Álvaro de Souza Gomes Neto



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Reflexões finais 

 

Revela-se  assim  uma  mudança  expressiva  realizada  no  Estado  luso,  no  plano  político-



administrativo,  onde  os  tratados  firmados  a  partir  de  1750  expressavam  estes  objetivos, 

complementando  de  uma  maneira  transformadora  o  processo  de  ocupação  de  áreas  meridionais.  O 

que  interessou  ressaltar,  todavia,  foi  a  necessidade  de  se  identificar  que  tipo  de  Estado  atuou  no 

processo  de  expansão  e  ocupação  portuguesa,  na  área  platina  oriental,  e  no  sul  do  Brasil-colonial. 

Mostrou-se,  num  primeiro  momento,  o  ressurgir  do  Estado  Nacional  português,  pós-Restauração, 

assim  como  sua  composição  orgânica  e  seu  pensamento  político-administrativo;  posteriormente, 

expuseram-se  as  mudanças  ocorridas,  em  função  da  crise  econômica  e  territorial  e  de  uma  nova 

ideologia política.  

O  processo  de  ocupação  dos  espaços  territoriais  ao  sul  do  Brasil  colonial  foi  difícil  e 

trabalhoso  para  a  Coroa  portuguesa.  Esta  teve  de  modelar-se,  adaptar-se  às  circunstâncias 

geopolíticas, administrar a posse tanto pela força quanto pela diplomacia. Nessa situação adversa, ou 

nas  várias  situações  adversas,  os  portugueses  souberam  aliar-se  ao  Estado  espanhol  quando 

necessário e combater esse mesmo Estado, quando o braço armado pedia uma imposição e medição 

de  forças.  O  Estado  luso  se  remodelou  internamente,  em  função  também  da  necessidade  de  mudar 

suas táticas para garantir de vez a ocupação do território que hoje é conhecido como o estado do Rio 

Grande do Sul, a última fronteira do Brasil Colonial.  

 



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