Mercado de trabalho e pandemia da covid-19: ampliaçÃo de desigualdades já existentes? 1



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MERCADO DE TRABALHO E PANDEMIA DA COVID-19: 

AMPLIAÇÃO DE DESIGUALDADES JÁ EXISTENTES?

1

Ana Luiza Neves de Holanda Barbosa

2

Joana Simões Costa



3

Marcos Hecksher

4

1 INTRODUÇÃO

É consenso que a pandemia do coronavírus (Covid-19), evento sem precedente na história 

recente, terá efeitos bastante expressivos e ainda pouco dimensionados sobre todos os setores da 

sociedade. No contexto econômico e, em particular, do mercado de trabalho, a perspectiva global 

é de forte recessão entre os países. A evidência empírica existente, no entanto, sugere que há 

uma heterogeneidade significativa do impacto da crise no que diz respeito tanto às características 

individuais dos trabalhadores quanto às suas posições ocupacionais, contratos de trabalho e seus 

vínculos e contratos de trabalho (Adam-Prassl et al., 2020; Alon et al., 2020; Galasso et al., 2020).

O objetivo desta nota é identificar quais trabalhadores sofreram maior impacto em termos 

de perda de ocupação no Brasil em dois períodos: o mês de março de 2020 e a segunda quinzena 

do mesmo mês deste ano. Em particular, pretende-se desagregar as perdas ocupacionais por 

gênero, idade, raça/cor e nível educacional dos trabalhadores(as). A decomposição das perdas 

será feita, ainda, por tipos de jornadas (parcial ou integral), de emprego (com ou sem carteira 

assinada no setor privado) e por renda do trabalho. 

A análise realizada especificamente para a segunda quinzena de março de 2020 se justifica 

na medida em que diversos estados e municípios passaram a restringir atividades sociais e 

econômicas a partir da declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 11 de 

março de 2020, de que o surto de Covid-19 se tornara uma pandemia. Nos dias subsequentes à 

declaração, a maior parte dos entes federativos passou a restringir atividades sociais e econômicas 

a fim de ampliar o distanciamento social entre indivíduos. A primeira Unidade Federativa (UF) 

a adotar uma medida de caráter mandatório foi o Distrito Federal (DF), no próprio dia 11 de 

março, quando este suspendeu a realização de eventos que envolvessem um grande número 

de pessoas. Desde então, o grau de restrição se ampliou rapidamente nos estados, municípios, 

governo federal e governos estrangeiros (Moraes, 2020).

5

1. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/bmt69/notastecnicas1



2. Técnica de planejamento e pesquisa na Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Ipea e professora do Instituto Brasileiro 

de Mercado de Capitais (IBMEC) do Rio de Janeiro. E-mail: .

3. Técnica de planejamento e pesquisa na Disoc/Ipea. E-mail: .

4. Assessor especializado na Disoc/Ipea. E-mail:.

5. O grau de restrição se ampliou de forma continuada nos estados e nas capitais até os dias 23 e 24 de março, mantendo-se em 

níveis estáveis a partir de então, e, pelo menos nas semanas seguintes, raramente ocorreram recuos, ou seja, revogação de medidas de 

distanciamento social (Moraes, 2020). Para informações atualizadas sobre medidas de distanciamento social adotadas em cada UF em 

resposta à pandemia, ver a plataforma Medidas de distanciamento social e Covid-19 no Brasil. Disponível em: .





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