Keywords: Hospital accreditation; Quality management; Hospital management. Resumo



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1 Introdução

A rede hospitalar no Brasil é diversificada em 

termos de infraestrutura, tipos de serviços e níveis 

de qualidade dos serviços prestados. Embora existam 

hospitais considerados de excelência, a grande maioria 

ainda precisa avançar em termos de qualidade dos 

serviços prestados (Burmester et al., 2007; Forgia & 

Couttolenc, 2008).

Iniciativas de melhoria da qualidade nos serviços 

hospitalares são relatadas em diversos países (Malik 

& Teles, 2001; Lee et al., 2002; Hasan & Kerr, 2003; 

Manaf, 2005; Macinati, 2008; Alavi & Mahamoud, 

2008; Olástico & Toledo, 2013). Uma das estratégias 

adotadas para melhorar a qualidade e a produtividade 

nas organizações de saúde é a criação de programas 

de acreditação hospitalar (Pomey et al., 2010).

Fortes et al. (2011) analisaram o sistema de 

acreditação em diferentes países e concluíram que 

não há um único modelo. As políticas nacionais e os 

incentivos dados para que os hospitais participem do 

processo de acreditação são variáveis que influenciam 

nos sistemas de acreditação. Em alguns países 

(por exemplo, no Reino Unido), a coordenação do 

sistema de acreditação tem sido delegada a organizações 

profissionais e o envolvimento dos hospitais é voluntário. 

Em outros países (França, por exemplo), percebe-se 

maior envolvimento do Estado como financiador da 

política de acreditação e a participação dos hospitais 

é compulsória (Pomey et al., 2005; Tabrizi et al., 

2011; Fortes et al., 2011).

A acreditação hospitalar no Brasil ainda é recente. 

Ainda que as primeiras iniciativas de avaliação da 

qualidade dos serviços de saúde tenham sido feitas na 

década de setenta, foi só com a criação do Programa 

Brasileiro de Acreditação Hospitalar (PBAH) na década 

de noventa, que a acreditação ganhou maior projeção 

(Shiesari & Kisil, 2003). O PBAH é operacionalizado 



Acreditação hospitalar como estratégia de melhoria...

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pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), 

responsável pela difusão da acreditação entre as 

organizações de saúde, incluindo os hospitais. No 

Brasil, estima-se que menos que 5% dos hospitais 

possuam o certificado de acreditação (ONA, 2013). 

É um número tímido em relação ao total de hospitais 

existentes no País.

Dentre os potenciais impactos da acreditação 

estariam a melhoria do gerenciamento da organização 

hospitalar e a da qualidade da assistência prestada 

ao usuário (Chen et al., 2003; El-Jardali et al., 

2008; Figueiredo, 2012). Além disso, a acreditação 

pode garantir reconhecimento público ao hospital 

acreditado (Feldman et al., 2005). Ainda que tais 

resultados possam ser alcançados, estudos sobre 

acreditação hospitalar revelam um quadro complexo 

e apontam para a necessidade de mais pesquisas 

para se determinar os reais impactos da acreditação 

(Greenfield & Braithwaite, 2008; Pomey et al., 2010; 

Hinchcliff et al., 2012)

Este artigo tem o objetivo de descrever e analisar 

os impactos da acreditação em hospitais paulistas. 

O termo impacto deve ser entendido como os efeitos 

do processo de acreditação na gestão hospitalar, 

possibilitando as mudanças organizacionais, mudanças 

no envolvimento dos profissionais de saúde e na 

melhoria dos serviços prestados.

A pesquisa foi conduzida em seis hospitais 

acreditados, todos localizados no Estado de São 

Paulo. O método utilizado foi o estudo de casos 

múltiplos (lógica da replicação), já que este método 

é adequado quando o objetivo é expor as condições 

de um determinado fenômeno (Yin, 2001). Para 

Eisenhardt (1989), o estudo de caso é um método 

importante adotado na área de gestão como forma 

de análise de dados qualitativos e para construção 

de novas teorias.




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