Mais histórias que trazem felicidade Richard Simonetti


Isso implica em ação. Ocupar o tempo e a mente em atividade disciplinada.  Esse empenho chama-se trabalho



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Isso implica em ação. Ocupar o tempo e a mente em atividade disciplinada. 

Esse empenho chama-se trabalho. 

Quando nos dedicamos a algo produtivo, pomos ordem na casa mental, sintonizamos com os ritmos do Universo e 

guardamos a paz, o regalo do Céu. 

Detalhe importante: 

O salário do Reino não é o resultado do trabalho. 

É o próprio trabalho! 

Aqueles que mais cedo despertam para esse imperativo, desde logo sintonizam com as Fontes da Vida e se habilitam a 

uma existência feliz. 

Os retardatários sujeitam-se a problemas e dores, perturbações e dissabores, como ferragem em motor desativado. 

Entrar nesse estado sublime de sintonia com os ritmos do Universo depende de nós. 

Situemos nossa posição na Terra como a de pessoas numa praça. 

As motivações são variadas: 

„    Espairecer. 

„    Matar o tempo. 



„    Namorar. 

„    Bater papo, trocando abobrinhas. 

„    Satisfizer um vício. 

„    Ouvir música. 

„    Apreciar a pregação religiosa. 

„    Cultivar a leitura. 

Diariamente, Deus nos convida à Seara Divina. 

Há quem imagine que seria dedicar uma hora semanal ao esforço da fraternidade, atendendo pessoas carentes em 

hospitais, fivelas, organizações filantrópicas... 

O que Deus espera de nós é algo bem maior. 

Não o esforço de algumas horas, mas a consagração da existência 

Não significa que devamos passar o tempo todo em instituições de beneficência, mas que em todo o tempo encaremos 

nossas atividades e relacionamentos como parte de um contexto - o de trabalhadores da Vinha. 

Isto é, que nos comportemos, onde estivermos, guardando a consciência de que somos servidores do Senhor, com 

compromissos e responsabilidades inerentes a essa condição. 

Na praça de nossas cogitações, ocorre perene convocação, com adesões em tempo variado, envolvendo a jornada 

humana. 

„    Seis horas. 

Infância. 

„Nove horas. 

Adolescência. 

„    Meio-dia. 

Maioridade. 



„    Quinze horas. 

Maturidade. 

„    Dezessete horas. 

VelHicè. “ 

Multidões não atendem em tempo nenhum. 

Regressam  ao  Plano  Espiritual  com  lamentáveis  comprometimentos  morais,  sujeitando-se  a  amargos períodos  de 

sofrimento e desajuste. 

Por isso, Jesus diz que muitos são os chamados e poucos os escolhidos. 

Na verdade, todos são chamados. 

Se poucos os escolhidos, é porque raros atendem à convocação. 

*** 

A parábola tem uma dificuldade final de interpretação. 



Como situar a condição dos trabalhadores que começaram por último e foram os primeiros a receber o ; salário? 

Como interpretar a afirmativa: os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos? 

Bon, caro leitor, essa expressão está contida num texto imediatamente anterior, quando Mateus reporta-se ao jovem 

que não se sortiu em condições de acompanhar Jesus, porque era muito rico. 

O Mestre teria encerrado o episódio com aquele mesmo comentário, enfatizando que posições privilegiadas na Terra 

podem inibir o homem para os serviços da Seara. 

Segundo alguns exegetas, a expressão foi repetida na parábola por erro dos copistas encarregados de reproduzir os 

textos, o que acontecia, não raro. 

*** 

Poderíamos concluir, em síntese, que é fundamental não perdermos tempo na praça existencial, dispostos aos serviços 



da Seara, onde estivermos, na atividade profissional, na vida social, no convívio familiar... 

Somente assim faremos jus ao salário de bênçãos que o Senhor oferece aos que atendem à Sua convocação. 






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