Marta Sofia Matos da Encarnação Os Abre-te Sésamo da Imaginação


Keywords: Education, literature, extraordinary, amazement, technology



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Keywords: Education, literature, extraordinary, amazement, technology. 

 

 



 


 

iv 


 

Índice geral 

AGRADECIMENTOS 

RESUMO 


ii 

ABSTRACT 

iii 

ÍNDICE GERAL 



iv 

ÍNDICE DE SIGLAS 

ÍNDICE DE APÊNDICES 



vi 

1.  INTRODUÇÃO 

2.  FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 



2.1. 



Ali Babá e os quarenta ladrões por António Pescada 

5 

2.2. 

Ali Babá e os quarenta ladrões noutras edições 

10

 

2.2.1.  Versão da editora Teorema 

155 


2.2.2.  Versão da editora Edinter 

177 


2.2.3.  Versão da editora ULISSEIA Infantil 

188


 

2.3.  

A origem de Ali Babá e os quarenta ladrões 

22 

2.4. 

Maravilhoso vs. Tecnologia 

23 

2.5.  

A imaginação e desenvolvimento cognitivo, pessoal e emocional 

25

 

3.  ENQUADRAMENTO METODOLÓGICO 

29 


3.1. 

Objetivos do estudo 

31 

3.2. 

Participantes do estudo 

32 

3.3. 

Aplicação do estudo 

32

 

4.  ANÁLISE DOS DADOS 

33 

4.1. Reflexão sobre os resultados 



35 

5.  CONCLUSÃO 

38 

6.  REFLEXÃO FINAL 



40 

BIBLIOGRAFIA REFERENCIADA 

440 

APÊNDICES 



42 

   ATIVIDADES/TAREFAS DESENVOLVIDAS EM SALA DE AULA 

43 

  Área curricular de Português



 

44 

Apêndice I - Guião da primeira aula assistida 

44 


Apêndice II - Relato da aula assistida 

47 


Apêndice III- Reflexão da aula 

49 


Apêndice IV - Guião da segunda aula assistida 

53 


Apêndice V - Relato da aula assistida 

56 


    Apêndice VI - Reflexão da aula assistida   

 

 



 

                             58

 



 

 



Índice de siglas 

 

EB - Ensino Básico  



ESEC-UAlg - Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve  

LEB - Licenciatura em Educação Básica  

MC - Metas Curriculares  

ME1/2CEB - Mestrado em Ensino do 1.º e 2.º Ciclo do Ensino Básico  

PES - Prática de Ensino Supervisionada  

PNEBP - Programa Nacional do Ensino Básico de Português  

PNL - Plano Nacional de Leitura  

UC - Unidade Curricular 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 



 

vi 


 

Índice de Apêndices  

 

   ATIVIDADES/TAREFAS DESENVOLVIDAS EM SALA DE AULA 



43 

  Área curricular de Português



 

44 

Apêndice I - Guião da primeira aula assistida 

44 


Apêndice II - Relato da aula assistida 

47 


Apêndice III- Reflexão da aula 

49 


Apêndice VI - Guião da segunda aula assistida 

53 


Apêndice V - Relato de aula assistida 

56 


    Apêndice VI - Reflexão da aula assistida 

 

 



 

 

                             



58

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 



 

 



1.  Introdução 

O presente relatório final de Prática de Ensino Supervisionada (PES) foi elaborado para que me 

fosse permitida a  aquisição do  grau de mestre  em  Ensino do 1.º e do 2.º Ciclo  do Ensino 

Básico (ME1/2CEB). Foi  uma batalha  árdua,  mas que, certamente, valerá todo  o esforço  e 

tempo que lhe foram dedicados.  

No  início  da  minha  vida  estudantil,  tencionava  ingressar  noutra  licenciatura,  numa  área  de 

conhecimento distinta. A possibilidade de seguir o curso de Licenciatura em Educação Básica 

(LEB) surgiu mais tarde. O meu objetivo era o curso de Gestão de Empresas. Em toda a minha 

vida,  devo  ter  pensado  meia  dúzia  de  vezes  em  ser  professora  e  a  maioria  delas  ocorreram 

quando estava na escola primária.  

Quando tive de concorrer a uma universidade, as minhas dúvidas e medos vieram ao de cima. 

Gestão de Empresas é uma área que abre muitas vagas, o que podia estar interligado com uma 

elevada taxa de empregabilidade. Além disso, duvidava ser capaz de iniciar o curso, visto que 

na secundária nunca tive formação a nível económico e contabilístico, por ter vindo de Ciências 

e Tecnologias. Perante esta dúvida, surgiram as minhas lembranças de criança, do sonho de um 

dia ser uma professora. 

Sei  que  a  colocação  de  professores  pelo  concurso  nacional  está  caótica  e  os  tempos  estão 

difíceis, mas acredito ser um curso que me permite trabalhar de forma independente, como, por 

exemplo e em última instância, no auxílio de alunos com aulas particulares de apoio ao estudo. 

Candidatei-me, por isso, à LEB e hoje não me imagino noutra área. Amo a educação. Leio tudo 

o  que  consigo  e  que  a  ela  se  relaciona,  vou  a  palestras,  conferências,  congressos  e  demais 

encontros científicos. Depois oiço com alguma bonomia as «piadas» que muitas vezes passam 

nas notícias e nos programas televisivos. 

Após a conclusão da LEB, os finalistas têm de ingressar num dos mestrados: Educação Pré-       

-Escolar ou de Ensino em 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico. O pré-escolar nunca me cativou. 

As crianças são demasiado pequenas. São pouco desenvolvidas cognitivamente. Os alunos de 

2.º ciclo estimulam  mais o docente, na minha modesta opinião. A relação aluno-professor  é 

mais interessante, o que cria no segundo elemento do binómio uma empatia com a turma e um 

maior  interesse  e  entusiasmo,  conduzindo  ao  sucesso  pretendido  de  ambas  as  partes 

consideradas: discentes e docentes. 

A  escolha  para  mim  foi  fácil.  Desde  que  me  candidatei  à  licenciatura,  só  pensava  em  ser 




 

 



professora de Matemática e Ciências, no 2.º Ciclo do Ensino Básico. A escolha pelo segundo 

mestrado era, por conseguinte, certa. O 2.º ciclo é mais fascinante e motivante, porque é mais 

exigente tanto para os docentes como para os discentes. O facto de o professor ter a seu cargo 

várias turmas é mais desafiante, porque todas as turmas são diferentes e, nessas circunstâncias, 

o profissional de educação é obrigado a desenvolver múltiplas estratégias pedagógicas para que 

todas possam ter sucesso. Como tem um maior número de discípulos, acredito que não exista 

tanta monotonia que poderia criar algum desinteresse profissional. Além disso, acredito que há 

uma maior troca de experiências de vida, visto conhecer mais alunos e, por isso, mais vivências 

e realidades diferenciadas. Acho mais simples criar laços com os alunos de 2.º ciclo, porque já 

conseguem ter uma conversa madura e coerente. E, sem dúvida, que cativar a turma, é a chave 

do sucesso. 

O  ME1/2CEB  contempla  três  momentos  distintos  de  PES,  distribuídos  por  outros  tantos 

trimestres.  Cada  período  dura  cerca  de  oito  semanas,  repartidas  pelos  seguintes  escalões  de 

ensino: 


– 1.º Ciclo do EB (2.º Trimestre); 

– 2.º Ciclo do EB, no âmbito de Matemática e Ciências da Natureza (4.º Trimestre); 

– 2.º Ciclo do EB, no âmbito de História e Geografia de Portugal e Português (6.º Trimestre). 

O  presente  relatório  final,  Os  Abre-te  Sésamo  da  Imaginação,  foi  realizado  no  âmbito  da 

unidade  curricular  (UC)  de  Prática  de  Ensino  Supervisionada  (PES),  inserida  no  plano 

curricular do curso de mestrado em Ensino do 1.º e 2.º Ciclo do Ensino Básico (ME1/2CEB), 

ministrado  na  Escola  Superior  de  Educação  e  Comunicação  da  Universidade  do  Algarve 

(ESEC-UAlg). Tem por base a prática pedagógica realizada na escola Neves Júnior, pertencente 

ao Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, do concelho de Faro. 

Este  relatório  final  da  PES  refere-se  a  uma  das  áreas  de  ensino  supracitada.  Contém  pouca 

informação relativamente aos momentos de PES, porque durante as oito semanas tive de gerir 

duas  disciplinas  diferentes  (Português,  História  e  Geografia  de  Portugal)  em  simultâneo  na 

mesma turma (6.º B).  

No entanto, embora tenha estado oito semanas com o 6.º B, pude utilizar apenas duas delas (5 

tempos de 50 minutos semanais) para estudar a obra selecionada para leitura integral, visto que 

a professora-            -titular tinha optado pela lecionação de mais conteúdos programáticos, de 

modo a que esta turma não ficasse atrasada em relação às restantes da escola. 



 

 



Sempre pensei que a temática do meu relatório final da PES incidisse sobre uma intervenção 

educativa  comum  à  Língua  Portuguesa  e  à  Matemática.  Contudo,  durante  a  UC  de Análise 

Literária  do  ME1/2CEB,  elaborei  um  relatório  de  leitura  sobre  O  Romance  da  Raposa  de 

Aquilino  Ribeiro. A  obra  era  interessante  e  as  atividades  passíveis  de  serem  desenvolvidas 

pedagogicamente em sala de aula eram uma mais-valia assegurada, dado relacionarem duas 

áreas de estudo distintas:  Ciências da Natureza e Língua Portuguesa. Através da abordagem 

completa  do  texto,  seria  possível  explorar  sistemática  e  continuadamente  as  caraterísticas 

científicas, habitats e alimentação dos animais convocados pelo romance, bem como, o género 

literário da fábula, os tipos de personagens, o discurso direto e indireto, entre outros. A área das 

expressões também poderia ser desenvolvida ao longo da exploração pedagógica da obra. Teria 

tido a oportunidade de solicitar aos alunos que ilustrassem alguns momentos da história, os 

dramatizassem de forma oral ou com recurso a fantoches, construídos por eles com base nas 

caraterísticas apresentadas pelo autor. 

Durante a UC, fiz um guião de várias tarefas que seriam aplicadas numa sala de aula durante a 

PES. Porém, quando me reuni pela primeira vez com a professora-cooperante da disciplina de 

Português, ela informou-me que a obra, previamente estudada por mim, não seria lida pelos 

alunos do 6.º B, porque não constava nos planos de atividades elaborados pela Escola EB 2,3 

Dr.  Neves  Júnior,  do  agrupamento  de  Escolas  Pinheiro  e  Rosa  em  Faro.  Em  contrapartida, 

informou-me que deveríamos trabalhar o conto tradicional Ali Babá e os quarenta ladrões, na 

versão adaptada para a língua portuguesa por António Pescada. 

A obra imposta pela força das circunstâncias está recomendada pelo Plano Nacional de Leitura 

(PNL), sendo referida tanto no Programa Nacional do Ensino Básico de Português (PNEBP) 

como nas Metas Curriculares (MC). De maneira que teria de ser obrigatoriamente abordada, de 

forma integral, em contexto de sala de aula.  

Quando  li  pela  primeira  vez  o  texto  selecionado,  julguei  que  os  alunos  sentiriam  alguma 

estranheza face aos costumes aí veiculados ou nas punições corporais drásticas aplicadas ao 

longo da tessitura narrativa, visto que são comportamentos e hábitos completamente distintos 

da nossa cultura. Contrariamente ao expectável, tal não se verificou. Não se interrogaram de 



per si sobre nenhum desses momentos em particular, só o fizeram quando foram questionados 

e levados a refletir sobre a sua natureza de hipotético insólito. 

A  presença  dos  corretivos  físicos  violentos  documentados  no  relato  não  causou  burburinho 

especial na turma. O único acontecimento inusitado identificado na história – o Abre-te Sésamo 




 

 



maravilhoso concebido pelas «1001 noites» multisseculares – foi rapidamente explicado sem 

hesitações de espécie alguma. Para minha surpresa, a turma justificou a presença de todos os 

acontecimentos mágicos convocados pela diegese como produto da tecnologia concebida na 

atualidade. 

Considerei que este seria um ponto importante a ser explorado. Testar como os alunos de 2.º 

ciclo,  com  idades  compreendidas  entre  os  onze  e  treze  anos,  reagiam  ao  maravilhoso  e  o 

interpretavam, à luz dos conhecimentos científicos dos nossos dias.  

Para além disso, visto que é um texto com os costumes e hábitos religiosos muito vincados e 

constantemente  abordados,  confrontar  em  termos  complementares  as  diversas  culturas  e 

convicções religiosas postas em cena, tanto a nível sincrónico como diacrónico. 

O relatório está estruturado por seis secções, sendo a introdução a primeira. Na segunda, redijo 

o enquadramento teórico, onde fundamento alguns conceitos e informações sobre o tema do 

relatório. Na terceira, descrevo a metodologia utilizada, efetuando uma breve contextualização 

do meio onde se realizou o estudo, identificando os participantes e objetivos, e apresentando a 

sequência  de  intervenção.  Posteriormente,  procedo  à  análise  e  interpretação  dos  dados 

recolhidos,  para  finalizar  o  enquadramento  metodológico  apresento  as  conclusões  a  que 

cheguei. Termi no o relatório com uma reflexão final sobre o meu desenvolvimento pessoal e 

profissional durante a PES. 

No final deste relatório, em apêndice, poderão ser encontrados os guiões, relatos e as reflexões 

de algumas aulas em que foi explorada a obra Ali Babá e os quarenta ladrões, tal como, outros 

documentos que considere pertinentes. 


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