Leia os seguintes salmos à luz do carácter e das experiências de Davi: si 3, 24, 32. Como o caráter e a história pessoal de Oséias determinou o carácter da sua profecia?


Gn 23.3-16; Dt 32.11; 1 Sm 15.2,3



Baixar 27.55 Kb.
Página3/4
Encontro10.02.2022
Tamanho27.55 Kb.
#21539
1   2   3   4
Gn 23.3-16; Dt 32.11; 1 Sm 15.2,3.

Levantou-se. . . da presença de sua morta. Cabeça pendida, coração pesado de tristeza, uma cena que se repete interminavelmente neste mundo de lágrimas e tristezas. Ver Jó 2.12. Algumas vezes os que se lamentavam sentavam-se no chão, em sinal de pesar e de tristeza. Tendo prestado respeito, na presença do cadáver, Abraão estava livre para cuidar dos arranjos para o funeral. Tempos depois, o costume era o de que esse período de lamentação se prolongasse por vários dias. Este texto não dá a entender período tão longo. Ver Tobias 12.12; Isa. 47.1 e Gên. 37.35.

Filhos de Hete. Eram descendentes do filho de Canaã que tinha esse nome (notas em Gên. 10.15). Eles eram hititas. Quanto a detalhes, ver no Dicionário o artigo Hititas, Heteus. Eles é que tinham tomado conta do território, e Abraão precisou negociar com eles acerca da caverna de Macpela (vs. 9). O reino dos hititas só se tornou um poderoso império no século XVI A. C., mas não há razão para pensarmos que eles não poderiam ter representantes em Hebrom, nos dias de Abraão. O centro da cultura deles ficava na porção central da Ásia Menor, moderna Turquia. No século XIV A. C., suas migrações e conquistas levaram-nos a várias partes da Palestina. Ver Êxo. 3.8,17; 23.23,28; Deu. 7.1; I Sam. 26.6; II Sam. 11.3; Eze. 16.3. Os trechos de Gên. 26.34 e 36.2 localizam os hititas no sul da Palestina. Este capitulo reflete leis e costumes dos hititas, os quais, embora codificados somente mais tarde, poderiam ter expressão desde antes dos dias de Abraão.

Sou estrangeiro e morador. Abraão levava uma vida de seminomadismo, cuidando de rebanhos em vários pontos nevrálgicos da Terra Prometida. Como tal, ele não possuia um local fixo de sepultamento de sua família, nem até ali havia sentido falta de tal lugar. Ver Heb. 11.13-16 e I Ped. 2.11 quanto a reflexos das palavras deste versículo, no Novo Testamento. No Novo Testamento, essas palavras são aplicadas à peregrinação espiritual de Abraão. Ele era forasteiro neste mundo, mas Deus havia preparado para ele uma cidade celeste que seria sua verdadeira pátria.

Dai-me a posse de sepultura. Os costumes antigos consideravam vergonhoso alguém ser sepultado na terra de outrem, e os cemitérios públicos eram evitados por todos quantos tinham dinheiro suficiente para isso. Abraão não haveria de sepultar Sara em um sepulcro entre os hititas. Ele queria seu próprio terreno, que pudesse servir para tal propósito.

Para que eu sepulte a minha morta. Se Sara tinha sido uma belíssima mulher, a idade avançada havia destruído tudo isso. Agora a morte havia alterado radicalmente a sua fisionomia, e a putrefação já tinha começado. Aquela que era agradável aos olhos por sua beleza física, agora era desagradável à vista. John Gill usa aqui o termo “repelente”. Por isso, conforme diz o original hebraico, ela foi “tirada fora da vista”, um triste comentário sobre o que a morte faz com nossos entes queridos. Todavia, assim dizendo, estamos falando sobre o corpo, e não sobre a alma, que é a pessoa real. Ver no Dicionário o verbete Alma. Ver também os artigos intitulados Morte; Morte e Sepultamento, e Mortos, Estado dos.

23.5

Os hititas atenderam ao pedido de Abraão, oferecendo um lugar de sepultamento entre os seus sepulcros (vs. 6), o que não foi aceito por Abraão. Abraão viveu em paz com os hititas, em contraste com tempos posteriores, quando a conquista da Terra Prometida teve lugar.



23.6

Tu és príncipe de Deus. Abraão era homem rico e possuidor de vários quartéis-generais. Era dono de muitas riquezas sob a forma de animais e dinheiro. Tinha até o seu próprio exército. Era respeitado e, provavelmente, temido, segundo se vê no pacto que Abimeleque firmou com ele (Gên. 21.22 ss.). Além disso, era Abraão um homem pacífico, que nunca causou nenhuma dificuldade para os seus vizinhos. Isso posto, ele poderia pedir qualquer favor a um vizinho, esperando que o pedido fosse atendido. Mas, sendo rico, teria de pagar um elevado preço pela caverna de Macpela (vs. 9). O dinheiro sempre será um fator nas relações humanas. Os intérpretes judeus injetam no texto as palavras “poderoso príncipe de Deus”, conforme se vê em nossa versão portuguesa, enfatizando a posição espiritual de Abraão, pois ele era um profeta, e não somente um poderoso príncipe (Gên. 20.7). Esses intérpretes judeus pensavam que o adjetivo “poderoso" seria uma referência a El, o Deus poderoso.

Sepulta numa das nossas melhores sepulturas. Ele poderia ficar com qualquer sepulcro que tivesse escolhido. Coisa alguma foi dita no tocante a dinheiro, mas de acordo com a cortesia oriental, esse era um particular indispensável. Os hititas não dariam coisa algum a Abraão. Haveriam de falar em dinheiro uma vez que passassem as formalidades e cortesias. E quando chegararr a falar em dinheiro, cobraram caro, porque Abraão tinha dinheiro. Talvez eles relutassem em ter um estrangeiro que fosse possuidor de terras entre eles, mas essa relutância foi ultrapassada pelo respeito genuino que tinham por Abraão e pelo desejo de agradar a um tão ilustre príncipe que residia entre eles.

23.7


... se inclinou. De acordo com uma típica cortesia oriental, o que se vê de novo no vs. 12. Não há razão para supormos que não havia respeito mútuo, e toda negociação se faz melhor dentro dessa atmosfera. Abraão tinha pedido um grande favor, que os hititas poderiam ter repelido. Mas descobriu que eles se mostraram amistosos e agradáveis. E assim mereciam o seu respeito.

23.8


Um Pedido Especial. Abraão não queria uma sepultura entre os hititas. Ele queria ter seu próprio terreno e sepultura, onde Sara pudesse ser sepultada, e onde ele também pudesse ser sepultado, bem como seus descendentes. Quão estranho é que saibamos onde fica o terreno adquirido por Abraão, e que os filhos de Ismael agora são donos dele e até construíram ali uma mesquita! Ver as notas introdutórias ao primeiro versículo deste capítulo.

Efrom. Esse homem poderia resolver o problema. Ele tinha exatamente o terreno que interessava a Abraão. Há um detalhado artigo sobre esse homem, no Dicionário. Esse é o nome de várias pessoas e lugares no Antigo Testamento. Sob o ponto quarto, descrevi Efrom, o heteu. Até hoje a área é conhecida. Uma grande estrutura de pedra, dos islamitas, assinala o lugar. Os visitantes têm permissão de entrar no edifício, mas não de adentrar a caverna. Esse é um lugar considerado por demais sagrado para ser franqueado ao público.

Filho de Zoar. Zoar era nome de uma localidade, anotada longamente no Dicionário. E também é nome de três pessoas no Antigo Testamento. Uma delas é aquela deste versículo. Ele era o pai de Efrom, que figura neste texto. Seu nome serviu para identificar o Efrom específico sobre quem Abraão estava falando. Coisa alguma se sabe sobre ele, exceto o que é dito neste texto.

23.9


A caverna de Macpela. Ver no Dicionário o artigo chamado Macpeia, quanto a detalhes abundantes sobre o local. Esse nome significa dupla, ao que parece descrição da formação da caverna. Ficava localizada em um extremo do terreno de propriedade de Efrom. Mas este não venderia somente a caverna, pelo que também exigiu que Abraão comprasse o terreno inteiro (vss. 11 e 15).

Preço de posse. Efrom ficava falando em dar (vss. 11 e 13), mas fazia isso somente para barganhar de forma polida. Finalmente, Abraão pagou um elevado preço. Os costumes requeriam que Abraão trouxesse à tona a questão monetária, e foi o que ele fez. No hebraico temos uma expressão que quer dizer “por plena prata", e, de fato, finalmente o terreno foi vendido em troca de peças de prata (vs. 15). Naqueles dias, o dinheiro era pago por peso, o que persiste até hoje no mercado de metais nobres, como o ouro e a prata.

23.10

Sentando-se no meio dos filhos de Hete. Ou seja, vindo fazer parte do grupo que negociava. Jarchi observa que ele estava atuando como presidente do conselho, o homem principal, pelo menos naquela ocasião, visto que se tratava de uma questão de seu interesse vital.



Os que entravam pela porta. Lugar de negociações e transações judiciais. Ver no Dicionário o artigo intitulado Portão, em sua segunda seção. Efrom era homem importante em Quiriate-Arba (Hebrom), e sua palavra seria final. Abraão precisava de Efrom. Todos nós somos dependentes. Todos nós precisamos de outros que nos ajudem a cumprir nossos propósitos e missões. Deus envia-nos outros, quando deles precisamos. Ademais, Ele nos envia a outros, quando eles precisam de nós. Isso posto, não temos motivo de orgulho. Servimos e somos servidos, no “dá e toma do amor”. “Dessas assembléias, efetuadas na entrada das cidades, todo cidadão nascido livre tinha direito de participar, e as questões eram resolvidas por consenso. Visto que Efrom era o proprietário do terreno, sua aprovação era indispensável” (Ellicott, in loc.). Abraão pediu a ajuda dos concidadãos de Efrom, para que o convencessem (vs. 8); mas parece que isso nem foi necessário.

23.11


Dou-te. .. te dou. Por duas vezes, em uma única declaração, Efrom falou em dar, parecendo ansioso por agradar a Abraão. Não foi preciso alguém convencê- lo. Ele reiterou sua boa vontade; mas por trás disso ficava entendida a frase, “você paga”, o que Abraão também estava disposto a fazer. Portanto, as negociações não foram trabalhosas, mas imediatas.

Na presença dos filhos do meu povo. Esses poderiam ter feito objeção à transação, mas terminaram sendo testemunhas voluntárias do negócio. “Compra e venda... presentes mútuos" (Ellicott, in loc.). Isso exprime a verdade de que certas coisas valem mais para nós do que o dinheiro, ao passo que, para aquele que está vendendo algo, o dinheiro vale mais do que o objeto posto à venda. Assim, em certo sentido, cada qual recebe um presente.

Dou-te o campo. Efrom jamais venderia somente a caverna. Só venderia a Abraão o campo inteiro, em uma das extremidades do qual estava a caverna. Supomos que tenha sido necessário negociar um terreno bastante extenso. Mas era um campo, e não uma cidade.

23.12


Inclinou-se Abraão. Isso já tinha acontecido no vs. 7, onde ver as notas expositivas. Esse sinal de respeito e gentileza era a maneira oriental de dizer “agradecido”, e também de fazer petições. Antes inclinara-se Abraão para fazer o pedido; e agora inclinava-se de novo, em sinal de agradecimento. O passo seguinte consistiu em fixar o preço. Por motivo de cortesia, isso foi deixado para o último lugar. Abraão falava em dinheiro; Efrom falava em doar. No fim, entretanto, foi efetuada uma transação de compra e venda.

23.13


Tu Dás e Eu Pago. A disposição de Efrom para doar a terra era igual à disposição de Abraão para pagar pela terra. Abraão estava debaixo da polida necessidade de transformar a doação de Efrom em um recebe este dinheiro. Efrom dava a impressão de que não lhe importava o dinheiro, mas esse era o propósito do diálogo, desde o começo. Quão moderno é esse pequeno costume antigo. Somos forçados a obrigar outros a receber algum dinheiro por um serviço prestado, mas em seu coração eles esperam receber algum pagamento em dinheiro.

A compra daquele terreno foi uma boa transação, afinal. Assim, ficou garantido que a posteridade de Abraão contaria com um lugar de sepultamento. Sua compra poderia tornar-se um motivo polêmico para povos posteriores que viessem a conquistar a região, enquanto o povo de Israel estivesse no exílio no Egito. Os descendentes de Edom conquistaram aquela área durante esse tempo.

23.14

Efrom respondeu, convencido pelo pedido de Abraão, além de estar disposto a negociar. É bom quando os argumentos são aceitos, em vez de provocarem hostilidade. Todo debate é bom, quando feito com espírito amistoso.



23.15

O Preço é Fixado: Quatrocentos sidos de prata. Devemos pensar em um certo peso. Ver o artigo Dinheiro, no Dicionário. Discuto sobre o sido naquele artigo, em sua segunda seção, primeiro parágrafo. O peso do siclo, e, portanto, seu valor, foi variando com a passagem dos séculos, sendo impossível fazer qualquer comparação com os valores modernos. Considera-se que quatrocentos siclos representavam uma considerável soma, apesar de Efrom ter diminuído a importância da questão (ver as explicações abaixo).

Que é Isso entre Mim e Ti? É como se Efrom tivesse dito: “Tu, Abraão, és um homem rico. E eu também. Assim, para que debater acerca de tão pequena quantia?”. Ou, talvez, ele estivesse procurando diminuir o vulto do preço, querendo assegurar a Abraão que ele fizera uma boa barganha.

O vs. 16 mostra-nos que Abraão pesou a quantia pedida, pelo que é provável que não houve moedas que trocaram de mãos. E alguns estudiosos dizem que isso, realmente, não pode ter acontecido, pois ainda não se cunhavam moedas nos dias de Abraão.

23.16

Chega-se a um Acordo. O peso em prata foi aquilatado, de acordo com valores correntes no mercado de então. Talvez o metal fosse moldado em pequenos lingotes, talvez indicando seu preço e qualidade. O negócio foi feito com boa ordem e decência, na presença de testemunhas. Os mercadores operavam em mercados fixos e em cidades específicas, mas muitos eram viajantes que passavam vendendo e comprando. Tinham conhecimento do valor da prata, um instrumento de trocas comum.





Baixar 27.55 Kb.

Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4




©historiapt.info 2022
enviar mensagem

    Página principal