Keywords: Hospital accreditation; Quality management; Hospital management. Resumo



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2 Revisão teórica

2.1 Acreditação hospitalar

A acreditação hospitalar surgiu nos Estados Unidos. 

Sua origem está relacionada a uma iniciativa do 

Colégio Americano de Cirurgiões, que em 1924 criou 

o Programa de Padronização Hospitalar. O objetivo 

foi estabelecer um conjunto de padrões para garantir 

a qualidade da assistência aos pacientes. Em 1950, o 

número de avaliações já superava os três mil hospitais 

(Feldman et al., 2005).

Na década de cinquenta, o programa de acreditação 

americano foi delegado a Joint Commission on 

Accreditation of Hospitals (nomeada posteriormente 

de Joint Commission), uma organização de natureza 

privada. Na década seguinte, como a maioria dos 

hospitais americanos já havia atingido os padrões 

mínimos de qualidade, a Joint Commission elevou o 

grau de exigência. Em 1970, publicou o Accreditation 



Manual for Hospital, contendo padrões ótimos de 

qualidade e considerando também processos e resultados 

da assistência nas avaliações (Feldman et al., 2005).

A partir dos anos oitentas, os programas de acreditação 

se expandiram para outros países. Inicialmente, 

nos países de língua inglesa (Canadá e Austrália) e 

Europa. Na década seguinte, para países da América 

Latina e Ásia. No caso brasileiro, a acreditação 

começou efetivamente no final dos anos oitenta, sob 

a influência da Organização Pan-Americana da Saúde 

(OPAS), que estabeleceu uma série de padrões para 

os serviços hospitalares da América Latina (Shiesari 

& Kisil, 2003).

Em 1997, o Ministério da Saúde criou uma 

comissão nacional de especialistas para desenvolver 

o modelo brasileiro de acreditação. Um dos seus 

resultados foi a publicação do Manual Brasileiro 

de Acreditação Hospitalar, que estabelecia padrões 

de qualidade e segurança para os hospitais que 

buscavam a acreditação. Em maio de 1999, foi criada 

a Organização Nacional de Acreditação (ONA), uma 

entidade não governamental e sem fins lucrativos 

com a atribuição de coordenar o Sistema Brasileiro 

de Acreditação por meio da implantação de padrões 

e normas técnicas, credenciamento de instituições 

acreditadoras e capacitação de avaliadores (Shiesari 

& Kisil, 2003).

A ONA tem o objetivo de promover a implantação 

da certificação da qualidade dos serviços de saúde 

em diferentes categorias de organizações de saúde, 

que voluntariamente optam por aderir à acreditação 

(ONA, 2013). No artigo, será considerado apenas o 

processo de acreditação hospitalar.

No caso brasileiro, a acreditação consiste num 

processo de avaliação voluntário, periódico e reservado, 

que tende a garantir a qualidade da assistência por 

meio de padrões previamente aceitos. Tais padrões 

são estabelecidos em grau de complexidade crescente 

e servem de guia para que uma instituição avaliadora 

possa avaliar a infraestrutura, os processos e os 

resultados de um hospital, dependendo do nível de 

acreditação a ser implantada (ONA, 2013).

Segundo o modelo brasileiro, um hospital pode ser 

certificado em três diferentes níveis de complexidade 

(ONA, 2013):

•  Nível 1 (Acreditação): caracterizado pela 

ênfase na segurança. Verifica o atendimento 

de requisitos formais, técnicos e de estrutura 

conforme a legislação correspondente. Enfatiza 

também a gestão de riscos adotada pelo hospital.

•  Nível 2 (Acreditação Plena): tem foco nos 

processos. Avalia a gerência dos processos e 

suas interações sistêmicas. Também pressupõe 

um sistema de medição de desempenho e ações 

de educação para melhoria desses processos.



Mendes et al.

638


Gest. Prod.

, São Carlos, v. 22, n. 3, p. 636-648, 2015

•  Nível 3 (Acreditação com Excelência): tem 

foco nos resultados. Avalia a existência de 

políticas de melhoria contínua do desempenho 

organizacional a partir das medições internas e 

comparações externas. Neste nível, há evidências 

de maior maturidade na gestão hospitalar e uso 

estratégico das ações de melhoria.

Como o processo de acreditação nacional é de 

caráter voluntário, cabe ao hospital a prerrogativa 

de analisar os potenciais benefícios gerados pela 

acreditação e decidir pela sua implantação ou não 

(ONA, 2013).






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