Livro Mitos Gregos



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Paulo Sérgio de Vasconcellos
MITOS GREGOS
Livro_Mitos_Gregos  1/17/07  9:45 AM  Página I


MITOS
MITOS
Livro_Mitos_Gregos  1/17/07  9:45 AM  Página II


GREGOS
GREGOS
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Livro_Mitos_Gregos  1/17/07  9:45 AM  Página IV


São Paulo
1998
Paulo Sérgio de Vasconcellos
MITOS GREGOS
Livro_Mitos_Gregos  1/17/07  9:45 AM  Página V


Livro_Mitos_Gregos  1/17/07  9:45 AM  Página VI


Faetonte e o carro do Sol  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11
Orfeu e Eurídice  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14
Narciso  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .17
Prometeu, o primeiro benfeitor da humanidade  . . . . . . . . . . . . .21
Teseu e o Minotauro, Dédalo e Ícaro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .24
As aventuras de Hércules  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .28
– O nascimento e a primeira façanha do herói  . . . . . . . . . . . .28
– Os doze trabalhos de Hércules – I  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .32
– Os doze trabalhos de Hércules – II  . . . . . . . . . . . . . . . . . . .36
A guerra de Tróia  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .39
– As origens da guerra de Tróia  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .39
– A ira de Aquiles  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .46
– A morte de Heitor  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .52
– O calcanhar de Aquiles  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .58
– O cavalo de madeira e o fim de Tróia  . . . . . . . . . . . . . . . . .61
O retorno de Odisseu  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .68
– Odisseu e o ciclope  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .68
– Na ilha da feiticeira Circe  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .74
– Odisseu vai ao reino dos mortos  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .77
– Os novos perigos da viagem  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .80
– A chegada de Odisseu e o massacre dos pretendentes  . . . . .83
Os deuses gregos  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .86
– Genealogia divina – Os principais deuses  . . . . . . . . . . . . . .87
– A soberania de Zeus e sua esposa Hera  . . . . . . . . . . . . . . . .88
– Afrodite e Ártemis, a deusa do amor e a virgem caçadora   .91
– Ares e Dioniso  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .97
– Apolo e Palas Atena  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .102
– Hermes e Hefesto  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .106
– Deméter e Possêidon, divindades da terra e do mar  . . . . . .109
Questionários  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .113
Respostas  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .128
Índice
Livro_Mitos_Gregos  1/17/07  9:45 AM  Página VII


Os mitos gregos estão por toda parte ainda hoje.
Estas narrativas, que um dia povoaram não só a
imaginação como também a vida cotidiana de todo
um povo, perduraram no tempo e ainda hoje
fascinam escritores, cineastas, escultores, psicólo-
gos, antropólogos, etc. etc. Pode-se fazer delas o uso
mais variado, mas é curioso que guardam, em si
mesmas e por si mesmas, um interesse inabalável
para os leitores comuns, pessoas que sempre sentirão
prazer em mergulhar na poesia de deuses nada
perfeitos, cheios de defeitos muito humanos, ninfas
que definham de amor por mortais, heróis que
redimem a humanidade, vozes encantadoras de
sereias, monstros brutos de um olho só, derrotados
pela inteligência do homem. Os estudiosos podem
tentar analisar os mitos como forma primitiva de
explicação racional do universo, como ciência
ingênua e rudimentar; outros podem vê-los como
projeção de nossa vida inconsciente, etc. — o mito
sobrevive a qualquer tentativa reducionista de
enquadrá-lo em termos que não são os seus, reduzi-
lo a alguma “chave” que supostamente o desvende
— ele sobrevive inatingível, com o impacto de sua
força narrativa. “O mito é o nada que é tudo”, já disse
Fernando Pessoa, criador de mitos, como todo poeta.
Este livro reconta alguns mitos do vasto
repertório de histórias da Grécia antiga, pensando no
leitor leigo das nossas escolas de ensino
fundamental, em especial os da quinta à oitava série.
Apresentação
Livro_Mitos_Gregos  1/17/07  9:45 AM  Página VIII


Tentamos auxiliá-lo a se iniciar nesse universo, à
primeira vista de difícil aproximação para os mais
jovens, empregando linguagem mais simples, sem
subestimar, porém, sua capacidade, acrescentando
notas explicativas e exercícios de fixação dos
conteúdos lidos. Sempre que possível, entretanto,
fomos a alguma fonte da Antiguidade, por vezes
quase traduzindo esse original: Ovídio, na história de
Faetonte, Virgílio, na narrativa da queda de Tróia,
etc. Assim, o leitor conhecerá, aqui, algumas versões
que grandes poetas elegeram para contar mais uma
vez a mesma história (já que o mito é sempre
recontado, modificado, nunca exatamente o mesmo,
a cada narrativa filtrado pela visão especial de cada
artista). Como não pretendemos fazer obra de
referência, geralmente evitamos acumular várias
versões da mesma história ou aborrecer os jovens
com eruditismos desnecessários.
Se o leitor se sentir atraído por esse universo no
que ele tem de mais fundamental, a beleza de cada
conto, seja qual for o uso que se faça dele, estaremos
satisfeitos. E quem sabe o nosso leitor passe, então, a
perceber como seu dia-a-dia moderno está repleto de
evocações daquele mundo que subsiste vivíssimo
mesmo depois de sua civilização material se
encontrar reduzida a pobres ruínas.
Por fim, agradeço ao professor Francisco Achcar
por muitas sugestões e correções; este livrinho
certamente se enriqueceu com suas observações ou,
pelo menos, livrou-se, com elas, de não poucas
imperfeições.
P. S. V. 
Livro_Mitos_Gregos  1/17/07  9:45 AM  Página IX


Vista das ruínas do centro histórico de Atenas,
hoje capital da Grécia. A cidade enfrenta os
problemas da convivência entre os vestígios do
passado e as exigências da vida moderna.
Como expandir o metrô 
da cidade, por exemplo, sem danificar para
sempre as relíquias de uma das maiores
civilizações que o mundo conheceu? E como
impedir que a poluição dos carros destrua os
monumentos?
Livro_Mitos_Gregos  1/17/07  9:45 AM  Página X


O
jovem Faetonte, criado pela mãe, desconhecia
quem fosse seu pai. Um dia, ela lhe contou
quem ele era: o Sol. Desejando comprovar se
a revelação era verdadeira, Faetonte foi até a morada
daquele astro, um palácio brilhante de ouro, prata e
marfim. Depois de narrar o acontecido, disse-lhe:
— Ó luz do mundo imenso, se minha mãe não
está mentindo, dê-me uma prova de que sou mesmo
seu filho! Acabe de uma vez com essa minha dúvida!
O Sol tirou da cabeça os raios que brilhavam para
poder abraçar o filho. Depois de tê-lo abraçado,
disse:
— Para que não tenha dúvida de que sou seu pai,
peça o que quiser, e eu lhe darei. Juro pelo rio dos
Infernos, o Estige. Esse é o juramento que obriga os
deuses a cumprirem sua palavra.
Faetonte, então, pede ao pai que lhe deixe guiar
seu carro, que era puxado por cavalos alados.

O pai se arrependeu da promessa, mas não podia
voltar atrás. Tentou fazer o filho desistir da idéia:
— Você é um mortal e o que está pedindo não é
para mortais. Só eu posso dirigir o carro que leva o
fogo do céu. Nem Zeus
2
poderia fazer isso. Que
espera encontrar nos caminhos do céu? Você passará
por muitos perigos: os chifres da constelação de
Touro, o arco de Sagitário, a boca do Leão. Além
11
1
Alado:
que tem asas.
2
Zeus:
pai e o rei dos deuses (veja geneologia na página 87)
Faetonte e o carro do Sol
Livro_Mitos_Gregos  1/17/07  9:45 AM  Página 11


disso, há os cavalos, difíceis de domar, soltando fogo
pela boca e pelas ventas.
3
Peça outra coisa, filho, e
se mostre mais sensato nos seus desejos.
Mas Faetonte não queria ouvir os conselhos do pai,
que foi obrigado a satisfazer àquele pedido. Levou o
rapaz ao carro. Era todo feito de ouro, prata e pedras
preciosas. Faetonte olhou-o cheio de admiração.
Eis que no Oriente a Aurora começou a tingir o
céu de rosa. O Sol ordena às Horas velozes que
atrelem
4
os cavalos ao carro. Depois, passa uma
pomada divina no rosto do filho, põe os raios ao
redor da sua cabeça e profere estas recomendações:
— Não use o chicote e segure as rédeas com
firmeza. Os cavalos correm espontaneamente; o difícil
é controlá-los. Cuidado para não se desviar da rota.
Nem desça nem suba muito alto. Céu e terra devem
suportar o mesmo calor, por isso vá entre um e outra. 
Faetonte se instalou no carro, ligeiro ao suportar
o peso de um jovem. Os cavalos alados do Sol



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