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Cenografia e Produção de arte – Cenário sobre as águas e decoração naturalista



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Cenografia e Produção de arte – Cenário sobre as águas e decoração naturalista

Uma cidade com tamanho e dimensões reais, um trabalho inédito de engenharia e arquitetura, em se tratando de construções cenográficas. Assim é a fictícia Tapiré, projeto do cenógrafo Alexandre Gomes, que teve como referência as moradias da região amazônica, para onde a equipe de cenografia viajou a fim de fazer uma pesquisa mais cuidadosa e detalhada. Na cidade cenográfica construída no Projac, nada foi adaptado. Tudo foi construído para ser – de fato – uma cidade ribeirinha próxima às encontradas na floresta tropical.

A primeira etapa do projeto foi escavar uma área de 5700 metros quadrados dentro do Projac. Em seguida, foram levantadas as casas e os decks, feitos com madeira e tapumes, que recriam com exatidão o clima das comunidades que vivem sobre as águas. Ao todo, são 22 construções, como o armazém, a delegacia, a escola, a igreja, o bar boate e as palafitas. Todos com interior que poderão ser utilizados como ambiente de cena.

E, por último, foi construído um lago, com uma profundidade para navegação de canoas e barcos. Tudo pensado para transmitir o máximo de realismo às cenas. Para garantir a renovação da água, foi instalado na estrutura aquática um sofisticado sistema de filtros e bombas.

Outro destaque da cenografia, em Tapiré, é o projeto paisagístico composto integralmente por plantas naturais. Desde a massa verde do lago, formada por gigogas e acácias, até a horta de Vó Tita (Analu Prestes) que terá uma variedade imensa de ervas medicinais e temperos característicos da região amazônica.

Afinado com a cenografia, o trabalho da produção de arte, assinado por Marcus Figueiroa, enaltece as belezas tropicais. “Quando se tem a floresta tropical como um dos cenários principais da história, não é preciso muita interferência. É muito mais rico deixar a natureza falar por si”, diz Marcus, que quer dividir com o público o impacto que a natureza teve sobre ele.

Os elementos para a construção dos cenários foram encontrados no próprio texto e na linguagem jovial da trama. A novela de Bernstein e Gregório é ambientada no Rio de Janeiro e na cidade fictícia de Tapiré, e Marcus teve como missão transpor o universo da floresta tropical para as terras cariocas. “É uma releitura do que vimos por lá, mas tudo crível e interessante de ser mostrado. Vamos recriar esse universo, seguindo sempre a tipologia local”, garante o produtor de arte.

Para isso, todos os objetos de cena e as construções artesanais foram confeccionados com os tipos de madeira, encontrados no Rio, que mais se assemelham aos originais da região da Amazônia, sendo o mais fiel possível à realidade, com toda a preocupação ecológica. Para navegar na cidade cenográfica de Tapiré, toda feita com casas de palafitas, a equipe de produção de arte mandou fazer seis canoas em formato específico para rios.

Nas casas ribeirinhas, a decoração é bem simples. “A região não tem muita variedade de flores, então os moradores enfeitam suas casas com flores de plástico. É tudo muito colorido e criativo”, diz Figueiroa.

Ainda para os cenários de Tapiré, a produção de arte fez calendários com imagens da região amazônica e muitos cartazes que ficarão expostos na sala da escola onde Celina (Mariana Rios) leciona. “É uma turma com crianças de várias idades e, por isso, temos cartazes com o alfabeto e até com palavras em inglês. Nos inspiramos até nos nomes dos alunos de lá, para criar o cartaz com a chamada de presença”, explica Marcus.

Nos cenários do Rio, o conceito continua o mesmo, e um bom exemplo disso é a cozinha de Heloísa (Flávia Alessandra). O programa de televisão, de culinária, do qual ela é apresentadora, é feito diretamente de sua casa. E, apesar de ser uma mulher rica e de dominar a arte da gastronomia, seu cenário é realista, sem sofisticação. “É uma cozinha bem equipada, mas nada pedante, nada pretencioso. Fica claro que é uma cozinha em casa”, explica Marcus.

Purificação e passagem. Essas são duas definições para o símbolo do “Grupo”, que está presente em muitos – e importantes – momentos da trama. A fim de desenvolvê-lo, foram feitas pesquisas de diversos símbolos medievais e de sociedades secretas para encontrar algo em comum entre eles. “Gosto da ideia de labirinto, e o Gustavo (Fernandez, diretor-geral), da chave. Assim, nasceu o nosso símbolo de ‘Além do Horizonte’, com muito conteúdo latente e que ainda permite aplicações visuais, arquitetônicas e simbólicas mesmo”, finaliza o produtor de arte.





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