Maiara dos santos dias



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tese 13144 MAIARA DIAS - VERSÃO FINAL




MAIARA DOS SANTOS DIAS 
GEOGRAFIA HISTÓRICA, CIDADE E MEMÓRIA:
NARRATIVAS QUE REVELAM A FORMAÇÃO TERRITORIAL
DE ITABATà(BA) 
Dissertação apresentada ao Programa 
de Pós-Graduação em Arquitetura e 
Urbanismo da Universidade Federal do 
Espírito Santo (PPGAU-UFES), como 
requisito final para obtenção do grau de 
Mestre em Arquitetura e Urbanismo.
Orientador(a): Profª. Drª. Eneida Maria 
Souza Mendonça. 
Vitória (ES) 
2019 


 
 


 


AGRADECIMENTOS 
A vida é repleta de ciclos, fases e obstáculos, que nos permitem crescer e, ao mesmo 
tempo, nos tornam mais fortes. Um desses ciclos acaba de ser finalizado com esta 
dissertação de mestrado, resultado de uma pesquisa de dois anos de muito trabalho. 
Não sou mais a mesma Maiara, fui transformada pelo conhecimento, o verdadeiro 
devir, como dizia o filósofo Heráclito: “tudo flui e nada permanece”. Conheci pessoas 
incríveis, aprendi muito sobre a sociedade, cidade e economia, além do valor da 
memória para uma comunidade, e para mim mesma que cresci em Itabatã. Ao final 
de todo esse processo de crescimento e devir, só me resta agradecer ao Universo por 
tantos encontros e desencontros, obstáculos e conquistas. 
Agradeço à Universidade Federal do Espírito Santo, que me acolheu desde 2010 
quando iniciei a graduação, por todo conhecimento e experiências que pude adquirir 
no âmbito acadêmico. Agradeço imensamente à Capes/CNPq por todo apoio 
financeiro, não apenas no mestrado e fomento desta pesquisa, mas em minha 
trajetória acadêmica. À professora Eneida Mendonça (UFES), por sua orientação e 
todo o aprendizado de seus ensinamentos, sua paciência e incentivo para que eu 
pudesse finalizar esta pesquisa, e também continuar nos estudos. As experiências 
que adquiri no laboratório do Núcleo de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da UFES 
(NAU-UFES), foram cruciais para minha evolução no âmbito acadêmico, e vão marcar 
para sempre minha trajetória. 
Agradeço imensamente à minha família, por sempre me incentivar nos estudos e ser 
para mim um porto seguro, o motivo de muitas realizações que tive na vida. Obrigada 
mãe (Maria Helena Reis dos Santos), pai (Manoel Nunes Dias), e minhas admiradas 
irmãs (Manuela Dias e Mileide Dias) por todo amparo, e também pelo encorajamento, 
principalmente nos momentos de aflição. Agradeço em especial ao meu pai Manoel 
Dias pela grande contribuição nos levantamentos, pois me ajudou a entrar em contato 
com os moradores e ainda me levou para realizar as entrevistas, com toda paciência 
e interesse do mundo. Além disso, devo agradecê-lo profundamente por todo esforço 
em estar presente nas etapas de minha trajetória nos estudos. Ainda hoje me recordo 
de uma entrevista para uma bolsa escolar, em que meu pai interrompeu seu trabalho, 
na época temporário, e compareceu mesmo com respingos de tinta em sua roupa. 
Grande parte do que sou hoje, e das minhas maiores conquistas devo a ele. 


Às professoras que compõem a banca Doralice Sátyro Maia e Ana Lucy Oliveira 
Freire, pelas orientações e indicações de leituras com a banca de qualificação, que 
foram fundamentais para nortear o trabalho. O olhar de vocês permitiu enriquecer o 
trabalho de maneira única, obrigada! 
Aos moradores de Itabatã que se dispuseram a contar sobre a história do lugar. Sem 
os relatos e fotografias de vocês este trabalho seria impossível. Agradeço 
especialmente ao Seu Tixa (Sr. Firmino Griffo Ribeiro) e seus familiares, pelas 
preciosas informações e toda a atenção dadas à pesquisa.
Ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, especialmente às funcionárias da 
biblioteca e do Arquivo público, pelas informações e excelente atendimento. 
Agradeço ao querido Syã Fonseca, pela compreensão e incentivo para prosseguir 
nessa desafiadora pesquisa. Por ter acompanhado de perto cada avanço deste 
trabalho, cada momento de dúvida e de descoberta; você sabe muito bem o empenho 
investido, e as inúmeras dificuldades que enfrentei. 
Às queridas (ARQ)amigas e aos amigos que estiveram próximos nesses dois anos, e 
que compreenderam minhas ausências, torcendo para tudo acabar bem. Vocês me 
encorajam a cada novo desafio. 
Aos colegas do mestrado, e demais professores da UFES que contribuíram na 
formação do conhecimento necessário para desenvolver esta pesquisa. Também aos 
meus professores ao longo de minha trajetória na vida, que buscaram reconhecer meu 
potencial, e me motivam ainda hoje. 
Todos vocês foram muito importantes para a concretização deste trabalho, que 
realizei com tanta dedicação e afeto. O caminho foi longo e desafiador, mas no final 
só me resta agradecer, pois tudo é evolução. 
Muito obrigada! 


RESUMO 
O processo de urbanização tem se acentuado nas últimas décadas, associado, 
sobretudo, à globalização e ao desenvolvimento capitalista. Dessa maneira, constata-
se o considerável crescimento de pequenos núcleos urbanos com desenvolvimento 
pautado, majoritariamente, nos interesses do capital, em detrimento de princípios mais 
humanos. Isso reestrutura o papel das cidades, e dificulta a preservação da paisagem 
como herança cultural no processo de desenvolvimento urbano, afetando a identidade 
e a memória coletiva. Essa problemática está diretamente relacionada ao contexto de 
Itabatã, distrito localizado no município de Mucuri, Extremo Sul da Bahia, na fronteira 
com o Espírito Santo. Nas últimas três décadas, Itabatã tem apresentado um 
crescimento urbano acelerado, pautado em valores econômicos, e impulsionado pela 
instalação da antiga fábrica Bahia Sul Celulose, em 1989, (hoje Suzano S.A.). Esse 
crescimento acelerado desconsiderou o contexto histórico de Itabatã, que atualmente 
é um pequeno núcleo urbano inserido na dinâmica econômica global. O distrito não 
possui qualquer registro de sua história ou cultura, sendo esta pesquisa o primeiro 
estudo acadêmico sobre Itabatã. Nesse sentido, esta pesquisa tem como objetivo 
principal recompor e analisar a narrativa histórica da formação territorial de Itabatã 
(BA), enfatizando os processos socioespaciais e econômicos que, ao longo do tempo, 
transformaram um povoado rural em um pequeno núcleo urbano. Dessa maneira, 
investiga-se a Geografia Histórica da sede de Itabatã em múltiplas escalas, 
enfatizando sua recente origem, vinculada à construção da rodovia BR-101 na década 
de 1960, até seu momento atual de expansão urbana, em 2019. A abordagem tem 
como referência os estudos sobre território e Geografia Histórica dos autores: Abreu 
(1998; 2000; 2014), Moraes (2005), Maia (2006) e Vasconcelos (2009). Devido à 
escassez de informações históricas acerca de Itabatã, na metodologia foram 
empregados métodos mistos, pautados principalmente na história oral. Logo, foram 
realizadas entrevistas semiestruturadas com pessoas-chave, que conhecem a origem 
de Itabatã; também foram coletados dados de décadas anteriores e atuais (IBGE, 
SEI/Ba, IGHBa), pesquisa em instituições e bibliotecas do município, jornais locais e 
da região, estudos acadêmicos, relatos de viajantes do século XIX, entre outras 
fontes. A partir do levantamento e análises, foi possível elaborar a periodização e linha 
do tempo, destacando-se quatro períodos principais na formação territorial de Itabatã. 
Constatou-se que as principais fases de crescimento populacional e de expansão da 
malha urbana estão diretamente relacionadas às etapas de expansão da produção de 
papel e celulose. Também foram identificadas mudanças significativas na paisagem e 
nas relações sociais. As pontuais melhorias em infraestrutura e o crescimento 
econômico favoreceram a recente valorização do solo, associada à especulação 
imobiliária e ao espraiamento da ocupação territorial. Por fim, foram revelados 
conflitos e desigualdades, além de transformações que têm fomentado novas 
dinâmicas socioeconômicas em Itabatã. 

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