Módulo: Sociedade, Tecnologia e Ciência 5 Biografias dos principais responsáveis pela evolução dos meios de comunicação 08/02/10 Johannes Gutenberg Alexander



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Módulo: Sociedade, Tecnologia e Ciência _ 5

Biografias dos principais responsáveis pela evolução dos meios de comunicação 08/02/10

Johannes Gutenberg Alexander Graham Bell

Samuel Finley Breese Morse Guglielmo Marconi



Guglielmo Marconi Paul Nipkow

John Logie Baird Martin Cooper

Konrad Zuse



Johannes Gutenberg (1390-1468)

Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg, nasceu na Alemanha, em 1390. Faleceu em 3 de Fevereiro de 1468.O seu pai era um comerciante chamado Friele Gensfleisch zu Laden, que mais tarde adoptou o nome de "zum Gutenberg"

Tornou-se famoso pela sua contribuição enquanto inventor, para a tecnologia da impressão e tipografia.



“A sua contribuição foi a da introdução de tipos (caracteres) individuais de metal e o desenvolvimento de tintas à base de óleo para melhor os usar. Aperfeiçoou ainda uma prensa gráfica, inspirada nas prensas utilizadas para espremer as uvas no fabrico do vinho.”

Filho do comerciante Friele Gensfleisch zu Laden, que adotaria mais tarde o nome "zum Gutenberg", homônimo da comunidade para onde a família se tinha transferido.

Desde jovem revelou uma forte inclinação pela leitura, lendo todos os livros que os pais possuíam em casa. Os livros, na época, eram escritos à mão, por monges, alunos e escribas e cada exemplar demorava meses a ser preparado, sendo o seu preço elevadíssimo e inacessível para a maioria das pessoas.

Em 1434, Gutenberg mudou-se para Estrasburgo onde permaneceu vários anos. Depois de regressar à Mogúncia, associou-se com um comerciante que o financiou para realizar a impressão da Bíblia.

Gutenberg é considerado o inventor dos tipos móveis de chumbo fundido, mais duradouros e resistentes do que os fabricados em madeira, e portanto reutilizáveis que conferiram uma enorme versatilidade ao processo de elaboração de livros e outros trabalhos impressos e permitiram a sua massificação.

A imprensa é outra das contribuições de Gutenberg; com anterioridade se tinham empregado, também desde a época de Suméria, discos ou cilindros sobre os quais se tinha lavrado o negativo do texto a imprimir que geralmente era só a rubrica do dono do cilindro e outorgava certeza de autenticidade às tabletas que a levavam. A imprensa de Gutenberg é uma adaptação daquelas usadas para espremer o suco das uvas na fabricação do vinho, com as quais Gutenberg estava familiarizado, pois Mogúncia, onde nasceu e viveu, está no vale do Reno, uma região vinícola desde a época dos romanos.

Depois da invenção dos tipos e a adaptação da prensa vinícola, Gutenberg seguiu experimentando com a imprensa até conseguir um aparelho funcional. Também pesquisou sobre o papel e as tintas. Uns e outras tinham que se comportar de tal modo que as tintas se absorvessem pelo papel sem escorrer-se, assegurando a precisão dos traços; precisava-se que a secagem fosse rápida e a impressão permanente. Por isso, Gutenberg experimentou com pigmentos a base de azeite, que não só usou para imprimir com as matrizes, senão também para as capitulares e ilustrações que se realizavam manualmente e com o papel de trapo de origem chinesa introduzido na Europa em sua época.

O primeiro livro impresso por Gutenberg foi a Bíblia, processo que se iniciou cerca de 1450 e que terá terminado cinco anos depois em Março de 1455.



Alexander Graham Bell (1847-1922)

Alexander Graham Bell nasceu em Edimburgo, Escócia, a 3 de Março de 1847. Estudou durante alguns anos na Universidade de Edinburgo e na Universidade de Londres e aos 23 anos de idade emigrou para o Canadá. Em 1871 partiu para os Estados Unidos da América, onde fundou uma escola para crianças com dificuldades auditivas.

Em 1873, Bell foi nomeado Professor de Fisiologia Vocal em Boston e aí se tornou, em 1877, professor particular de Mabel, uma rapariga que tinha deixado de ouvir aos cinco anos de idade por motivos de doença e com quem acabou por se casar a 11 de Julho de 1877.

O telégrafo estava em pleno desenvolvimento e as companhias telegráficas enfrentavam um problema: as linhas telegráficas só permitiam, em cada fio, o envio de uma mensagem de cada vez e num sentido, o que limitava a capacidade das linhas e a velocidade de transmissão, pois as mensagens ficavam retidas até poderem ser enviadas.

Baseado em conhecimentos que adquiriu no estudo da fisiologia do ouvido humano, Bell começou a trabalhar, em 1872, no “telégrafo harmónico” e a 6 de Abril de 1875 patenteou o mecanismo que permitiu enviar dois sinais em simultâneo. Em Setembro do mesmo ano, Bell começou a escrever com John Watson as especificações para o que viria a ser mais tarde o telefone. Após longos ensaios, Bell construiu em 1876, o primeiro telefone. A primeira demonstração pública da sua invenção ocorreu em 1877, na Centennial Exposition, em Filadélfia, onde estiveram presentes o Imperador Pedro II do Brasil (D. Pedro IV de Portugal) e o cientista inglês Lord Kelvin. Em 1878 construiu a sua empresa, a American Bell Telephone Company.

Abandonou a direcção da American Bell Telephone Company em 1879 e com as receitas da sua invenção, fundou um laboratório no Canadá, onde continuou as suas experiências na área da comunicação. Patenteou o gramofone e o cilindro de gravação em cera, bem como cilindros de folha de metal. Efectuou diversas experiências com gravações em discos planos e por galvanoplastia, imprimindo as gravações por meio de campos magnéticos permanentes.

Em 1881, desenvolveu dois dispositivos para localizar massas metálicas no corpo humano: um método de variação de indução ("balança de indução") que foi experimentado pela primeira vez no corpo do Presidente Garfield, que tinha sido assassinado nesse mesmo ano, outro baseado no sistema do telefone que produzia um clique no receptor quando este tocava numa placa metálica. Inventou ainda um sistema de arrefecimento por ar, um processo de dessalinização da água do mar, uma forma primitiva de pulmão de aço e uma máquina que separava automaticamente os cartões perfurados do censo populacional. No decurso da sua vida Bell registou 18 patentes em seu nome e 12 com os seus colaboradores.



Foi nomeado presidente da National Geographic Society em 1898. Morreu a 2 de Agosto de 1922, com 75 anos de idade em Beinn Bhreagh, no Canadá.

Samuel Finley Breese Morse (1791-1872)

Filho de um pastor protestante, Morse nasceu em 1791, numa família de antigas tradições puritanas de Charlestown (Massachusetts), nos Estados Unidos.

Estava seguro de si: sabia manejar o lápis e o pincel, seria pintor.

Inventou uma bomba a pressão adaptada para os serviços contra incêndios. Enquanto o pincel corria na tela, retratando pessoas modestas a preços modestos, o cérebro pensava mais ambiciosamente.

Finalmente, o sucesso: obteve o encargo de retratar o primeiro cliente famoso, o Marquês de La Fayette. Era o início de sua fortuna, atingida tarde demais. O quadro de La Fayette havia dado fama (hoje é conservado, juntamente com outra obra célebre, A Velha Casa dos Representantes, na Galeria Corcoran, de Washington), tornando-o muito requisitado para pintar retratos. Juntamente com John William Drapere, introduziu o processo de impressão Daguerre nos Estados Unidos. Todas essas actividades permitiram acumular o dinheiro que tanto lhe serviria durante os anos em que se dedicou à sua célebre invenção.

Alguém exprimiu o desejo de que existisse algo veloz para enviar mensagens urgentes. Morse sugeriu: "Por que não a electricidade? Viaja mais rápido que o som". Naquela época, o meio mais rápido de comunicação ainda era praticamente o cavalo. A necessidade de sistemas mais eficientes era bastante sentida num mundo no limiar da Revolução Industrial, com o consumo, a produção e o comércio a sofrer rápida evolução.

A bordo do Sully, de volta à América. O capitão do navio e os passageiros discutiam com Morse os detalhes do assunto. A transmissão de palavras a distância tornara-se ideia fixa. O primeiro esquema era um dispositivo igual ao brinquedo. Morse compreendeu que aquela ideia primitiva não convenceria ninguém e continuou a pesquisar, para desenvolver o seu projecto e torná-lo comercialmente interessante. E, nesse processo, passou 12 anos.

De início, continuou a executar retratos, para recolher o dinheiro que empregaria no seu sustento e nas suas experiências; depois, retirou-se para Nova York, vivendo num único quarto, descuidando-se de alimento e vestuário. Devido a não ter sido escolhido para a decoração da rotunda do Capitólio, foi a partir de então que Morse decidiu dedicar-se unicamente ao trabalho de inventor.

Para não pedir empréstimos, vendeu tudo que possuía. Tornou-se um inventor mal visto, considerado louco por haver trocado uma carreira promissora por um sonho impossível. Mas ele superava todos os obstáculos: em 1835, aceitou o cargo de professor de história da arte e de desenho na Universidade de Nova York, para poder continuar com as suas experiências. Finalmente, no dia 2 de Dezembro de 1837, apresentou a um grupo de amigos a sua criação: um circuito telegráfico com o comprimento de 420 metros. Entre os que assistiram à demonstração estava Alfred Vail, rico proprietário de ferrarias, dotado de um notável tino comercial. Ofereceu a Morse o patrocínio do lançamento da invenção. Colocou à sua disposição dinheiro e locais nas ferrarias, para que pudesse prosseguir as suas experiências. Morse aceitou e requereu imediatamente a patente para a sua invenção.

Em 24 de Janeiro de 1838, demonstrou o seu aparelho na Universidade de Nova York, transmitindo a primeira mensagem: "Atenção, universo!" Em Fevereiro do mesmo ano, repetiu-a diante do Congresso, onde teve um frio acolhimento. Como a América parecia não aceitar o telégrafo, partiu para a Europa em busca de melhor sorte mas, o desinteresse foi idêntico. Em Inglaterra, dois inventores, Wheatstone e Cooke, já haviam criado qualquer coisa semelhante; em França, foi-lhe concedida a patente, mas sem qualquer compensação financeira; na Rússia, mostraram-se indiferentes.

Decidiu trabalhar na ideia de que era necessário construir qualquer coisa capaz de transmitir a distâncias bastante grandes. A primeira ideia havia sido a de utilizar sinais eléctricos, a segunda, a invenção do código que leva o seu nome. A terceira foi a de adoptar um sistema de relé para transmitir o sinal através de grandes distâncias. Um sinal eléctrico atenua-se e é transmitido por um fio demasiado longo. Morse pensou então em utilizá-lo, antes que ficasse muito fraco, para accionar um relé que fizesse repartir um novo sinal potente num novo trecho da linha.

Ao voltar à América, estava reduzido à miséria. Somente em 1843 obteve o primeiro levantamento de verba do congresso: 30.000 dólares. O financiamento foi aprovado com maioria de apenas seis votos. A 24 de Maio de 1844 inaugurou a primeira linha experimental, entre Washington e Baltimore (64 km de distância), com a transmissão e recepção da frase: "What hath God wrough" (Eis o que Deus realizou).

No entanto, os contratos tiveram de aguardar enquanto se defrontava com uma série de acusações e processos para defender os seus direitos. O testemunho do capitão do Sully e dos passageiros convenceram finalmente os tribunais e, já idoso, pôde colher os frutos do persistente labor. Em qualquer parte via o sucesso das suas invenções, do telégrafo de cabos transatlânticos ao uso universal do seu alfabeto em código.

A sua morte, ocorrida em 1872, foi serena. Um médico auscultava-lhe o coração, depois de ter sido chamado por causa de uma leve indisposição. Apoiando o estetoscópio no seu peito, disse, para animá-lo: "Assim telegrafam os médicos". "Bom", respondeu Morse, e foi aquela a última palavra que pronunciou.


Guglielmo Marconi (1874-1937)

25/04/1874, Bolonha, Itália

20/07/1937, Roma, Itália


Marconi foi um pioneiro do rádio, considerado seu inventor oficial, e um empresário de sucesso. Tinha apenas 23 anos de idade quando patenteou um sistema de telegrafia sem fios que lhe assegurou o monopólio das radiocomunicações e, mais tarde, o Prémio Nobel de Física (1909).
Apesar de seu nome ser o mais conhecido em todo o mundo quando se fala da invenção do rádio, um cientista brasileiro expôs suas descobertas em São Paulo muito antes de Marconi e de outros: o pioneirismo do padre Roberto Landell de Moura no rádio só não foi reconhecido porque ele não fazia parte da comunidade científica internacional, sediada na Europa e nos Estados Unidos.
Quando Marconi começou suas experiências com transmissões, as ondas de rádio eram conhecidas como ondas hertzianas, por causa de Rudolf Heinrich Hertz. A conquista de Marconi foi conseguir produzir e detectar essas ondas em longas distâncias. Guglielmo Marconi nasceu numa família rica na cidade de Bolonha, de pai italiano e mãe irlandesa. Estudou nas melhores escolas e sempre demonstrou interesse pela ciência nos ramos da física e da electricidade. Começou as suas experiências em laboratório com seu pai, foi quando conseguiu enviar sinais pelo telégrafo sem fio, a uma distância de cerca de 4 km. Demonstrou o seu sistema em Inglaterra e logo fundou a sua própria empresa, Marconi's Wireless Telegraph Company Limited. Faltavam dois anos para o começo do século 20 quando ele conseguiu estabelecer as comunicações sem fio entre França e Inglaterra. Patenteou o seu sistema e em 1901, provou que as ondas sem fio não eram afectadas pela curvatura da Terra, como se acreditava: transmitiu sinais através do oceano Atlântico, entre a Grã-bretanha e o Canadá. O inventor aderiu publicamente ao regime fascista de Benito Mussolini, na Itália, em 1923. Dessa forma, ocupou importantes cargos no governo e em órgãos públicos. Foi nomeado senador, marquês e presidente da Real Academia Italiana, função que desempenhou até sua morte. Em 1931, transmitiu de Roma, por rádio, o sinal que ligou o sistema de iluminação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Numa ocasião, ao desembarcar com a mãe na Inglaterra, Marconi levava um transmissor na bagagem. Os funcionários da alfândega apreenderam o aparelho, por pensarem que se tratava de uma bomba.

Quando Marconi morreu, as estações de rádio em todo o mundo fizeram dois minutos de silêncio.

Paul Nipkow (1860-1940)



Paul Julius Gottlieb Nipkow, nasceu em 22 de Agosto de 1860 em Lauenburg na Pomerânia.

While at school in Neustadt, West Prussia, Nipkow studied telephony and the transmission of moving pictures. Após a licenciatura, foi para Berlim estudar ciências.He studied physiological optics with Hermann von Helmholtz, and physiological optics and electro-physics with Adolf Slaby. Estudou óptica fisiológica com Hermann von Helmholtz, e óptica fisiológica e electro-física com Adolf Slaby.

While still a student, he invented a device he entitled the "electric telescope". Inventou um dispositivo que é um componente chave do telescópio eléctrico qThe key component of this invention later became known as the "Nipkow disc".ue mais tarde ficou conhecido como o disco de Nipkow". Accounts of its invention state that on Christmas Eve, 1883 when he sat alone at home with an oil lamp, he conceived the idea to use a spiral-perforated disk to divide a picture into a mosaic of points and lines.Outro componente importante de sua invenção foi uma foto célula de selénio.

Nipkow applied for a patent in the imperial patent office in Berlin for his electric telescope. Nipkow solicitou um pedido de patente no escritório de patentes imperiais em Berlim para o seu telescópio eléctrico. This was for the electric reproduction of illuminating objects, in the category "electric apparatuses".German patent No. 30105 was granted on 15th January 1885, retroactive to 6th January 1884, the 30 marks fee being lent by his future wife. A patente foi concedida em 15 de Janeiro de 1885. Nipkow tinha tomado uma posição como desenhista em Berlin-Buchloh Instituto em não prosseguir o desenvolvimento do telescópio eléctrico.

The first practical television systems used an electro-mechanical picture scanning method, the method that Nipkow had helped create with his disc; he could claim some credit for the invention.Os primeiros sistemas de televisão utilizaram um electromecânico de digitalização de imagem, o método que Nipkow tinha ajudado a criar com o seu disco. Nipkow recounted his first sight of television at a Berlin radio show in 1928: "the televisions stood in dark cells. Hundreds stood and waited patiently for the moment at which they would see television for the first time. I waited among them, growing ever more nervous. Now for the first time I would see what I had devised 45 years ago. Finally I reached the front row; a dark cloth was pushed to the side, and I saw before me a flickering image, not easy to discern." Nipkow narrou a sua primeira visão da televisão num programa de rádio de Berlim, esperou pacientemente pelo momento em que eles iriam ver televisão pela primeira vez. Pela primeira vez veria o que tinha planeado há 45 anos.

A few years later, the leadership of the Third Reich saw the propaganda value in claiming television was a German invention, and in 1935 named the first public television station after Nipkow. Alguns anos mais tarde, a liderança do Terceiro Reich viu o valor da propaganda na televisão dizendo que foi uma invenção alemã, e em 1935 nomeado a primeira estação de televisão pública após Nipkow. Tornou-se presidente honorário do Conselho de televisão "da Câmara de Radiodifusão do Reich. Nipkow died on the 24th of August, 1940 in Berlin.

Nipkow morreu a 24 de Agosto de 1940, em Berlim. By government order he was given a state funeral. Por ordem do governo foi dado um funeral de Estado.



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