Masarykova univerzita



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« Solidariedade »


Este conto foi escrito a partir da própria experiência do autor que o escreveu numa campanha nacional para doação de sangue, transmitindo assim pensamento da ˮsolidariedadeˮ neste livro. Bragança conduz-nos a um luchan onde se passou acidente de que fora vítima o filho de Sam Gusta. O filho ferido cortara-se profundamente calcando os cacos de uma garrafa. Neste momento de aflição Sam Gusta recorre ao famoso Mécè Stlôfi, conhecedor respeitado das ervas medicinais pedindo-lhe salvar o seu filho.

É fascinante como Bragança consegue transportar-nos aos luchans e aos caminhos do mato utilizando só poucas palavras. Em linguagem simples dos personagens somos conduzidos pelos atalhos ligados com a seriedade, o saber ou o sentimento da responsabilidade do homem que é, neste conto, Mécè Stlôfi. Aqui podemos fazer de conta que Bragança intencionou, através do conselho honesto a Sam Gusta, homenagear a grande personalidade da medicina santomense Sum Mé Chinhô.

A história continua com o acto surpreendente afectuoso em que a atenção é voltada para Menémené que é a pessoa única que pode salvar o filho ferido, dando-lhe sangue de um tipo raro. O problema é que o pai de Genù, Sum Mé Sóló, jurou um dia que Menémené lhe roubou as cabras. Não foi verdade e Menémené deixou de falar com ele. O momento expressivo do conto é aquele em que Menémené supera as tensões que o opunham à família da vítima e pronuncia as palavras do compromisso: « Ódio pode pagar ódio, mas quando é „pá“ salvar vida de gente, mais de criança, ódio tem que ficar „pá“ trás. (…) eu vou dar sangue a filho dele. » Ganha assim a solidariedade face ao ódio cego, razão vence sobre a irracionalidade salientando a nobreza do homem.



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