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Colonização alemã no Rio Grande do Sul



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Colonização alemã no Rio Grande do Sul

Em meados de 1824, iniciava-se o processo de imigração alemã na região Sul do Brasil. Motivadas pelo governo brasileiro, ainda no reinado de D. Pedro I, que concedeu vários benefícios e vantagens, um grande número de famílias alemãs deixou sua terra natal na esperança de condições melhores.

Sabidamente as condições de vida na Europa, no período que antecedeu a imigração não eram das melhores. Muitas comunidades sofriam com a fome, e tinham à sua frente a destruição deixada por Napoleão Bonaparte e seus anseios de dominação. (STEFFEN, 2003, pág. 17).

Em contrapartida, o governo brasileiro estava convencido da necessidade de povoar o Sul do Brasil para garantir a posse do seu território, visto que recém tinha rompido suas relações com Portugal, através do processo de Independência, concretizado em 7 de setembro de 1822. Além disso, havia a necessidade de recrutar soldados para reforçar o exército.

Com isso, foi criado, pelo governo imperial, um departamento especial para atender ao serviço da colonização, ficando encarregado o Major alemão Jorge Antônio Von Schaeffer de contratar colonos para o empreendimento projetado. Iniciando sua tarefa, mandou distribuir boletins impressos em que prometia aos que resolvessem emigrar as seguintes vantagens:



    • Pagar as passagens dos alemães que quisessem vir colonizar o Brasil.

    • O não impedimento à liberdade do culto professado pelos colonos, fosse ele qual fosse. Essa liberdade, dizia ele, era garantida pela constituição do império.

    • Dar a cada colono e a cada chefe de família, uma propriedade de terras, livre e desembaraçada, com área de 160.000 braças quadradas, parte que foi adquirida em campos para pastagens, terras para a lavoura e parte em mata virgem.

    • Conceder, gratuitamente, a cada colono, o equivalente ao tamanho da família: cavalos, bois, vacas, ovelhas, porcos e outros.

    • Pagar a cada colono diariamente, durante o primeiro ano, a quantia de um franco e, no segundo ano, a metade por membro da família.

    • Sendo colonos durante os dez primeiros anos, seriam isentos de pagar direitos, tanto de seus rendimentos, como de qualquer outros bens que possuíam, e isentá-los, durante esse período, de qualquer serviço do Estado.

    • Os colonos ficavam obrigados a formal renúncia à nacionalidade de origem.

Como se vê, eram extraordinárias as vantagens oferecidas aos colonos dispostos a se estabelecerem nas terras do Novo Mundo e, sendo assim, muitas famílias resolveram tentar a sorte. Apesar das múltiplas dificuldades a superar, venderam suas terras, desfizeram-se dos objetos disponíveis e levaram o que lhes parecia aproveitável. Iniciaram a longa viagem para o desconhecido. (ASSMANN, 2002, pág. 12).

Os primeiros alemães chegaram a Porto Alegre em 18 de julho de 1824. Tão logo, foram enviados para a desativada Real Feitoria do Linho Cânhamo, um estabelecimento agrícola do governo, que não gerara resultados, localizado a margem esquerda do Rio dos Sinos. Em 25 de julho do mesmo ano, quando as 9 famílias – totalizando 39 pessoas – dessa primeira leva de imigrantes chegou ao seu destino, tal feitoria foi batizada de Colônia Alemã de São Leopoldo.


Imagem 1.2: Pintura retratando a chegada dos primeiros imigrantes alemães do Rio Grande do Sul, em 1824



Fonte:http://www.saoleopoldo.rs.gov.br/home/show_page.asp?user=&id_CONTEUDO=38&codID_CAT=21&imgCAT=&id_SERVICO=&categoria=%3Cb%3ECidade%3C/b
Conforme Steffen (2003, pág. 30), com a crescente vinda de famílias, em 1828, muitas delas foram para uma localidade chamada de Portugiserschneiss, onde pouco havia além da mata virgem. “A localidade tinha o nome de São José do Hortêncio, tendo sido criada em 1827, pelo governo imperial brasileiro. Havia ali grandes extensões de terra com alguns criadores de gado.” (STEFFEN, 2003, pág. 30)

Assim, muitas famílias chegaram à região do Vale do Caí, instalando-se primeiramente em São José do Hortêncio e também em Linha Nova. Destas, partiram para outras colônias abrindo picadas, defrontando-se com problemas, especialmente feras que habitavam as matas de então. (STEFFEN, 2003, pág. 31)








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