Memórias da formação e identidade do Jardim Acrópole e Jardim Solitude em Curitiba, ao redor do Colégio Santa Rosa, a partir da década de 1970



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4 Considerações finais 

 

 



Diante  das  considerações,  acima  mencionadas,  podemos  perceber  que  os 

estudantes  conseguem  compreender  as  experiências  pelas  quais  passaram  os 

primeiros habitantes da Região, levam em consideração as diferentes relações com 

o  tempo  com  suas  transformações,  tanto  as  positivas  quanto  as  mais  difíceis  de 

conviver.  Apesar  de  situações  complexas,  como  a  segurança  e  a  violência,  há  a 

clara  ideia  que  tudo  isso  deve  ser  superado,  e  que  viver  ou  sobreviver  ainda  é  um 

importante e constante desafio.  

Conseguimos  propor  aos  estudantes,  do  nosso  grupo,  a  refletir  um  pouco 

sobre  a imagem que tem  de si  mesmo,  muitas vezes alteradas pela imposição  das 

mídias,  projetadas  pelas  influências  de  todas  as  formas.  Relembraram  sobre  suas 

raízes  e  origens,  que  são  valorosas  porque  estão  ali  seus  pais  e  avós,  mas  tem 

consciência das atuais necessárias transformações sociais, econômicas, políticas e 

pessoais  e  querem  continuar  conectados  às  novas  ideias,  sem  se  excluírem  de 

nenhuma onda moderna.    




Eles  perceberam,  através  de  observações,  que  podem  se  pautar  pela 

participação  ativa,  atenção,  valorização,  sobretudo  escutando  alguns  depoimentos 

de  moradores.  Assim,  o  estudante  reúne  condições  de  construir  e  desenvolver 

conhecimentos  através  de  informações,  de  rever  os  problemas,  solicitar  que 

continue repensando, rever as ideias, a fim de viver de forma mais confortável e de 

procurar melhor desenvolvimento, para si mesmo e para a Região. 

Mas  um  problema  ainda  importante  é  o  fato  dos  nossos  estudantes  não  se 

interessar  muito à  leitura, isto cria  uma forte  barreira em relação à  participação  e à 

informação que podem apreender. Entretanto, o que ele consegue mais é escutar, o 

que  já  é  muito  bom,  porque  mesmo  desta  forma  assimila  certos  fatos  e 

acontecimentos. Isto prova que são próprias desta atual geração virtual. 

Interessante chamar a atenção sobre a visita ao Museu Paranaense, quando 

percebemos  que  os  estudantes  se  interessam  sobre  a  cultura  dos  indígenas  muito 

mais  do  que  a  vida  dos  personagens  oficiais  da  História,  não  desprezando  estes 

últimos,  porém  despertava  curiosidades  pelos  hábitos  dos  primeiros,  o  que  vemos 

pelas perguntas que se colocavam ao guia. 

Percebemos também que não há um real interesse pela política, por falta de 

hábito, conhecimento  e de informações a respeito. Mas sabem  onde se dirigir  para 

buscar soluções para seus problemas e dificuldades, sendo necessário um líder que 

os  impulsionem  diante  dos  confrontos,  das  diferenças.  Os  estudantes  reconhecem 

que existem várias características econômicas e culturais, dentro da mesma cidade, 

que atinge sentimentos que os deprimem um pouco.  

Sobre  os  conflitos  socioambientais  que  surgem  no  decorrer  do  cotidiano  da 

Região,  os  estudantes  que  seguiram  nosso  Projeto,  sugerem  preferir  ficar  longe, 

mas não de toda e qualquer oportunidade de estar em grupos para se divertir. O que 

foi o caso quando foi proposto atividade fora da sala de aula. 

Os estudantes captam a ideia que sua presença e o que produzem faz parte 

de um  maior contexto social.  Quando imaginam  que viver  de forma simples e não 

em  estado  de  pobreza,  como  os  nossos  indígenas  deveriam  viver  nesta  nossa 

Região,  claro  que  a  primeira  reação  é  lúdica,  é  até  possível,  mas  fazendo  uma 

comparação  com  as  facilidades  e  a  tecnologia  de  hoje,  declaram  abertamente  que 

referem o tempo atual.  

Tendo  observado  alguns  aspectos  os  estudantes  alcançam  uma  ideia  da 

realidade  em  que  vivem.  Descobriram  outros  aspectos  como,  nem  sempre  a 

paisagem é esta que conhecem; formas de valorização da região; reconhecer seus 

líderes;  que  há  objetivos  para  um  desenvolvimento  melhor;  refletir  sobre  os  planos 

para o futuro pessoal e social; e que estudar, pode ser complicado, mas é uma das 

maneiras  de  ser  reconhecido  como  um  cidadão  respeitável  e  que  sabe  o  que  quer 

da vida.  

Contudo,  este  nosso  Projeto  pode  oferecer  uma  oportunidade  de  trazer  um 

novo olhar sobre a Região e novas reflexões na vida de cada um na construção de 

um  futuro  mais  seguro.  Propor 

“uma  educação  (...),  que  estimula  a  colaboração  e 

não a competição (Freire, 2005)

”. 



Continuar  estudando  e  pesquisando  com  o  objetivo  de  melhor  compreender, 

aceitar  certos  fatos  e  outras  maneiras  de  conceituar  a  vida.  E  continuar  buscando 

novos fatos, porque também existem muitas outras histórias guardadas na memória 

de  pessoas  que  vivenciaram  situações  únicas  em  suas  vidas  e  que  não  estão  em 

manuais e compêndios. Por isso fica em aberto o que começamos. Nem tudo pôde 

ser realizado, por falta experiência e tempo.  

Uma maneira de dinamizar o cotidiano da vida do estudante pode ser sempre 

estimular  a  pesquisa,  encontros  e  palestras  no  próprio  espaço  físico,  tendo  como 

temas a história  do local. Não necessariamente  eventos de grandes formatos, mas 

conversas  em  pequenos  grupos.  Para  isso,  poderia  contar  com  as  vocações  e  os 

talentos dos estudantes e dos habitantes do local onde vivem. Aproveitar o que está 

próximo  e  a  partir  daí  ir  adiante,  porque  há  inúmeros  conceitos,  profissões  que 

podem  servir  de  alerta  para  tomada  de  decisões,  que  indicariam  pistas  para  um 

melhor  desenvolvimento  de  caráter  geral,  inclusive  enriquecer  o  processo  didático-

pedagógico. 


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