Marta Sofia Matos da Encarnação Os Abre-te Sésamo da Imaginação


Apêndice IV - Guião da segunda aula assistida



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Apêndice IV - Guião da segunda aula assistida 

Aluna: Marta Encarnação 

Professora-cooperante: Graça Ribeiro 

Professor-supervisor: Artur Gonçalves 

Português 

Data: 16-01-2015       Turma: 6.º B 

Nesta aula, dia 16 de janeiro de 2015, das onze horas e trinta minutos às treze horas e vinte 

minutos, os alunos continuarão o trabalho realizado nas aulas anteriores, isto é, a leitura em 

grande  grupo  da  obra  Ali  Babá  e  os  quarenta  ladrões  adaptada  por António  Pescada.  Esta 

narrativa encontra-se entre as obras e textos de leitura obrigatória para a educação literária para 

o  6.º  ano. As  Metas  Curriculares  de  Português  do  Ensino  Básico  fornecem-na  como  opção 

relativamente à obra Robinson Crusoé de Daniel Defoe. 

Durante as aulas anteriores, os alunos têm desenvolvido diversos objetivos estabelecidos pelo 

Programa Nacional do Ensino Básico de Português e pelas Metas Curriculares. 

O Programa Nacional de Português tem diversos descritores de desempenho, entre os quais, 

estão referidos os seguintes: leitura autónoma, recontar e sintetizar textos. 

O  décimo  oitavo  ponto  das  Metas  Curriculares  sugere  a  leitura  e  interpretação  de  textos 

literários.  Tem  como  subtópicos  diversos  descritores  de  desempenho  e  os  que  estão  a  ser 

explorados com esta obra são: 

1.  Ler  textos  da  literatura  para  crianças  e  jovens,  da  tradição  popular,  e  adaptações  de 

clássicos.(…) 

3. Relacionar partes do texto (modo narrativo) com a sua estrutura global. (…) 

6. Fazer inferências.(…) 

8. Manifestar-se em relação a aspetos da linguagem que conferem a um texto qualidade literária 

(por exemplo, vocabulário, conotações, estrutura). 

11. Responder de forma completa a questões sobre os textos. (Metas Curriculares de Português, 

2012) 

A meta 19.1. também propõe a identificação de contextos que reportam para outros contextos 



históricos e imaginários. 


 

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A meta 20.2. solicita a leitura dramatizada de textos  literários e  a 20.3.  pede que os alunos 

consigam expressar, oralmente ou por escrito, ideias e sentimentos provocados pela leitura do 

texto literário. 

Esta aula terá como finalidade a continuação da leitura e compreensão da obra estudada. Serão 

desenvolvidas  diversas  capacidades,  tais  como,  identificar  os  contextos  históricos  e  a 

representação do imaginário no texto, leitura de textos de tradição popular, a leitura dramatizada 

através da participação dos alunos, sendo que, cada um interpretará uma personagem.  

A aula terá início, como referido anteriormente, por voltas das onze horas e 35 minutos. Após 

a entrada dos alunos, eles realizarão as suas atividades de registo habituais. São os estudantes 

que  assinalam  as  presenças,  a  pontualidade,  a  realização  dos  trabalhos  de  casa,  etc.  Este 

momento decorre sempre nos primeiros instantes da aula. Será registado o sumário no quadro 

pelo aluno responsável com a minha indicação: 

- Leitura de Ali Babá e os quarenta ladrões: capítulo 7 e 8.  

Para introduzir a leitura, irei propor aos alunos que façam um breve resumo oral da história que 

já foi lida. Incitarei esta síntese com perguntas-tipo: «O que lemos na aula anterior? Conseguem 

recontar o último com base nas ilustrações presentes nas páginas 46 à 49?». Sei que na aula 

anterior os alunos já fizeram o resumo da parte da história já lida, contudo, considero importante 

pedir novamente porque só dois alunos participaram ativamente nessa síntese e acho que devo 

dar a hipótese a outros estudantes e, visto que, nesta aula vão utilizar a imagem como guia, 

penso que não será uma repetição porque será algo que ainda não fizeram durante a exploração 

desta  obra. Além  disso,  o  resumo  nesta  aula  terá  mais  informações  porque  avançamos  dois 

capítulos. 

Depois de a turma organizar uma síntese correta e estruturada, pedirei à turma que observe as 

ilustrações  das  páginas  52,  53,  56  58  e  que  formule  hipóteses  do  que  poderá  acontecer  no 

capítulo que será lido. 

Durante a leitura, como é normal, os alunos podem questionar algo que não compreendem e, 

por esse motivo, para que concentração e interpretação da história não seja comprometida, irei 

questionar, antes da leitura, se detetaram alguma palavra desconhecida durante a leitura que 

efetuaram em casa. Se não pronunciarem qualquer palavra, irei sugerir algumas palavras que 

considero  que  eles  desconhecem,  tais  como,  albergue,  cavalariça,  narguilé,  benevolência, 

galeria, récua, etc.. Depois das palavras «novas» serem explicadas e registadas no quadro com 

o respetivo significado, os alunos deverão anotar nos cadernos diários. 



 

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Eu irei ler a parte narrativa para que a leitura não tenha tantas hesitações (devido à falta de 

preparação da leitura) para não causar desinteresse por parte dos alunos. A parte dramática será 

realizada pelos alunos. Essa distribuição das personagens será feita antes do início da leitura. 

Serão citadas pelos alunos as falas que deverão dizer, desenvolvendo e promovendo a entoação 

mais adequada à pontuação. Neste momento, aproveitarei para relembrar com os alunos os tipos 

de  frase  (declarativa,  exclamativa,  imperativa,  interrogativa). Vários  alunos  deverão  dizer  a 

mesma fala e será avaliado em grande grupo a prestação de cada um. Acordarei com os alunos 

se deverei ler as indicações que o narrador dá entre as falas ou se eles assumem a personagem 

na totalidade sem necessidade de indicações. 

Depois  desta  preparação  da  leitura,  procederei  à  leitura.  Eu  serei  a  narradora  e  os  alunos 

selecionados serão as personagens previamente distribuídas com o seu consentimento. 

Após  a  leitura  de  cada  capítulo,  questionarei  os  alunos  sobre  a  prestação  dos  colegas  que 

interpretaram personagens. Os alunos que participaram ativamente na leitura deverão fazer uma 

autoavaliação  e  os  restantes  deverão  fazer  uma  heteroavaliação.  Este  momento,  na  minha 

perspetiva, poderá potencializar a prestação dos alunos no capítulo seguinte. 

Para concluir a leitura, pedirei aos alunos uma previsão do que acontecerá no último capítulo. 

Para  isso,  devem  basear-se  nas  ilustrações  do  último  capítulo.  Essas  conjeturas  deverão  ser 

partilhadas oralmente. 

Para terminar a aula, pedirei à turma que responda numa folha cedida por mim às seguintes 

questões: 

-  Ao  longo  da  obra  que  estamos  a  estudar,  deparamo-nos  com  vários  castigos/punições. 

Consideras as punições existentes na história justas? Porquê?  

- Se estivesses no lugar das personagens, punirias de forma diferente? Qual? Porquê? 

Se existir tempo, as respostas individuais poderão ser apresentadas à turma. 

No final da aula, o aluno responsável fará o registo do comportamento. 

A avaliação dos alunos é qualitativa. Será feita meramente através da observação, tendo como 

critérios a participação, empenho e atenção. 

 

 

 



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