Luana lais schwantes museu da cerveja



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Carta de Atenas

A Carta de Atenas, escrita em outubro de 1931, apresenta as conclusões e deliberações da Sociedade Internacional de Museus sobre a proteção de monumentos históricos. Aborda questões como administração, legislação, valorização, materiais de restauração, deterioração, técnicas de conservação...

No item III, que fala sobre a valorização dos monumentos, podemos destacar uma recomendação importante para o projeto do Museu da Cerveja:

A conferência recomenda respeitar, na construção dos edifícios, o caráter e a fisionomia das cidades, sobretudo na vizinhança dos monumentos antigos, cuja proximidade deve ser objeto de cuidados especiais.

Em certos conjuntos, algumas perspectivas particularmente pitorescas devem ser preservadas. (Carta de Atenas, 1931, pág. 2)

Uma vez que o projeto almeja uma edificação nova integrando as construções centenárias, é necessário dispensar especial atenção à forma que este irá assumir. O mesmo não deve descaracterizar o conjunto existente.





      1. Carta de Veneza

Aprovada durante o II Congresso Internacional de Arquitetos e Técnicos dos Monumentos Históricos, realizado em maio de 1964, a Carta de Veneza define:

Artigo 1º - A noção de monumento histórico compreende a criação arquitetônica isolada, bem como o sítio urbano ou rural que dá testemunho de uma civilização particular, de uma evolução significativa ou de um acontecimento histórico. Estende-se não só às grandes criações, mas também às obras modestas, que tenham adquirido, com o tempo, uma significação cultural.

Artigo 2º - A conservação e a restauração dos monumentos constituem uma disciplina que reclama a colaboração de todas as ciências e técnicas que possam contribuir para o estudo e a salvaguarda do patrimônio monumental. (Carta de Veneza, 1964, pág. 1)

A carta aborda questões como a finalidade da conservação e restauração, dada como a de salvaguardar tanto a obra de arte como o testemunho histórico do monumento, estabelece os parâmetros de conservação, restauração, intervenções em sítios monumentais e escavações, além de explicar a forma como se deve proceder em relação à documentação e publicação desses trabalhos.

De caráter obrigatório para o projeto sugerido pela presente pesquisa, a Carta de Veneza será fundamental principalmente no que diz respeito aos seguintes artigos:

Artigo 5º - A conservação dos monumentos é sempre favorecida por sua destinação a uma função útil à sociedade; tal destinação é portanto, desejável, mas não pode nem deve alterar à disposição ou a decoração dos edifícios. É somente dentro destes limites que se deve conceber e se pode autorizar as modificações exigidas pela evolução dos usos e costumes.

Artigo 9º - A restauração é uma operação que deve ter caráter excepcional. Tem por objetivo conservar e revelar os valores estéticos e históricos do monumento e fundamenta-se no respeito ao material original e aos documentos autênticos. Termina onde começa a hipótese; no plano das reconstituições conjeturais, todo trabalho complementar reconhecido como indispensável por razões estéticas ou técnicas destacar-se-á da composição arquitetônica e deverá ostentar a marca do nosso tempo. A restauração será sempre precedida e acompanhada de um estudo arqueológico e histórico do monumento.

Artigo 12º - Os elementos destinados a substituir as partes faltantes devem integrar-se harmoniosamente ao conjunto, distinguindo-se, todavia, das partes originais a fim de que a restauração não falsifique o documento de arte e de história. (Carta de Veneza, 1964, pág. 2-3)






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