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ARQUITETURA / RE-ARQUITETURAS



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ARQUITETURA / RE-ARQUITETURAS

Desde 1999, o professor José Artur D’Aló Frota ministra no Programa de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura da UFRGS, em Porto Alegre, uma disciplina denominada Re-arquiteturas.

A disciplina procura a reflexão sobre o papel do projeto ante os espaços da memória, partindo de uma nova postura “atemporal” de conceber a forma e o sentido histórico da arquitetura e do lugar, entendendo a construção da cidade moderna enquanto um enfrentamento contemporâneo consciente de suas pré-existências. (FROTA, 2004, pág. 110).

Ao contrário de algumas décadas atrás, o arquiteto atual precisa levar em conta que nossas cidades não são tábuas rasas; de acordo com Frota (2004, pág. 111) elas têm uma história, espaços, lugares, edifícios, equipamentos ou mesmo objetos urbanos de uso público que precisam ser considerados na hora de desenvolver um projeto. Contam também com uma série de problemas, que o profissional precisa conhecer, para assim tentar amenizar, quando não possíveis de correção.

O assunto vem ao encontro do objetivo do trabalho: temos uma arquitetura pré-existente, com significativo valor histórico, porém, no momento, sem uma função.

Arquitetura é antes de mais nada construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço para determinada finalidade e visando à determinada intenção. (Costa, 1940)

A finalidade para a qual o conjunto foi projetado se perdeu ao longo dos anos, o que deixa objetiva a necessidade de uma intervenção que restaure e, ao mesmo tempo, reabilite o lugar. Re-arquiteturas se encaixa nesse programa ao colocar, diferentemente da tendência adotada pelas instituições de preservação histórica, que consideram os edifícios como peças museológicas e limitam o processo de intervenção à recomposição de determinadas características, que é preciso resgatar a história e, ao mesmo tempo, incorporá-la ao presente.

Cabe ao arquiteto e urbanista refletir constantemente sobre a relação da cidade construída, expressa como permanente, e a inserção de novos programas, transpondo o obstáculo com o qual se depara em um primeiro momento. É necessário permitir a interação entre existências, compreender a singularidade de cada situação, conhecer a história da arquitetura e do lugar para compreender os potenciais de projeto.





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