Mais histórias que trazem felicidade Richard Simonetti


e as meretrizes creram. Mesmo vendo isto não vos arrependestes depois para crerdes nele



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e as meretrizes creram. Mesmo vendo isto não vos arrependestes depois para crerdes nele. 

*** 

Enunciado simples, significado profundo. 

0 senhor da parábola, como situa o Mestre, é Deus. Fica evidente que nas relações entre o Criador e as criaturas, o Pai 

e os filhos, há um valor básico:  

O livre-arbítrio. 



A liberdade de ir e vir, de fazer de acordo com a própria iniciativa, sem pressões ou ameaças. 

As pessoas imaginam que Deus deveria impor Sua justiça, castigando os maus, premiando os bons. 

Profitentes religiosos exaltados desejam ardentemente que a. ira divina se abata sobre árabes ou judeus, conflitados no 

Oriente Médio, conforme o time de sua preferência Desejam muitos que os fanáticos de ambos os lados, belicosos e 

agressivos, sejam atingidos pelo raio que os parta, como diria o português. 

Mas se agisse assim, Deus teria o mesmo comportamento troglodita que caracteriza esses extremistas, dispostos a 

resolver suas pendências no braço, como se fossem moleques de rua 

A responsabilidade é planta frágil. 

Só viceja em clima de liberdade. 

Imprescindível que a exercitemos, a fim de sermos responsabilizados por nossos atos, consoante a Lei de Causa e 

Efeito, tão bem definida pela Doutrina Espírita, e enunciada por Jesus, ao proclamar (Mateus, 16:27): 

... a cada um segundo suas obras. 



O pai que castiga severamente o mínimo deslize do filho, impondo-se pelo medo, sem diálogo, sem demonstrações de 

afeto,  lamentará,  mais  tarde,  os  estragos  produzidos  em  sua  personalidade  -  inibição,  insegurança,  introversão, 

timidez... 

Poderá ser pior - rebeldia, agressividade, revolta, vícios... 

Não é assim que o Pai Celeste lida com Seus filhos. Não impõe nada e sempre nos convida para a Vinha. O convite se 

expressa de várias formas: 

„    Nos princípios religiosos. 

„    Nas vidas exemplares. 

*    Nos impulsos do Bem. 

*    Nas ideias  de caráter edificante. 

O filho que responde afirmativamente simboliza os que frequentam os templos, as igrejas, os centros espíritas, 1 mas 

seu comportamento é uma negativa. 

São meros religionários, sectários de uma religião. 



Não vivenciam o aprendizado. 

De nada vale bater no peito, proclamando que aderi- a mos à Vinha do Senhor, se nossas atitudes revelam o contrário. 

O filho que responde negativamente simboliza os que, embora não vinculados a movimentos religiosos, agem com 

religiosidade, cumprindo o que deles espera Deus. 

A parábola lembra algumas expressões do Canto de Ossanha, de Baden Powell, e Vinícius de Morais: 

O homem que diz “dou” não dá, porque quem dá mesmo não diz. 

Os servidores autênticos preferem o anonimato. 

Quem exalta supostas virtudes, apenas fez propaganda de si mesmo. 

O homem que diz “vou” não vai, porque quando foi já não quis. 

Os caminheiros decididos não se enredam em meras palavras. 

De afirmativas vãs o inferno está cheio. 



O homem que diz “sou” não é, porque quem é mesmo não diz. 

Os sábios legítimos reconhecem suas próprias limitações. 

Quem se julga dono da verdade carece de humildade, apanágio da sabedoria. 

***  


Instigante a observação de Jesus: 

Os publiquemos e as meretrizes vos precederão no Remo de Deus. 

Atente a esse feto, leitor amigo: 

O Mestre não afirmou que os fariseus seriam barrados, mas que, por não serem sinceros, teriam seu ingresso retardado. 

Diríamos que, segundo a expressão popular, deveriam comer muita grama para lá chegar, enfrentando atribulações e 

dores tendentes a modificar suas disposições. 

Beleza de ideia! 



Está bem de acordo com a justiça e a bondade de 

Deus. 


Todos entraremos no Remo, sem exceção, tanto mais j depressa quanto maior o nosso empenho em favor da própria 

renovação. 

Não ficarão de fora nem mesmo os que se envolvem j com o farisaísmo, a se comprometerem na falsa religiosidade. 

Para nós podem ser detestáveis agentes do mal. 

Para Deus, apenas filhos transviados, que encontrarão, um dia, o roteiro do Bem. 

Se o fariseu passava a existência na base do vou, mas não vai, transferindo-se para o Plano Espiritual cheio de dívidas 

e compromissos não cumpridos, como entraria no Reino? ! 

Bem, se os seus comprometimentos eram com a existência humana, seria de boa lógica que os resolvessem aqui. 

Observe, prezado leitor, que, no célebre encontro com Nicodemos, Jesus proclama (João, 3:3): 



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