Mais histórias que trazem felicidade Richard Simonetti


cidade reconstruída, os judeus



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cidade reconstruída, os judeus choravam pela diáspora, a sua dispersão. 

*** 


Jesus  íàla  das atribulações que  enfrentariam  os  cristãos  na  divulgação  da  mensagem, perseguidos, 

caluniados, torturados, ante as manifestações da incompreensão humana. 



Estimula-os a serem firmes, conscientes de que estariam habilitados às bem-aventuranças celestes. 

Reporta-se ainda ao futuro, anunciando o advento do Reino Divino: 

Haverá sitiais no Sol, na Lua e nas estrelas. 

Na Terra as nações ficarão angustiadas, e perplexas pelo bramido do mar e das ondas. 

Homens desmaiarão de terror, na expectativa das coisas que sobrevirão ao Mundo, pois os corpos celestes serão 

abalados. 

Então verão o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. 

Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção 

está próxima. 

Trechos assim fazem o deleite dos fundamentalistas bíblicos, pessoal que gosta de brandir a Bíblia sobre as nossas 

cabeças, como uma clava divina a verberar 

pecado. 



Ao longo dos séculos, pregadores exaltados, proclamando-se inspirados pelas potestades celestes, têm assustado seus 

ouvintes  com  esses  maus  augúrios,  como  se tudo  estivesse  prestes  a  acontecer.  E  recomendam, enfáticos,  que  se 

cuidem os fiéis para não serem colhidos pelas chamas do inferno. 

A Primeira Guerra Mundial, em 1914, foi prato cheio para os fundamentalistas, a proclamar 

0

 Apocalipse, 



0

 fim do 


Mundo e 

0

 advento do Reino de Deus. 



0 mesmo aconteceu na Segunda Guerra Mundial, em 1939. 

Na virada do milênio, novos vaticínios agourentos. Ainda hoje, seitas aferradas à letra, sem discernir o espírito da 

mensagem evangélica, falam da confusão do Mundo, envolvendo drogas, vícios, guerras e catastróficos fenômenos 

naturais-maremotos, terremotos, ciclones, enchentes -, como um anúncio do fim dos tempos e do juízo final. 

Esquecem ou ignoram que tudo isso tem acontecido desde que se formaram os primeiros agrupamentos humanos. E já 

foi até pior. 

Nos séculos passados, a par de fenômenos naturais arrasadores, doenças graves dizimavam multidões, a criminalidade 

era mais ampla e incontrolável, campeavam os vícios... 




Basta  lembrar  que  a  expectativa  de  vida  não  chegava  aos  quarenta  anos.  Hoje  está  perto  dos  setenta  no 

Brasil. Ultrapassa os oitenta, em países desenvolvidos. 

Um detalhe: é pouco provável que Jesus tenha falado í assim. 

Não era o seu jeito, a sua maneira de ser. 

Não eram essas as expressões que usava. 

A  dramaticidade  que  vemos  no  texto  evangélico  fica  por  conta  dos  próprios  evangelistas  ou  dos  copistas,  sob 

inspiração do espírito apocalíptico do Velho Testamento. 

*** „


 

No desdobramento de suas considerações e no contexto da vinda do Reino, Jesus usa uma imagem, que o evangelista 

Marcos situa como a Parábola da Figueira

Olhai a figueira, 

Quando vedes que as suas folhas começam a brotar, sabeis por vós mesmos que o verão está próximo. 

Assim, também, quando virdes estas coisas acontecerem, sabei que o reino de Deus está perto. 



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