Mestrado em meio ambiente e desenvolvimento regional


Benefícios da Atividade Física na Saúde



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4.2.2 Benefícios da Atividade Física na Saúde

A investigação sobre a relação entre saúde e atividade física iniciou-se por volta dos anos 20, focalizando-se nas doenças coronárias e estendendo-se posteriormente a estudos dos mais diversos problemas e condições associadas ao sedentarismo. Atualmente existe um número cada vez maior de estudos e documentos que comprovam e relatam os benefícios da aptidão física para a saúde (ARAÚJO & ARAÚJO, 2000).

A inatividade física possui uma relação causal com quase 30% de todas as mortes por cardiopatia, câncer de cólon e diabetes (MCARDLE, 2011). As mudanças no estilo de vida poderiam reduzir a mortalidade devida a esses males e aprimorar grandemente as capacidades funcionais cardiovasculares, a qualidade de vida e a vida independente. Sendo assim, os maiores benefícios para a saúde resultariam de estratégias que promovem o exercício físico regular. Em qualquer idade, as alterações comportamentais – tornar-se fisicamente mais ativo, deixar de fumar e controlar o peso corporal e a pressão arterial - atuam independentemente, retardando a mortalidade devida a todas as causas. As pessoas com estilo de vida mais saudáveis sobrevivem por mais tempo, e o risco de incapacitação e a necessidade de procurar assistência de saúde no lar é protelada e compactada em um menor número de anos no final da vida (MCARDLE, 2011).

Através da realização de uma revisão de literatura mundial durante os últimos 50 anos, Dr.Frank Booth, cunhador do termo síndrome de morte ambiental sedentária (SMSe), concluiu que a inatividade, isoladamente, resulta em uma constelação de problemas e condições capazes de evoluir para a morte prematura. Essa condição de deterioração magistralmente identificada revelou que a SMSe causaria a morte prematura de 2,5 milhões de americanos e custaria 2 a 3 trilhões de dólares em despesas com assistência de saúde nos EUA na década seguinte ao seu estudo. O autor relaciona a SMSe com as condições de: níveis séricos altos de triacilgliceróis, de colesterol e de glicose, diabetes tipo 2, hipertensão, isquemia miocárdica, arritmias, insuficiência cardíaca congestiva, obesidade, câncer de mama, depressão, dor crônica nas costas, lesão medular, acidente vascular cerebral, caquexia patológica, enfermidades debilitantes, quedas que resultam em quadris fraturados, fraturas vertebrais/femorais. Conclui que se forem feitos esforços destinados à diminuição do tempo em frente ao computador/televisão e acoplados com o aumento da atividade física diária acima da rotina, seria obtido um declínio no número de pessoas que sofrem de síndrome metabólica. Os indivíduos que não participam de nenhuma atividade física moderada ou vigorosa durante as horas de lazer comportam uma probabilidade cerca de duas vezes maior de apresentar a síndrome metabólica que aqueles que se exercitam 150min por semana ou mais.

A atividade física pode não representar necessariamente uma “fonte da juventude”, porém a maior parte da evidência mostra que quando praticada regularmente ela tem o poder de retardar substancialmente o declínio na capacidade funcional associado ao envelhecimento e ao desuso.

A participação nos exercícios consegue reverter a perda de função, independentemente de quando uma pessoa torna-se fisicamente mais ativa. Um estilo de vida sedentário representa um prognosticador independente e poderoso do risco de doença coronariana e de mortalidade; consequentemente, se os 25% mais sedentários da população adulta norte-americana forem encorajados a se tornar apenas moderadamente ativos, serão conseguidos benefícios substanciais na esfera de saúde pública (MCARDLE, 2011).

Desde os anos 70 que se sabe que os serviços de saúde são insuficientes, por si sós, para obter ganhos em saúde. A declaração de Alma-Ata há pouco mais de 30 anos, chamava a atenção para o papel das várias instituições e setores de atividade na prevenção da doença e promoção da saúde, principalmente nos países de maior vulnerabilidade econômica e social. De fato, tem-se vindo a verificar ser necessário expandir a avaliação, o planejamento e as ações de saúde pública para além do campo restrito do setor da saúde (SANTANA et al., 2010).

Políticas públicas no país precisam estimular a prática de exercícios físicos através de programas que chamem a atenção da população para os seus benefícios na saúde. O ato de exercitar-se precisa estar incorporado não somente ao cotidiano das pessoas, mas também à cultura popular, aos tratamentos médicos, ao planejamento da família e à educação infantil. Essa necessidade se dá por diferentes fatores: do fator social, quando se proporciona ao homem o direito de estar ativo fisicamente em grupo, ao fator econômico, quando se constata que os custos com saúde individual e coletiva caem em populações fisicamente ativas (ARAÚJO & ARAÚJO, 2000).






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