Mais Esperto que o Diabo


parte que determina, mais do que todas as outras, se um indivíduo faz



Baixar 1.33 Mb.
Pdf preview
Página8/12
Encontro29.07.2021
Tamanho1.33 Mb.
1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   12

parte que determina, mais do que todas as outras, se um indivíduo faz
uso positivo ou negativo de sua mente?
R – A parte mais importante do meio de uma pessoa é aquela criada pela
associação  dessa  pessoa  com  outros.  Todas  as  pessoas  absorvem  e  acabam
assumindo  para  si,  seja  consciente  ou  inconscientemente,  os  hábitos  de
pensamento daqueles com os quais eles se associam intimamente.
P – Você quer dizer com isso que o contato constante com uma pessoa
cujos  hábitos  de  pensamento  são  negativos  influencia  a  pessoa  a
formar também hábitos de pensamento negativos?
R – Sim, a Lei do Ritmo Hipnótico força cada ser humano a formar hábitos de
pensamento  que  se  harmonizam  com  as  influências  dominantes  do  seu
ambiente, principalmente a parte do ambiente criada pela associação com
outras mentes.


P  –  Então  é  importante  que  a  pessoa  selecione  com  muita  cautela
aqueles que serão seus associados?
R – Sim, os associados que se relacionam intimamente com a pessoa devem
ser escolhidos com tanto cuidado quanto a pessoa escolhe a comida com a
qual ela alimenta o seu corpo, mantendo sempre em mente o objetivo de que
ela deve associar-se com pessoas cujos pensamentos dominantes são positivos,
amigáveis e harmoniosos.
P – Que classe de associados tem a maior influência sobre uma pessoa?
R – Os associados que mais exercem influência sobre a pessoa são o parceiro
no  casamento,  que  por  sua  vez  compartilha  a  casa,  e  os  associados  nas
ocupações profissionais. Após isso, vêm os amigos íntimos e os conhecidos.
Amigos casuais e estranhos exercem pouca influência sobre a pessoa.
P – Por que o parceiro no casamento possui tão grande influência sobre
a mente de uma pessoa?
R  –  Porque  o  casamento  é  um  relacionamento  que  traz  as  pessoas  sob  a
mesma  influência  de  forças  espirituais,  de  tal  peso  que  elas  acabam
tornando-se as forças dominantes da mente.
P – Como podem as influências ambientais serem usadas para quebrar o
equilíbrio do ritmo hipnótico?
R – Todas as influências que estabelecem hábitos de pensamento acabam
tornando-se  permanentes  através  do  ritmo  hipnótico.  Uma  pessoa  pode
modificar as influências do seu ambiente de tal forma que as influências
podem  ser  positivas  ou  negativas,  e  a  Lei  do  Ritmo  Hipnótico  as  tornará
permanentes, a menos que elas sejam modificadas através dos hábitos de
pensamento.
P  –  Para  colocar  essa  verdade  de  outra  forma,  uma  pessoa  pode
submeter-se  a  qualquer  influência  do  meio  que  ela  deseje,  seja
positiva ou negativa, e a Lei do Ritmo Hipnótico fará com que essa
influência  torne-se  permanente  quando  essa  pessoa  assumir  a
magnitude  deste  hábito  de  pensamento.  É  dessa  forma  que  a  lei
funciona?
R  –  Isso  está  correto.  Tome  cuidado  com  todas  as  forças  que  inspiram
pensamentos; estas são as forças que constituem o ambiente e determinam a
natureza do destino da pessoa no planeta.
P – Que classe de pessoas consegue ter controle sobre as influências do
meio?
R – Os não alienados. Todos aqueles que são vítimas do hábito da alienação


perdem  a  sua  força  para  escolher  o  seu  próprio  ambiente.  Eles  tornam-se
vítimas de cada influência negativa do seu meio.
P – Existe alguma saída para o alienado? Existe algum método pelo qual
ele possa submeter-se às influências de um ambiente positivo?
R – Sim, há uma saída para os alienados. Eles podem parar de alienar-se,
assumir  o  controle  de  suas  próprias  mentes  e  escolher  um  ambiente  que
inspire pensamentos positivos. Isso eles conseguem obter através da definição
de propósito.
P  –  Isso  é  tudo  o  que  há  para  eliminar  o  hábito  da  alienação?  Esse
hábito é apenas um estado da mente?
R – Alienar-se nada mais é do que um estado negativo da mente, um estado
de mente conhecido pela ausência total de propósito.
P – Qual o procedimento mais efetivo que uma pessoa pode seguir para
estabelecer  um  ambiente  que  seja  útil  para  desenvolver  e  manter
hábitos de pensamentos positivos?
R – O mais efetivo de todos os ambientes é aquele pelo qual um grupo de
pessoas cria uma aliança amigável, que os obrigará a auxiliar um ao outro no
alcance  de  um  objetivo,  através  de  um  propósito  definido.  Esse  tipo  de
aliança  é  conhecida  como  “Master  Mind”.  O  Master  Mind  consiste  da
associação  de  indivíduos  cuidadosamente  escolhidos,  cada  qual
enriquecendo essa aliança com algum conhecimento, experiência, educação,
plano ou ideia, especialmente habilitados para fazer com que o objetivo de
cada um seja atingido, através de um propósito definido.
Os líderes mais bem-sucedidos, em todos os momentos da vida, buscam o
auxílio desse tipo de influência do meio, feita especialmente para servi-los.
Realizações fantásticas são impossíveis sem a cooperação amigável de outros.
Para  colocar  a  verdade  de  outra  forma,  pessoas  bem-sucedidas  devem
controlar o seu ambiente, garantindo, assim, manter total controle contra a
influência das forças negativas do meio.
P – A responsabilidade que as pessoas possuem com seus parentes faz
com que seja impossível para elas evitar a influência de um ambiente
negativo?
R  –  Nenhum  ser  humano  deve  a  outro  ser  humano  qualquer  grau  de
responsabilidade que possa roubar o seu privilégio de construir os seus hábitos
de pensamento em um meio positivo. Por outro lado, cada ser humano tem o
dever de remover do seu ambiente toda e qualquer influência que possa,
remotamente, desenvolver hábitos de pensamentos negativos.


P – Essa não seria considerada uma filosofia de “sangue-frio”?
R – Somente os fortes sobrevivem. Ninguém consegue ser forte sem remover
toda  e  qualquer  influência  negativa  de  si  mesmo,  que  possa  de  alguma
maneira  desenvolver  hábitos  de  pensamentos  negativos.  Hábitos  de
pensamentos  negativos  resultam  na  perda  do  privilégio  da
autodeterminação,  independente  do  que  ou  quem  possa  causar  esses
hábitos.  Hábitos  de  pensamentos  positivos  podem  ser  controlados  pelo
indivíduo  e  devem  ser  feitos  para  servi-lo,  na  busca  por  seus  propósitos  e
metas. Hábitos de pensamento negativo controlam o indivíduo e o privam do
privilégio da autodeterminação.
P – Deduzo, baseado em tudo o que você disse, que todos aqueles que
controlam  as  influências  do  meio  pelo  qual  os  seus  hábitos  de
pensamento são construídos são mestres de seus destinos no planeta e
que todos os outros são dominados por seus destinos terrenos. Estou
colocando essa afirmação de forma correta?
R – Perfeitamente.
P – O que estabelece os hábitos de pensamento de uma pessoa?
R – Todos os hábitos são estabelecidos devido a desejos ou motivos, inerentes
ou adquiridos. Quais sejam os hábitos, são os resultados de alguma forma de
desejo definido.
P  –  O  que  ocorre  com  o  cérebro  físico  enquanto  uma  pessoa  está
formando hábitos de pensamento?
R  –  Os  desejos  são  impulsos  de  energia  organizados,  chamados  de
pensamentos.  Desejos  que  são  mesclados  com  sentimentos  e  emoções
magnetizam  as  células  cerebrais  nas  quais  eles  estão  armazenados  e
preparam essas células para que sejam assumidas e direcionadas pela Lei do
Ritmo  Hipnótico.  Quando  qualquer  pensamento  aparece  no  cérebro,  ou  é
criado lá, e é misturado com os sentimentos puros da emoção do desejo, a Lei
do  Ritmo  Hipnótico  começa  a  agir  e,  de  uma  vez  por  todas,  começa  a
traduzir isso no seu equivalente físico. Pensamentos dominantes, que por sua
vez agem inicialmente pela Lei do Ritmo Hipnótico, são aqueles que estão
mesclados  com  os  desejos  mais  profundos  e  com  os  mais  intensos
sentimentos  envolvidos.  Hábitos  de  pensamento  são  estabelecidos  pela
repetição dos mesmos pensamentos.
P – Quais são os motivos ou desejos que mais impelem e inspiram a
ação do pensamento?
R – Os dez motivos mais comuns, que mais inspiram pensamentos voltados
para ações, são estes:


O desejo por sexo e amor;
O desejo por alimento;
O desejo por autoexpressão espiritual, mental e física;
O desejo pela perpetuação da vida após a morte;
O desejo por poder sobre outros;
O desejo por riquezas materiais;
O desejo por conhecimento;
O desejo de imitar outros;
O desejo de se sobressair sobre outros;
Os sete medos básicos.
Esses são os motivos principais que inspiram a maior parte de todas as ações
humanas.
P – E os desejos negativos, tais como a ganância, a inveja, a avareza, o
ciúme  e  o  rancor?  Esses  sentimentos  negativos  não  são  expressados
mais frequentemente do que qualquer um dos sentimentos positivos?
R – Todos os desejos negativos não são nada exceto frustrações de desejos
positivos.  Eles  são  inspirados  por  alguma  forma  de  derrota,  fracasso  ou
negligência por parte dos seres humanos em se adaptarem às leis da natureza
de forma positiva.
P – Esse é um novo ponto de vista nessa questão dos pensamentos
negativos.  Se  estou  entendendo  o  que  você  disse,  todos  os
pensamentos negativos são inspirados pela negligência ou fracasso de
uma pessoa em se adaptar harmoniosamente às leis da natureza. Isso
está correto?
R – Isso está corretíssimo. A natureza não tolerará quaisquer inatividades ou
vácuos de qualquer tipo. Todo o espaço deve ser, e na verdade é, preenchido
com alguma coisa.
Tudo nesta existência, tanto de natureza física como espiritual, deve ser e
estar  em  constante  movimento.  O  cérebro  humano  não  é  exceção  a  essa
regra.  Ele  foi  criado  para  receber,  organizar,  especializar-se  e  expressar  o
poder  do  pensamento.  Quando  um  indivíduo  não  usa  o  cérebro  para  a
expressão de pensamentos criativos e positivos, a natureza preenche o vácuo
forçando-o a agir em cima de pensamentos negativos.
Não pode haver indolência ou inatividade no cérebro. Entenda esse princípio
e você terá um novo e importante entendimento sobre as influências que o
ambiente exerce nas vidas dos seres humanos.
Você  entenderá  melhor,  também,  como  a  Lei  do  Ritmo  Hipnótico  opera,
sendo ela a lei que mantém tudo e todos em constante movimento, através
de alguma forma de expressão, tanto de princípios negativos como positivos.


A natureza não está interessada nesse tipo de moral, ela não está interessada
no certo ou no errado. Ela não está interessada na justiça ou na injustiça. O
seu interesse é unicamente de forçar tudo a expressar a ação de acordo com
a sua natureza.
P  –  Essa  é  uma  interpretação  muito  reveladora  da  forma  como  a
natureza  se  comporta.  A  quem  devo  solicitar  corroboração  das  suas
afirmações?
R  –  Aos  homens  de  ciências,  aos  filósofos,  a  todos  os  pensadores  deste
mundo. Por último, às manifestações físicas da própria natureza.
A natureza não possui nada parecido com matéria morta. Cada átomo da
matéria  está  em  constante  movimento.  Toda  energia  movimenta-se
contínua e constantemente. Não existem espaços vazios em lugar algum. O
tempo  e  o  espaço  são  literalmente  manifestações  do  movimento,  com  tal
grandeza de velocidade que não pode ser medida pelos seres humanos.
P – Por tudo que você está dizendo, uma pessoa é forçada a concluir
que as fontes de conhecimento são chocantemente limitadas.
R – As fontes desenvolvidas de conhecimento são limitadas. Todo o cérebro
de um adulto normal é um portal em potencial para todo o conhecimento
que existe através dos universos. Todo o cérebro de um adulto normal possui
dentro do seu mecanismo a possibilidade de se comunicar diretamente com
a inteligência infinita, a fonte de onde provém todo o conhecimento que
existiu, existe e existirá.
P – A sua afirmação me leva a crer que todos os seres humanos podem
tornar-se aquilo que chamam de Deus. É isso que você quer dizer?
R – Através da lei da evolução, o cérebro humano está sendo aperfeiçoado
para comunicar-se automaticamente com a inteligência infinita. A perfeição
virá  através  do  desenvolvimento  organizado  do  cérebro,  através  de  sua
adaptação às leis da natureza. O tempo é o fator que trará a perfeição.
P – O que causa ciclos de eventos recorrentes, tais como epidemias de
doenças, crises econômicas, guerras e ondas de crimes?
R – Todas as epidemias, nas quais um grande número de pessoas é afetado
de maneira similar, são causadas pela Lei do Ritmo Hipnótico, através da qual
a natureza consolidada, pensamentos de natureza similar, faz com que esses
pensamentos sejam expressados através de uma ação em massa.
P – Então, a grande crise econômica foi colocada em ação devido ao
grande  número  de  pessoas  que  foram  influenciadas  a  liberarem
pensamentos de medo? Isso está correto?


R  –  Perfeitamente.  Milhões  de  pessoas  estavam  agindo  para  conseguir
alguma coisa em troca de nada, através da aposta no mercado financeiro.
Quando  elas  de  repente  descobriram  que  tinham  conseguido  nada  por
alguma coisa, elas se aterrorizaram, correram para os seus bancos e retiraram
os seus dinheiros. E o pânico estava instalado. Através do pensamento em
massa  de  milhões  de  mentes,  todos  pensando  em  termos  de  medo  da
pobreza, a crise prolongou-se por alguns anos.
P – Pelo que você está dizendo, deduzo que a natureza consolida os
pensamentos dominantes das pessoas e os expressa através de alguma
forma de ação em massa, tais como crises econômicas, momentos de
euforia nos negócios e assim por diante. Isso está correto?
R – Você está com a ideia certa.
P – Vamos agora para o próximo dos sete princípios. Vá em frente e o
descreva.
R – O próximo princípio é o tempo, a quarta dimensão.
P – Qual a relação que existe entre o tempo e o funcionamento da Lei do
Ritmo Hipnótico?
R – O tempo é a Lei do Ritmo Hipnótico. O lapso de tempo necessário para dar
permanência aos hábitos de pensamento depende principalmente do objeto e
da natureza dos pensamentos.
P  –  Mas  entendi,  pelo  que  você  disse  antes,  que  a  única  coisa
permanente na natureza é a mudança. Se isso é verdade, então o tempo
está constantemente mudando, rearranjando-se e recombinando todas
as  coisas,  incluindo  os  hábitos  de  pensamento  das  pessoas.  Como
então poderia a Lei do Ritmo Hipnótico dar permanência aos hábitos
de pensamento de uma pessoa?
R  –  O  tempo  divide  todos  os  hábitos  de  pensamento  em  duas  classes:
pensamentos  negativos  e  pensamentos  positivos.  Os  pensamentos  de  um
indivíduo estão constantemente modificando-se e sendo recombinados para
se adequarem aos desejos desse indivíduo, mas os pensamentos não mudam
do  positivo  para  o  negativo,  ou  vice-versa,  exceto  através  do  esforço
voluntário por parte do indivíduo.
O  tempo  penaliza  o  indivíduo  por  todos  os  pensamentos  negativos  e  o
recompensa por todos os pensamentos positivos, de acordo com a natureza e
o propósito dos pensamentos. Se os pensamentos dominantes de uma pessoa
são negativos, o tempo penaliza o indivíduo construindo em sua mente o
hábito  do  pensamento  negativo,  e  então  ele  procede  para  solidificar  este
hábito em um ato permanente, durante cada segundo de sua existência. Os
pensamentos  positivos  são,  da  mesma  forma,  construídos  pelo  tempo  e


acabam tornando-se hábitos permanentes. O termo “permanência”, é claro,
refere-se  à  vida  natural  do  indivíduo.  Literalmente  falando,  nada  é
permanente.
O tempo converte hábitos de pensamento naquilo que pode ser chamado
permanência durante a vida do indivíduo.
P – Agora possuo um entendimento melhor de como o tempo trabalha.
Quais outras características possui o tempo em conexão com o destino
dos seres humanos na Terra?
R  –  O  tempo  é  o  tempero  que  influencia  a  natureza,  através  do  qual  as
experiências humanas podem ser amadurecidas em sabedoria. As pessoas não
nascem  com  sabedoria,  mas  elas  nascem  com  a  capacidade  de  pensar  e
podem,  através  do  lapso  do  tempo,  chegar  à  sabedoria  pelos  seus
pensamentos.
P – Os jovens possuem sabedoria?
R  –  Somente  em  assuntos  elementares.  A  sabedoria  vem  somente  com  o
tempo. Ela não pode ser herdada e não pode ser transferida de uma pessoa
para outra, exceto através do lapso do tempo.
P – O passar do tempo pode forçar um indivíduo a adquirir sabedoria?
R  –  Não!  A  sabedoria  vem  somente  para  os  não  alienados,  que  formam
hábitos de pensamento positivos, como uma força dominante em suas vidas.
Os alienados e todos aqueles cujos pensamentos dominantes são negativos
nunca adquirem sabedoria, exceto de coisas elementares.
P  –  Pelo  que  você  está  dizendo,  entendo  que  o  tempo  é  amigo  da
pessoa  que  treina  a  sua  mente  a  seguir  padrões  de  pensamentos
positivos,  e  inimigo  da  pessoa  que  se  aliena  em  hábitos  de
pensamentos negativos. Isso está correto?
R – Isso é precisamente verdadeiro. Todas as pessoas podem ser classificadas
como alienadas ou não alienadas. Alienadas estão sempre à mercê das não
alienadas, e o tempo faz com que essa relação seja permanente.
P – Você quer dizer que, se eu me alienar ao longo da minha vida, sem
propósito  ou  objetivo  definido,  o  não  alienado  pode  tornar-se  meu
mestre,  e  o  tempo  serve  somente  para  dar  ao  não  alienado  uma
vantagem mais forte e mais permanente sobre mim?
R – Corretamente.
P – O que é a sabedoria?


R – A sabedoria é a habilidade de relacionar-se com as leis da natureza, de tal
forma  que  elas  possam  servir  a  você,  e  a  habilidade  de  relacionar-se  com
outras pessoas, de tal forma que você possa ganhar a cooperação harmoniosa
e consciente dessas pessoas, para ajudarem você a conseguir qualquer coisa
que queira da vida.
P – Então, conhecimento acumulado não é sabedoria?
R – Céus, não! Se conhecimento fosse sabedoria, as realizações da ciência
não seriam convertidas em instrumentos de destruição.
P – O que é necessário para converter conhecimento em sabedoria?
R – Tempo mais o desejo por sabedoria. A sabedoria nunca pode ser imposta a
uma pessoa. Ela é adquirida, se é que é adquirida, pelo pensamento positivo,
através de um esforço voluntário e pessoal.
P – É seguro para todas as pessoas ter conhecimento?
R – Nunca é seguro para qualquer pessoa ter um conhecimento extensivo
sem sabedoria.
P –Em que idade a maioria das pessoas começa a adquirir sabedoria?
R – A maioria das pessoas que adquire sabedoria o faz após ter passado a
idade dos 40 anos. Antes desse período, a maioria das pessoas está muito
ocupada angariando conhecimentos e os organizando em planos em vez de
gastar o tempo no esforço em conseguir sabedoria.
P  –  Qual  circunstância  da  vida  é  mais  apta  para  levar  uma  pessoa  a
adquirir sabedoria?
R  –  Adversidade  e  fracasso.  Essas  são  as  linguagens  universais  de  que  a
natureza  se  utiliza  para  transmitir  sabedoria  a  todos  àqueles  que  estão
preparados para recebê-la.
P – A adversidade e o fracasso sempre trazem sabedoria?
R – Não, somente para aqueles que estão prontos para receber a sabedoria e
voluntariamente procuraram por ela.
P  –  O  que  determina  o  quão  pronta  está  uma  pessoa  para  receber  a
sabedoria?
R – O tempo e a natureza dos hábitos de pensamento.
P – Conhecimento adquirido recentemente equivale-se a conhecimento
já testado e comprovado?


R  –  Não.  Conhecimento  testado  através  do  intervalo  do  tempo  sempre  é
superior àquele que é recentemente adquirido. O tempo dá ao conhecimento
a definição em termos de qualidade, quantidade e confiabilidade. Nunca se
pode ter certeza de um conhecimento que não tenha sido testado.
P – O que é um conhecimento confiável?
R – É o conhecimento que se harmoniza com a lei natural, o que significa
que é baseado em pensamentos positivos.
P – O tempo modifica e altera os valores do conhecimento?
R  –  Sim,  o  tempo  modifica  e  altera  todos  os  valores.  Aquilo  que  é
conhecimento apurado hoje pode tornar-se nulo e inválido amanhã, devido
ao  rearranjo  do  tempo,  dos  fatos  e  valores.  O  tempo  modifica  todos  os
relacionamentos humanos para melhor ou para pior, dependendo da forma
pela qual as pessoas se relacionam umas com as outras.
No  domínio  dos  pensamentos  existe  um  momento  em  que  é  próprio  para
semear  as  sementes  destes,  e  existe  um  momento  próprio  para  fazer  a
colheita deles, da mesma forma como existe o momento correto para plantar
e para colher no solo da terra. Sem a medição adequada do tempo entre a
semeadura e a colheita, a natureza modifica ou retém as recompensas da
semeadura.
P – Vá em frente agora e descreva os dois últimos dos sete princípios.
R – O próximo princípio é a harmonia. Observando-se toda a natureza, pode-
se encontrar provas de que toda a lei natural acontece de maneira ordenada,
através  da  Lei  da  Harmonia.  Por  meio  do  funcionamento  dessa  lei,  a
natureza força tudo o que estiver dentro dos limites de um determinado
ambiente a relacionar-se de forma harmoniosa. Entenda essa verdade e você
terá uma nova e intrigante visão da força do ambiente. Você entenderá por
que a associação com mentes negativas é fatal para todos aqueles que estão
em busca da autodeterminação.
P  –  Você  quer  dizer  que  a  natureza  voluntariamente  força  os  seres
humanos a se harmonizarem com as influências do seu meio?
R – Sim, isso é verdade. A Lei do Ritmo Hipnótico impõe à força sobre cada ser
humano as influências dominantes do ambiente em que ele vive.
P – Se a natureza força os seres humanos a sofrerem a influência do
ambiente em que eles vivem, que meios disponíveis existem para eles
escaparem de um ambiente de fracasso e pobreza quando, na verdade,
eles desejam fugir desse meio?
R  –  Eles  devem  mudar  imediatamente  desse  ambiente  ou  permanecerão


orientados e envoltos pela pobreza. A natureza não permite que ninguém
escape das influências do seu ambiente.
Contudo, a natureza, em sua abundante sabedoria, dá a cada ser humano o
privilégio de estabelecer o seu próprio ambiente mental, espiritual e físico.
Entretanto,  uma  vez  que  ele  tenha  escolhido  o  seu  ambiente,
invariavelmente ele acabará se tornando parte dele. Esse é o funcionamento
inexorável da lei da harmonia.
P  –  Em  uma  associação  com  fins  comerciais,  por  exemplo,  quem
estabelece a influência dominante que determina o ritmo do ambiente?
R  –  O  indivíduo  ou  os  indivíduos  que  pensam  e  agem  com  definição  de
propósito.
P – É simples assim?
R – Sim, a definição de propósito é o ponto de partida pelo qual um indivíduo
deve estabelecer o seu próprio ambiente.
P – Acho que não consegui acompanhar bem o seu raciocínio. O mundo
inteiro  está  dividido  pela  guerra  e  pelas  crises  econômicas  e  ainda
outras formas de crises e rixas que podem representar qualquer coisa,
exceto harmonia. A natureza não parece estar forçando as pessoas a se
harmonizarem  uns  com  os  outros.  Como  você  explica  essa
inconsistência?
R – Não há inconsistência. As influências dominantes do mundo são, como
você diz, negativas. Muito bem, a natureza está forçando os seres humanos a
se harmonizarem com as influências dominantes do ambiente do mundo.
Manifestações de harmonia podem ser tanto positivas quanto negativas. Por
exemplo,  um  grupo  de  homens  em  uma  prisão  pode,  e  eles  geralmente
pensam  e  agem  de  maneira  negativa,  mas  a  natureza  faz  com  que  a
influência dominante da televisão seja impressa em cada indivíduo que está
presente nela. Um grupo de pessoas orientadas para a pobreza e que vivem
em  apartamentos  pode  lutar  contra  si  mesmo  e  aparentemente  resistir  a
todas as formas de harmonias, mas a natureza faz com que cada um torne-
se uma parte da influência dominante da casa em que eles vivem.
Harmonia, da forma como o seu significado está sendo utilizado aqui, quer
dizer que a natureza inter-relaciona todas as coisas que são similares através
de todos os universos. As influências negativas são forçadas a associarem-se
umas com as outras, não importando onde elas possam estar. As influências
positivas  são,  tanto  quanto  as  negativas,  definitivamente  forçadas  a
associarem-se umas com as outras.
P  –  Estou  começando  a  entender  por  que  líderes  de  negócios  bem-


sucedidos são tão cuidadosos na escolha de seus associados. Homens
bem-sucedidos  em  quaisquer  ramos  geralmente  estabelecem  o  seu
próprio  ambiente  cercando-se  de  pessoas  que  pensam  e  agem  em
termos de sucesso. Essa é a ideia?
R – Essa é exatamente a ideia. Observe com atenção que a única coisa que os
homens  bem-sucedidos  exigem  é  que  a  harmonia  impere  entre  os  seus
associados.  Outra  característica  de  pessoas  bem-sucedidas  é  que  elas  se
movimentam  com  definição  de  propósito  e  insistem  para  que  os  seus
associados façam o mesmo. Entenda essas duas verdades e você entenderá a
diferença que existe entre um Henry Ford e um trabalhador comum.
P – Agora me fale sobre o último dos sete princípios.
R  –  O  último  princípio  é  a  cautela.  Próximo  ao  hábito  de  alienar-se,  a
característica humana mais perigosa é a falta de cautela.
As pessoas alienam-se em todos os tipos de circunstâncias danosas devido ao
fato  de  que  elas  não  exercem  a  cautela,  planejando  os  movimentos  que
fazem.  O  alienado  sempre  se  move  com  a  ausência  de  cautela.  Ele  age
primeiro e pensa depois, se é que ele pensa. Ele não escolhe seus amigos. Ele
aliena-se e permite que pessoas se liguem a ele nos seus próprios termos. Ele
não escolhe uma ocupação. Ele aliena-se na escola e fica satisfeito quando
consegue o primeiro emprego que lhe garante apenas alimentação e agasalho.
Ele convida as pessoas a enganá-lo nos negócios pelo fato de não se informar
das regras do negócio. Ele convida a doença, negligenciando informar-se das
regras para ter uma saúde perfeita. Ele convida a pobreza por negligenciar
proteger-se contra as influências do ambiente daqueles que são orientados
para  a  pobreza.  Ele  convida  o  fracasso  em  cada  passo  que  ele  dá  ao
negligenciar  o  exercício  da  cautela  para  observar  o  que  faz  com  que  as
pessoas fracassem. Ele convida o medo, em todas as suas formas, pela sua
falta de cautela em examinar as causas do medo. Ele fracassa no casamento
porque ele negligencia usar a cautela na escolha de sua parceira, e ele usa
ainda  menos  cautela  nos  seus  métodos  de  relacionar-se  com  ela  após  o
casamento. Ele perde os seus amigos ou os converte em inimigos, devido à
sua falta de cautela em relacionar-se com eles de maneira adequada.
P – A cautela está faltando para todas as pessoas?
R – Não. Somente para aquelas pessoas que adquiriram o hábito da alienação.
O  não  alienado  sempre  age  com  cautela.  Ele  cuidadosamente  pensa  em
todos os passos dos seus planos antes de começá-los. Ele abre precedentes
para as fragilidades humanas dos seus associados e planeja antecipadamente
como resolvê-los.
Se ele enviar um mensageiro em uma missão importante, ele manda alguma
outra pessoa para ter certeza de que o mensageiro cumpriu a sua missão.
Então,  ele  verifica  ambos  para  ter  certeza  de  que  os  seus  desejos  foram


cuidadosamente cumpridos. Ele cuida de todos os detalhes, mesmo daqueles
que parecem sem importância, e utiliza a cautela como meio de garantir o
seu sucesso.
P – A cautela excessiva não é tão prejudicial quanto a falta de cautela?
R – O que você chama de cautela excessiva, na verdade, é uma expressão do
medo. Medo e cautela são duas coisas totalmente diferentes.
P  –  As  pessoas  não  se  enganam  confundindo  o  medo  por  cautela
excessiva?
R – Sim, isso algumas vezes acontece, mas a maioria das pessoas criam para si
mesmas muito mais desastres e situações danosas para suas vidas pela total
falta do hábito da cautela do que pelo excesso desta.
P – Qual a forma mais vantajosa de se utilizar a cautela?
R – Na seleção dos associados e nos métodos de relacionar-se com estes. A
razão para isso é óbvia. Os associados constituem a parte mais importante do
ambiente  de  uma  pessoa,  e  as  influências  do  ambiente  determinam  se  a
pessoa forma o hábito de alienar-se ou se ela se torna um não alienado. A
pessoa  que  exercita  a  cautela  na  escolha  dos  seus  associados,  nunca  se
permite estar intimamente associada com qualquer pessoa que não traga para
ela,  através  da  associação,  alguma  forma  definida  de  benefício  mental,
espiritual ou econômico.
P – Esse método de escolher associados não seria egoísta?
R – É um método sensível e que leva para a autodeterminação. É o desejo de
qualquer  pessoa  normal  encontrar  sucesso  material  e  felicidade.  Nada
contribui mais para o sucesso e a felicidade de uma pessoa do que a escolha
cuidadosa de seus associados. A cautela na seleção dos associados torna-se,
por isso, a missão de toda pessoa que queira tornar-se feliz e bem-sucedida. O
alienado  permite  que  seus  associados  mais  próximos  liguem-se  a  ele
considerando  os  próprios  termos  deles.  O  não  alienado  cuidadosamente
escolhe os seus associados e não permite que ninguém se torne intimamente
associado a ele sem que contribua com alguma forma de influência útil ou
benéfica.
P – Nunca ocorreu a mim que a cautela na seleção de amigos seria tão
definitiva  para  o  sucesso  ou  o  fracasso  de  uma  pessoa.  Todas  as
pessoas  bem-sucedidas  agem  com  cautela  na  seleção  de  seus
associados,  seja  na  esfera  comercial,  social  ou  profissional  de  seus
relacionamentos?
R  –  Sem  o  exercício  da  cautela  na  escolha  de  todos  os  seus  associados,


ninguém pode estar certo do sucesso, seja em qual área de atuação for. Por
outro lado, a falta de cautela traz consigo algum tipo de derrota em qualquer
área de atuação.


E
RESUMO
xistem  três  coisas  interconectadas  dentro  da  minha  entrevista  com  o
Diabo que mais me interessam. Esses três fatores me interessam porque
foram as influências mais importantes da minha vida, um fato que qualquer
leitor da minha história consegue facilmente discernir. Os três fatores mais
importantes são: o hábito de alienar-se, a Lei do Ritmo Hipnótico, através da
qual todos os hábitos acabam se tornando permanentes, e o elemento tempo.
Esse trio de forças invariavelmente está presente no destino de todos os
homens, de forma inviolável. Essas três forças acabam tendo um novo e mais
importante significado quando são estudadas e combinadas como uma força
grupal. Não precisa ter muita imaginação e nem muito conhecimento sobre
as leis naturais para entender que a maior parte das dificuldades nas quais as
pessoas se encontram são suas próprias criações. Além disso, as dificuldades
raramente são o resultado de circunstâncias imediatas. Elas geralmente são o
ápice de uma série de circunstâncias, as quais foram consolidadas através do
hábito da alienação, com a colaboração do tempo.
Samuel Insull não perdeu o seu império industrial de 4 bilhões de dólares
como resultado da crise econômica. Ele começou a perder muito antes da
crise,  quando  ele  tornou-se  vítima  de  um  grupo  de  mulheres  que  o
seduziram,  tornando  seus  talentos  de  grande  utilidade  pública  em  uma
grande ópera. Se em algum momento um homem na mais alta posição do
mundo  financeiro  despencou  devido  ao  poder  da  alienação,  do  ritmo
hipnótico e do tempo, esse homem foi Samuel Insull. Eu estou escrevendo
sobre o senhor Insull baseado em um conhecimento profundo sobre a sua
pessoa e as causas dos seus problemas, os quais datam desde o tempo em que
eu servi com ele durante a Primeira Guerra Mundial, até o momento da sua
tentativa doentia de fugir de si mesmo.
Henry Ford passou pela mesma crise que arruinou o senhor Insull, mas
Ford passou pela crise sem um arranhão e acabou no topo. Você quer saber a
razão? Eu lhe contarei. Ford tem o hábito de não alienar-se em nenhum
assunto. O tempo é um poderoso amigo de Ford, porque ele formou o hábito
de usá-lo de forma construtiva e positiva, com a ajuda de pensamentos de
sua própria criação, cercado por planos próprios.
Pegue qualquer circunstância que você deseje, meça com referência ao
seu  relacionamento  com  o  hábito  da  alienação,  do  ritmo  hipnótico  e  do
tempo, e você certamente terá as causas mais apuradas de todo o fracasso ou
de todo o sucesso.
Franklin D. Roosevelt assumiu seu gabinete com um estrondo durante o
seu primeiro mandato. Mas ele tinha um propósito principal em mente, e esse
propósito era bem definido. Seu objetivo era parar o estampido do medo e


fazer  com  que  as  pessoas  começassem  a  pensar  e  falar  em  termos  de
prosperidade nos negócios em vez de crise.
Ao trabalhar na busca de seu propósito, não havia alienação. As forças de
toda a nação estavam consolidadas e moviam-se como uma só, ajudando o
presidente a alcançar o seu propósito definido. Pela primeira vez na história
da América, os jornais de todas as inclinações políticas, as igrejas de todas as
denominações, as pessoas de todas as raças e cores e as organizações políticas
de todos os partidos uniram-se formando uma força estupenda, com o único
objetivo de ajudar o presidente a restaurar a fé e as relações comerciais no
país.
Em  uma  conferência  realizada  entre  o  presidente  e  um  grupo  de
conselheiros de emergências, poucos dias após ele assumir a presidência, eu
perguntei a ele qual era o seu maior problema. Ele respondeu: “Não é uma
questão de maior ou menor; nós temos apenas um problema, e este problema
é parar o medo e suplantá-lo com a fé”.
Antes do final do seu primeiro ano, o presidente havia vencido o medo e o
suplantado pela fé. E a nação estava vagarosamente, mas no caminho certo,
para sair de uma vez por todas da selva da crise. No final do seu primeiro
mandato – marque bem o elemento tempo –, o presidente havia consolidado
de forma tão efetiva as forças dos negócios americanos e da vida privada que
ele tinha uma nação inteira o apoiando, pronta, desejosa e entusiasticamente
apta a segui-lo, não importando o caminho que ele seguisse.
Estes  são  fatos  bem  conhecidos  para  todo  mundo  que  tenha  lido  os
jornais ou escutado o rádio.
Então, veio outra eleição presidencial e a oportunidade para as pessoas
expressarem sua fé no seu líder. Elas a expressaram com uma vitória sem
precedentes na política americana, e o presidente assumiu o gabinete para
um segundo mandato com uma votação quase unânime, perdendo somente
em dois estados.
Agora, observe como a roda da vida começou a reverter-se e voltar-se para
outra direção. O presidente mudou a sua política, baseada em definição de
propósito, e entrou para a indefinição e para a alienação.
A sua mudança na política dividiu o poderoso partido trabalhista e fez
com que mais da metade desse grupo ficasse contra ele. Ele dividiu o que
antes era quase sólido em ambas as casas do Congresso, e, mais importante do
que isso, ele dividiu o povo americano em dois grupos, prós e contras, e com
um resultado final que o que sobrou daquele presidente foi somente o seu
sorriso de um milhão de dólares e seu aperto de mão firme – obviamente, não
o suficiente para fazê-lo reconquistar o poder que ele uma vez teve na vida
americana.
Aqui, então, temos o excelente exemplo de um homem que foi aos céus
com grande força, através da definição de propósito, e desmoronou para o


ponto de partida pelo hábito da alienação. Tanto na subida quanto em sua
queda,  pôde-se  ver  claramente  o  funcionamento  da  alienação  e  da  não
alienação,  alcançando  um  pico  através  do  poder  do  ritmo  hipnótico  e  do
tempo.
Em toda a minha vida, o Diabo teve uma dramática história para contar
sobre os seus negócios comigo. Ele viu eu me alienar e me desalienar em
oportunidades de negócios, os quais muitos teriam dado tudo o que tinham
para tê-las. Ele viu eu me alienar na minha política de relacionamento com
os outros, particularmente na minha falta de cautela nos negócios.
A  circunstância  que  me  salvou  do  controle  fatal  da  Lei  do  Ritmo
Hipnótico foi a definição de propósito com a qual, finalmente, eu dediquei
toda a minha vida para a organização de uma filosofia de realização pessoal,
orientada  para  o  sucesso.  Alienei-me  em  algum  momento  ou  outro,  em
pequenas  ações  e  decisões,  mas  a  minha  alienação  foi  anulada  pelo  meu
propósito  maior,  que  era  o  suficiente  para  restaurar  a  minha  coragem  e
colocar-me no caminho da busca do conhecimento, em todas as pequenas
derrotas.
Aprendi  alguma  coisa  da  natureza  danosa  do  hábito  da  alienação
enquanto estava engajado em analisar mais de 25 mil pessoas na conexão
com a organização da lei do sucesso. Essas análises mostraram que somente
duas de cada cem pessoas possuem um objetivo definido na vida. As outras
98  foram  pegas  pelo  hábito  da  alienação.  Parece-me  mais  do  que  uma
coincidência de que minhas análises claramente corroboraram as afirmações
do Diabo, de que ele controla 98 de cada cem pessoas, devido justamente ao
hábito da alienação.
Olhando para o passado e analisando a minha própria carreira, eu posso
ver claramente que eu poderia ter evitado a maioria das derrotas temporárias
com  as  quais  eu  me  deparei  se  eu  tivesse  naquele  momento  seguido  um
plano para obtenção do meu maior propósito na vida.
Da minha experiência em ter analisado os problemas de mais de 5 mil
famílias, eu sei, definitivamente, que a maioria das pessoas casadas que se
desarmonizam um com o outro o fazem devido a acúmulo de um grande
número de pequenas circunstâncias no seu casamento, as quais poderiam ter
sido  esclarecidas  e  contornadas  no  momento  em  que  foram  criadas,  se
houvesse uma política definida para fazê-lo. Eles não vivem a sua vida de
casal com definição de propósito.
Assim  a  história  é  feita,  desde  o  princípio  dos  tempos.  O  homem  que
possui o plano mais definido, com propósito e força, caminha para a vitória.
Os outros correm para conseguir abrigo e acabam sob a liderança daqueles
que são mais determinados.
A resposta não é difícil de encontrar, não há necessidade de olhar para o
céu para encontrá-la. Da minha parte eu preferiria procurar a resposta no


Diabo, porque ele me contaria rapidamente que a vitória vai para as pessoas
que  sabem  o  que  querem  e  que  estão  determinadas  a  consegui-la.  Elas
dominaram o hábito da alienação. Elas possuem políticas definidas, planos
definidos  e  objetivos  definidos.  A  sua  oposição,  que  muitas  vezes  está  em
número maior, não tem chance alguma contra elas, porque a oposição não
possui  um  plano,  nenhum  propósito  e  também  não  possui  uma  política,
exceto a de alienar-se, esperando que alguma coisa possa vir de algum lugar
para ajudá-las. Naquelas três breves frases, você possui todas as informações
necessárias  para  distinguir  com  clareza  a  diferença  entre  o  sucesso  e  o
fracasso, a força e a falta dela.
Chegamos  agora  perto  do  fim  de  nossa  visita  através  deste  livro.  Se
fôssemos tentar colocar em apenas uma frase a coisa mais importante que eu
tentei expressar através deste livro, seria algo do tipo:
“Os  desejos  dominantes  podem  ser  cristalizados  nos  seus  equivalentes
físicos, através da definição de propósito, amparada por planos definidos, com
a cooperação da lei natural do ritmo hipnótico e do tempo.”
Aí você tem a fase positiva da filosofia de realização pessoal que eu tentei
descrever através deste livro, com o máximo de brevidade e simplicidade. Se
você expandir a filosofia com o propósito de adaptá-la às circunstâncias da
vida, você verá que ela é tão grande quanto a vida em si mesma, que ela
cobre todos os relacionamentos humanos, todos os pensamentos humanos,
objetivos e também desejos.
Então, aqui estamos, no final da mais estranha de todas as milhares de
entrevistas que eu fiz com as maiores personalidades, por um período de mais
de cinquenta anos de trabalho, na minha procura pelas verdades da vida,
que levam à felicidade e à segurança econômica.
É estranho, no entanto, que, após ter tido a cooperação ativa de homens
como Carnegie, Edison e Ford, eu tenha sido compelido finalmente a ir até o
Diabo  para  encontrar  um  conhecimento  prático  do  maior  de  todos  os
princípios revelados na minha procura pela verdade. Como é estranho que eu
tenha sido forçado a experimentar a pobreza, o fracasso e a adversidade, em
centenas de formas, antes de ter tido o privilégio de entender e utilizar a lei
da natureza que neutraliza essas armas e as elimina de nosso caminho. Mas o
mais  estranho  de  toda  esta  dramática  experiência  que  a  vida  me
proporcionou é a simplicidade da lei pela qual, se eu a tivesse entendido,
poderia ter transmutado meus desejos de forma substancial, sem ter de me
submeter tantos anos a períodos de miséria e dureza.
Eu  enxergo  agora,  no  final  da  minha  entrevista  com  o  Diabo,  que  eu
estava carregando em meus próprios bolsos os fósforos com os quais o fogo da
adversidade estava me queimando. E eu vejo também que a água com a qual
esse fogo poderia ter sido extinguido estava em grande abundância, sempre
disponível, esperando pelo meu comando.


Eu procurei pela pedra filosofal com a qual o fracasso pode ser convertido
em sucesso somente para aprender que tanto o sucesso quanto o fracasso são
resultados das forças evolucionárias do nosso dia a dia, através do qual os
pensamentos dominantes são costurados ponto a ponto e transformados nas
coisas  que  queremos,  ou  nas  coisas  que  não  queremos,  de  acordo  com  a
natureza desses pensamentos.
Infelizmente,  eu  não  entendia  essa  verdade  no  momento  em  que
alcancei a idade da razão, porque, se a tivesse entendido, teria sido capaz de
desviar dos obstáculos que fui forçado a pular, enquanto caminhava no “vale
da sombra” da vida.
A história da minha entrevista com o Diabo agora está em suas mãos. Os
benefícios que você receberá dela serão da exata proporção do pensamento
que ela inspira em você. Para beneficiar-se da leitura desta entrevista, você
precisa concordar com cada porção dela.
Você somente tem que pensar e chegar às suas próprias conclusões em
relação a cada parte desta entrevista. O quão razoável ela é. Você é o juiz, o
jurado  e  o  advogado,  tanto  da  defesa  quanto  da  acusação.  Se  você  não
vencer o seu caso, a perda e a causa da perda serão somente suas.


U
EPÍLOGO
ma noite, um velho índio cherokee contou ao seu neto sobre uma luta
que estava a acontecer dentro dele. Ele disse: “Meu filho, esta luta é
entre  dois  lobos.  Um  é  mau:  raiva,  inveja,  ganância,  medo,  arrogância,
desespero,  autopiedade,  mentira,  sentimento  de  inferioridade,  culpa,
orgulho  e  ego.  O  outro  é  bom:  alegria,  coragem,  paz,  autodeterminação,
serenidade,  humildade,  bondade,  empatia,  verdade,  compaixão  e  fé”.  O
neto, ouvindo tudo atentamente, então perguntou ao avô: “Qual dos lobos
vence?”.  O  velho  cherokee  respondeu  simplesmente:  “Aquele  que  eu
alimento”.
Muito já se escreveu sobre a batalha entre o bem e o mal. Mas, mesmo
com toda a tecnologia que hoje nos rodeia, permanecemos basicamente com
os mesmos questionamentos do passado: quem somos? De onde viemos? O
que estamos fazendo aqui? Para onde vamos?
Perguntas  simples,  mas  que,  mesmo  se  colocássemos  todos  os  maiores
computadores  do  mundo  lado  a  lado,  não  conseguiríamos  decifrá-las.
Procuramos  incessantemente,  quase  que  diariamente,  por  respostas.  Na
verdade,  internamente  somos  peritos  em  grandes  questionamentos,  e  na
maior parte das vezes buscamos as soluções externamente, seja nas religiões,
nas filosofias de vida, ou nos cultos dos mais variados tipos.
Napoleon  Hill  decidiu  buscar  respostas  com  ninguém  menos  do  que  o
próprio Diabo. Figura mitológica para alguns, fonte de medo e desespero para
outros.  O  fato  é  que  o  Sr.  Hill  conseguiu  colocar  em  forma  de  entrevista
aquilo que muitos de nós questionamos há muito tempo.
Independente da religião, culto ou filosofia de que possamos fazer parte,
o Diabo mexe com nossa imaginação e nos faz parar e refletir sobre a sua real
natureza. O Diabo efetivamente existe? Quem o alimenta? Não seria, por
acaso,  nosso  Ego,  que  busca  incessantemente  pela  nossa  valorização
momentânea em detrimento do verdadeiro ganho da virtude?
Conforme  aprendemos  com  o  Dr.  Hill,  a  alienação  hoje  ocorre  não
somente com os meios que foram descritos no livro, que por sua vez data de
1938, mas também com novos e poderosos instrumentos que o Diabo utiliza
para  alcançar  os  seus  objetivos:  as  drogas,  a  internet,  os  videogames,  os
aplicativos de celulares e tudo o que a tecnologia trouxe de informação e
comodidade ao alcance fácil de nossos dedos. Outrossim, nunca estivemos
tão afastados de nós mesmos digerindo nossa mais nova ingestão tecnológica.
Com  relação  às  pessoas,  então,  conhecemos  profundamente  o  perfil  dos
nossos principais amigos nas redes sociais, mas participamos cada vez menos
do que se passa de verdade no coração e na mente desses amigos e amigas.
Pode  existir  maior  alienação  do  que  esta?  Nos  afogamos  em  meio  à


modernização e parece que o bote salva-vidas está longe, cada vez mais longe
de nosso alcance.
Caminhamos hoje com muita pressa e utilizamos a mais alta tecnologia
para saber de coisas que, no passado, saberíamos meses depois, quem sabe
anos…
Mas ainda temos junto de nós o mapa que pode nos colocar no verdadeiro
caminho  da  autorrealização,  e  esse  mapa  encontra-se  no  lugar  menos
procurado hoje em dia: nossa mente e nosso coração.
Qual foi a maior armadilha que o Diabo criou para o homem? Foi, sem
dúvida, plantar na sua mente a incerteza de sua existência. Assim como o
fracasso e o sucesso devem ser considerados armadilhas mentais, pois ambos
provêm dos pensamentos dominantes que acabam se tornando aquilo que
mais desejamos.
Analisando-se  a  Lei  do  Ritmo  Hipnótico,  que  também  pode  ser
considerada como Lei da Inércia da Vida, temos que os nossos pensamentos
dominantes acabam por se tornar equivalentes físicos no nosso cotidiano. Ou
seja, se cultivarmos a mente encoberta pelo medo, pela culpa e pela dúvida,
acabamos tendo atitudes relacionadas a esses sentimentos, e não precisamos
ser experts para saber que tipo de resultados alcançaremos. Ao passo que, se
cultivarmos a mente preenchida com pensamentos de fé, coragem, gratidão
e alegria, com certeza chegaremos aos resultados a que aspiramos.
O desafio é como conseguir isso… Parece fácil manter a mente positiva,
mas o dia a dia nos mostra o quanto de nossa atenção permanece focada em
coisas  que  na  verdade  não  correspondem  à  estratégia  principal  do  nosso
sonho.
Os problemas que aparecem em nossas vidas tomam boa parte de nosso
tempo, e acabam por fazer com que desviemos nossa atenção para aquém de
nossa meta principal. Aprendemos que devemos planejar, planejar e, quando
estiver  tudo  planejado,  devemos  planejar  mais  ainda.  Entretanto,  isso  nos
leva  à  concretização  de  nossas  metas?  Ou  seria  mais  inteligente
estabelecermos um objetivo principal e aproveitarmos todas as oportunidades
que aparecem em nosso caminho?
Já dizia Zoroastro: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás a Deus e a todo
o  universo”.  O  verdadeiro  sentido  da  vida,  que  vem  sendo  buscado  pelos
maçons, rosa-cruzes, illuminati e demais ordens e religiões de todo o universo,
certamente não está impresso em nenhum livro, mas aqueles que tiverem a
coragem  de  vencer  os  seus  medos  e  se  arriscarem  na  aventura  da  busca
pessoal provavelmente encontrarão a verdade. E ela, por certo, estará mais
perto  do  que  jamais  imaginaram.  Seja  qual  for  o  mapa  utilizado  para
encontrar o caminho, a Bíblia, a Torá, o Alcorão, os Vedas, ou todos os demais
livros  sagrados  das  religiões,  não  podemos  esquecer  nunca  que  eles  são
somente  o  mapa  e  não  o  território,  e  que  a  mensagem  é  muito  mais


importante que o fato histórico. A mensagem contém em si mesma a sua
própria verdade. Entretanto, ela somente passa a ter real existência se for
praticada e se servir para fazer com que todos os homens e mulheres deste
mundo  possam  viver  o  pleno  sucesso.  Que,  por  sua  vez,  não  se  trata  de
acumulação  de  riquezas  materiais,  mas  sim  do  tributo  à  alegria,  à
simplicidade e à tão desejada paz de espírito.
Este livro foi um presente deixado pelo Dr. Napoleon Hill ao mundo. Ficou
73 anos escondido, por motivos não tão bem esclarecidos, mas o fato é que a
mensagem é viva e cabe a cada um de nós interpretar baseado em nossas
próprias  experiências  de  vida.  Quando  perguntaram  a  Napoleon  Hill  se  a
entrevista  havia  sido  efetivamente  feita  com  a  presença  do  Diabo,  ele
respondeu: “Após a leitura do livro, cabe a cada um tirar as suas próprias
conclusões.  Mais  ouro  já  foi  extraído  dos  pensamentos  dos  homens  e
mulheres deste mundo do que em todas as minas existentes em todos os
tempos no planeta Terra”.
Faça a sua parte! Faça deste livro seu livro de cabeceira e dê um exemplar
de presente àquela pessoa que você mais estima.
Que assim seja!
Sincera e fraternalmente,
M. Conte Jr.






Compartilhe com seus amigos:
1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   12


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal