 
(LUCENA,2005, p. 41) 
 
Segundo o autor, a técnica frame a frame, reconhecida como a verdadeira 
animação,  apoiava-se  nas  conquistas  tecnológicas  e  desenvolveu-se  aos 
poucos. Essa técnica apresentava movimentos dotados de fluidez. O espetáculo 
Fantasmagorie”, foi percursor dentre os desenhos animados, pois utilizou o a 
frame  a  frame.  Para  Fossati  (2011),  citando  Guillén  (1997),  num  primeiro 
momento,  o  cinema  de  animação  esteve  ligado  aos  quadrinhos  satíricos  da 
imprensa diária, os filmes tiveram influência em histórias em quadrinhos.
 
Winsor  McCay  foi  um  artista  importante  para  o  mundo  da  animação.  O 
primeiro personagem transportado de seus quadrinhos para o cinema animado 
foi  Little  Nemo,  de  Slumberland  Little  Nemo  (1911).  Em  1912,  com  Story  of  a 



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