Kevin B. Lee: "Os vídeo-ensaios fazem-nos ver através dos olhos de outra pessoa"



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ENTREVISTA 2 KEVIN B LEE
Jacques Rivette: Out 1 Solitaire (2015) de Kevin B. Lee

LM – Estou a perguntar-lhe isto porque há alguns críticos de cinema que fazem ensaios audiovisuais mas que, ainda assim, os complementam com uma parte escrita. Qual é a importância, para si, de escrever antes ou durante o processo de montagem?

Eu costumava escrever primeiro o argumento do vídeo e depois as imagens simplesmente reflectiam aquilo que tinha escrito. Mas com o tempo tornou-se evidente que era importante para mim começar a montar o filme mal o tinha acabado de ver mesmo antes de escrever o que quer que fosse. Esse foi um processo muito diferente, e que revelou coisas muito diferentes, foi algo que tornou o acto de ver e montar o filme num processo de descoberta. Se vires os meus primeiros vídeo-ensaios, entre 2007 e 2011, a maioria deles é narrada, os mais recentes já são mais exercícios sobre o olhar. Ao pegar em imagens, ao mexer-lhes e ao colocá-las de certo modo descobres qualquer coisa, e se houver algo escrito será sempre algo muito pontual. A escrita não é desnecessária, tem o seu lugar, mas acho que é importante perceber que se pode ser mais sensível à relação entre palavras e imagens e da forma como elas podem formar diferentes tipos de relações. E posso dizer, com certeza, que ao estar mais sensível ao audiovisual me tornei um melhor escritor: por estar mais atento ao filmes vejo-os com mais cuidados. Aconteceu tentar procurar imagens dos filmes para encaixar no meu texto e descobrir que me recordava erradamente dos filmes.




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