Masarykova univerzita



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CONSIDERAÇÕES FINAIS


Objectivo deste trabalho foi analisar o livro Rosa do Riboque e outros contos do Albertino Bragança do ponto de vista formal e temático.

No início, começámos a observar a História das ilhas de São Tomé e Príncipe e a sua influência para a formação da identidade e do Estado santomense. Os portugueses, durante os grandes descobrimentos, desembarcaram, na segunda metade do século XV, na costa de São Tomé e Príncipe e começaram a sua povoação aproveitando a sua posição estratégica. Com todas as raças diferentes que o reino português enviou às ilhas, criou-se em São Tomé uma amálgama das culturas que tem que conviver procurando a linguagem e os interesses comuns. A coexistência forçada dos habitantes diversos nas ilhas acendeu a discórdia entre os filhos da terra e os soberanos instaurados para governar as ilhas. A luta interior abriu os olhos dos ˮnativos santomensesˮ e deixou apercebê-los que cada pessoa tem o direito de ser livre. Neste momento começou a consciencialização nativista do povo santomense que desencadeou a formação da identidade nacional e a criação do Estado santomense.

No segundo capítulo, tentámos apresentar a literatura de São Tomé e as temáticas que aborda. A época que mais influencia a literatura é o período colonial que, de facto, começou a ser a primeira ˮcorrenteˮ em São Tomé e Príncipe. O colonialismo teve o impacto duro no povo santomense e por isso as temáticas tratadas na literatura abordam a posição do escravo e os seus (não)direitos, o trabalho duro nas roças, a vida quotidiana de marginalidade do povo nativo urbano e o mundo rural e, o mais, reconstroem a imagem complexa das relações sociais e dos hábitos regionais de uma comunidade. As obras da literatura pós-colonial são tão influenciadas pelo período colonial precedente que as temáticas abordam os problemas muito semelhantes.

A seguir, demonstrámos o carácter dos contos tentando descrever os aspectos importantes do quotidiano santomense, do trabalho duro do povo que sempre espera no melhor futuro, os costumes que respeitam e a paisagem com a flora exuberante que os rodeia. O primeiro conto é um testemunho da morte da Rosa Adriana que morreu para os seus amigos pelos objectos superiores duma greve contra os salários baixos dos estivadores perseguidos pela polícia. Observámos a situação difícil dum pai e da sua filha remetendo para a questão da importância da instrução dos filhos ou assistimos a um grande gesto da solidariedade dum homem onde o amor vence sobre o ódio salvando a vida humana.

No fim de nosso trabalho esperamos que este ensaio pudesse ser útil paa os leitores de Albertino Bragança e que esta análise e considerações ajudassem pelo menos entreabrir a magia e curiosidade da literatura santomense, até aos dias de hoje pouco examinada.



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