Mais histórias que trazem felicidade Richard Simonetti



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Casa Desprotegida

 

Mateus, 12:43-45 Lucas, 11:24-26 

Desde os tempos mais remotos, encontramos referências à influência exercida pelos Espíritos sobre os homens. 

Na antiga Grécia, situavam-se como deuses que interferiam no destino humano, de conformidade com seus humores. 

Na Idade Média, consagrou-se a ideia do demônio, filho rebelde de Deus, especializado em induzir suas vítimas à 

perdição. 

A Doutrina Espírita, descerrando a cortina que separa a Terra do Além, demonstra que são simplesmente as almas dos 

mortos, ou homens desencarnados, agindo de conformidade com suas tendências e desejos. 

Como o Plano Espiritual é apenas uma projeção do plano físico, muitos deles permanecem junto a nós, envolvendo-

nos com seus pensamentos, ideias  e sensações. 

Na questão 459, de O Livro dos Espíritos, o mentor espiritual informa que essa influência é tão acentuada que, não 

raro, eles nos dirigem. 

 ♦♦



 

Muitos procuram os Centros Espíritas, informados de que seus males físicos ou psíquicos, que resistem a tratamento 

médico, podem guardar relação com esse assédio. 



Está certo, mas há um detalhe: 

Os casos mais graves, em que temos a presença de Espíritos rebeldes e agressivos que intentam vingar-se de passadas 

ofensas, desta ou de outras vidas, não são os mais frequentes. 

Em  sua  maioria,  sofrem  a  pressão  de  Espíritos  presos  ao  imediatismo  terrestre.  Experimentam  o  que 

chamaríamos adensamento do corpo espiritual, o perispírito, que os  leva a viver como se fossem seres humanos, 

experimentando as mesmas necessidades, relacionadas com alimentação, abrigo, sexo, vícios... 

Seu  contato  conosco  lembra  a  simbiose  que  se  estabelece  quando  determinada  planta  entranha-se  numa  árvore, 

valendo-se de seus elementos nutritivos. 

Raras pessoas escapam a essa ligação, que obedece às tendências de cada um, estabelecendo sintonia. 

Geralmente, não querem nos prejudicar. 

A expressão mais correta seria explorar. 

Exploram nosso psiquismo, servem-se dos fluidos densos que lhes possamos oferecer. 

Essa pressão nos perturba, porquanto colhemos seus pensamentos desajustados, suas ansiedades e inquietações. E nos 

exaure psiquicamente, já que agem como autênticas sanguessugas espirituais. 

A partir daí, sentimo-nos enfraquecidos, com males renitentes que resistem a todos os tratamentos. 

Há, ainda, o grave problema dos viciados do Além. Estes nos induzem ao fumo, ao álcool, às drogas, a fim de que, em 

associação psíquica, experimentem a satisfação desejada. 

E como um transe mediúnico às avessas. Ao invés do médium captar suas impressões, eles captam as sensações do 

“médium”.  

Jesus teve frequentes contatos com esses Espíritos, chamados, por seus contemporâneos, imundos, impuros, maus, 

demoníacos... 

Sempre os afastava. E antecipava o conhecimento espírita a respeito do assunto, dizendo, textualmente: 





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