Mais histórias que trazem felicidade Richard Simonetti



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O médico é despenseiro  de Deus, chamado a zelar 1 pela saúde humana. Quando desprendido e generoso,  faz-se 

suporte para a ação de mentores espirituais, que com ele realizam prodígios em favor dos pacientes. 

Mas, se ele se empolga pelo dinheiro, transformando o ideal de curar no interesse em ficar rico, acabará incorrendo em 

graves falhas, praticando atos abomináveis. 

Abastada família inaugurava em festa sua ampla e confortável residência... Em dado momento a tragédia um filho de 

dois anos caiu na piscina, afogando-se. 

Um médico dispôs-se a salvá-lo. Esforço ocioso. Quando chegou, o garoto tinha expirado há vários minutos. 

Todos admiraram seu empenho, que se transformou em indignação ao: apresentar os honorários. Valor astronômico! 

Despenseiro indigno, transformou a profissão, coma qual deveria colaborar com Deus em favor da saúde humana, num 

instrumento de exploração da desgraça alheia 

No desdobramento dos serviços assistenciais, vezes inúmeras são encaminhados pacientes pobres a médicos ligados ao 

Centro Espírita Amor e Caridade, em Bauru. 

Então  sentimos o valor do conhecimento espírita. 

É

 comovente observar como confrades médicos, esclarecidos e 

conscientes, tratam desses pacientes com todo carinho, sem cogitar de remuneração! 

Peço licença, prezado leitor, para falar de uma experiência pessoal, envolvendo meu pai. 

Foi  enfermeiro,  num  tempo  em  que  esses  profissionais  tinham  um  pouco  de  médico.  Trabalhava  em  pequeno 

ambulatório, onde atendia pessoas com os mais variados problemas de saúde. 

Além dos exemplos de honestidade que legou aos filhos,  impressionava pelo espírito humanitário. Tivessem seus 

clientes dinheiro ou não, de todos cuidava Era comum comentar, após um dia de trabalho: 

- Hoje só atendi osso! 

Significava que estivera às voltas com serviços gratuitos. 




Extremamente eficiente, era sempre solicitado quando havia dificuldade em “pegar” uma veia ou passar uma sonda. 

Mão abençoada! - diziam. 

E que, despenseiro fiel em sua profissão, fazia por merecer o apoio dos mentores desencarnados que o assistiam. 

*** 

Por mais humilde seja a função que exercitamos, somos todos despenseiros de Deus. Há tarefas que o Senhor nos 

confiou. Algumas ou muitas pessoas precisam de nós. 

Quantos benefícios proporciona um motorista de ônibus prudente e atencioso, conduzindo, com segurança, dezenas de 

pessoas ao seu destino? 

E o professor que instrui seus discípulos, preparando-os para os desafios da vida? 

E o operário da coleta de lixo, que zela pela limpeza? Poderíamos viver numa cidade sem eles? 

Assim, em qualquer setor de nossa atividade, somos convocados, perante a família, a profissão, a sociedade, a cuidar 

dos interesses de Deus. 

E algo maravilhoso ter essa consciência, no desdobramento de funções, considerando, intimamente: 

- Sou um despenseiro de Deus! O Senhor confia em mim! 

A propósito do assunto, vale lembrar uma poesia de Douglas Malloch: 





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