Mais histórias que trazem felicidade Richard Simonetti



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- Luiz também? 

-    Claro! É o encarregado da contabilidade. 

-    Então, tudo bem. Confirmarei amanhã com sua esposa Lúcia. 

Ela não se deu por satisfeita. Pretendia checar a informação, envolvendo outras pessoas. 

Relação conturbada. Mas pode ser pior... 

 Descrença. 

Um  homem  retoma  ao  lar,  após  estafante  jornada  de  trabalho  que  se  prolongou  até  aquele  horário.  Não  avisou 

a esposa, porque o telefone estava com defeito. 

Entra em casa silenciosamente. 

Não obstante, a esposa percebe sua presença. 

-É você, Rogério? 

-    Sim, querida, sou eu - responde com voz cansada.  

Em breves momentos ela está a seu lado. 

 Aqui, alteração radical. 

Tem olhar fuzilante. 

Extremamente nervosa, indaga aos gritos: 

- Onde foi que o senhor esteve? Não me venha com mentiras! Não me venha com mentiras, ouviu?! 

Ele, nervoso, atropelando as palavras: 

 - Estava no escritório;.. Tenho na pasta um comunicado da matriz! É o relatório! Deve ser entregue amanhã, sem 

falta! Ficamos até agora levantando dados! 

-Ora, seu miserável! Cafajeste! Mau caráter! Acha que vou acreditar nessa mentira deslavada?! Telefonam para a 

matriz! Conversarei com seus subordinados! Ai de você quando descobrir o que andou fazendo!- 

Ela simplesmente não acredita no marido e vive a imaginar traições infamantes em tudo o que ele diz. 



Convivência impossível. . 

Em situação dessa natureza, a separação é quase inevitável. 

***

 

Os níveis de comportamento da esposa em relação ao marido estão subordinados, essencialmente, ao seu estágio de 



evolução espiritual e moral 

Uma mulher educada jamais se comportaria da forma como situamos o quarto caso, mesmo diante da mais deslavada 

mentira. 

Não obstante, se o marido jamais lhe houvesse mentido, revelando-se um amigo incondicional da verdade, ela, mesmo 

que dotada do espírito mais mesquinho, não podería colocar em dúvida suas afirmativas. 

Estaria preservada a confiança, garantindo relativa estabilidade ao lar. 

***

 

Talvez o mais importante, no sentido de nos dispormos ao cultivo da verdade, seja o fato de que, em relação aos 



problemas humanos, a mentira jamais os soluciona. Apenas os transfere, em regime de débito agravado. 

Podemos dispensar o cobrador, mandando dizer que não estamos em casa, mas ele voltará e a dívida será maior. 

E, antes de representar um recurso para facilitar a existência, a mentira apenas a toma mais complicada. 

O mentiroso toma-se escravo da mentira. Para sustentar a mentira inicial é obrigado a mentir sempre, comprometendo-

se moral e espiritualmente. 

Ensina Jesus (Mateus, 5:37): 

Seja o vosso “Sim", sim, e o vosso “Não", não. 

Esse procede do maligno significa que a mentira chega sempre das faixas mais escuras da personalidade humana, com 

consequências danosas para nós. 

No tesouro de nossas lembranças mais temas da infância, há a figura de Pinocchio, boneco feito gente, cujo nariz 

crescia a cada mentira, causando-lhe sérios embaraços. 

É evidente que nosso nariz não cresce quando mentimos, mas desajusta-se o nosso psiquismo, oferecendo a seguinte 

sinalização: 



„ Para os benfeitores espirituais. 

Pessoa imatura que não merece confiança. 

Para os malfeitores do Além. 

Porta que se abre à sua influência. 

Quem se habitua à mentira é candidato certo às perturbações espirituais. 

Cultivar a verdade, portanto, não é apenas uma contribuição em favor da confiança e da paz entre os homens. Trata-se 

do mínimo que devemos fazer em favor de nosso próprio equilíbrio e do melhor aproveitamento das oportunidades de 

edificação da jornada humana. 

*** 

Alguém poderá contestar: 



-    Valerá a pena tanto rigor conosco? Não estaremos em desvantagem num mundo onde as pessoas mentem até por 

comodismo? 

Respondemos com outra peigunta: 

-    O que seria do Cristianismo, se os primitivos seguidores de Jesus proclamassem, diante dos soldados romanos: 

-    Não sou cristão! 

Com essa simples mentirinha estariam livres da prisão, dos maus tratos, das feras famintas e da fogueira. 

Foi sua fidelidade à verdade uma das bases que permitiram ao Cristianismo sobrepor-se às perseguições, para fixar-se 

na Terra como supremo marco de luzes, alicerce para a edificação do Reino de Deus. 

Os testemunhos a que somos convocados hoje não são tão difíceis. 

Ninguém nos pede que morramos pelo Evangelho. Apenas que vivamos como cristãos, fiéis ao Bem e à Verdade. 

E impressionante como um comportamento autêntico acaba por impor-se às pessoas, convocando-as a meditar sobre os 

valores da Verdade, mesmo que o exemplo parta do mais humilde mortal. 

Uma jovem foi tentar a vida em São Paulo. 

Empregou-se como serviçal doméstica em casa de abastada família. 




Cuidava de suas obrigações, no segundo dia de trabalho, quando soou o telefone. Após atendê-lo foi à presença do 

patrão, que naquele momento almoçava, dizendo-lhe que a ligação era para ele. 

A resposta veio pronta: 

-    Diga que não estou. 

A jovem teve um sobressalto. 

1 O senhor quer que eu diga que está ocupado ou almoçando? 

-    Não! Diga simplesmente que não estou! 

-    Desculpe, mas isso não posso fazer... 

-    Ora essa, por quê? 

Jesus nos diz que devemos falar sempre a verdade. 

-    Você não vai mentir, menina. Apenas transmitirá um recado. 

-    Sim, mas se não for verdade estarei mentindo... 

-    Você é minha empregada! Deve fazer o que eu mando! 

-    Desculpe, mas essa ordem não posso cumprir. 





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