Kevin B. Lee: "Os vídeo-ensaios fazem-nos ver através dos olhos de outra pessoa"



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ENTREVISTA 2 KEVIN B LEE

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ENTREVISTAS2

Kevin B. Lee: “Os vídeo-ensaios fazem-nos ver através dos olhos de outra pessoa”



De À pala de Walsh · Em Maio 10, 2016

Nesta entrevista, surgiu um slogan que servirá para descrever o que Kevin B. Lee representa no actual panorama da crítica cinematográfica: gabando-se de ter realizado mais de 100 vídeo-ensaios em apenas cinco anos, podemos estar na presença do Louis Lumière de uma nova forma de ver e dar a ver cinema. Kevin B. Lee, conhecido também como “o rei dos vídeo-ensaios”, começou por se destacar na escrita convencional sobre cinema, nas páginas de revistas como a Sight & Sound ou a Cineaste. Nos últimos anos, ao abrigo do site Fandor, especializou-se numa escrita de imagens que tem incidido sobre um variado naipe de universos fílmicos e que, por vezes, viaja pelas suas redondezas tão saturadamente mediadas por ecrãs: Harun Farocki, Steven Spielberg, Andrei Tarkovsky, Michael Bay, Boris Barnet, Paul Thomas Anderson, Maya Deren, entre outros nomes mais ou menos conhecidos da cinematografia mundial, sendo que também tem procurado dar maior visibilidade ao cinema vindo desse “país do futuro” chamado China. Luís Mendonça e Ricardo Vieira Lisboa entrevistaram este crítico-cineasta ou cineasta-crítico por Skype no contexto da LisbonTalk dedicada ao tema da “Internet como forma-cinema”, que teve lugar no Cinema São Jorge, no dia 22 de Abril.





Ricardo Vieira Lisboa (RVL) – Talvez seja bom começarmos pela questão do nome: além de vídeo-ensaio há o nome académico de “videographic sound and film essay” ou ainda o nome “ensaio audiovisual digital” (que com a palavra digital exclui todas as experiências com vídeo dos anos 1990). Que nome considera mais apropriado para este tipo de objecto?

Não creio que se possa colocar a questão do ponto de vista do mais apropriado, já que é uma forma nova, uma forma em evolução. O termo vídeo-ensaio é mais que tudo conveniente, é capaz de captar a atenção e o interesse de forma mais imediata do que qualquer dos outros nomes. As expressões “audiovisual essay” ou “videographic studies” soam muito académicas, algo que proviria de um universitário, o que não é mau, mas é importante recordar que esta prática é aberta a qualquer pessoa e remete para o que é de facto um ensaio, uma expressão de pensamentos que neste caso toma uma forma audiovisual ou vídeo. Isto é algo que qualquer um pode fazer, e como reflecte a forma como pensamos e expressamos os nossos pensamentos em forma de vídeo, conduz-nos a tentar apresentar a nossa forma de pensar de melhor modo e de modo mais legítimo. Um meio é seguir a via académica ou intelectual, mas cada pessoa pode expressar-se à sua maneira, não tem que ser académico ou intelectual. O uso do vídeo começa a exibir a forma como pensamos. O modo como alguém faz um corte, ou monta imagens pode mostrar o que esse alguém pensa sobre as imagens em movimento e cultura dessas imagens. Isso pode ser tão interessante quanto uma pessoa que evoca uma série de teorias para pensar as imagens em movimento de um modo académico. É a abertura que é importante não esquecer, e o termo vídeo-ensaio tem isso mesmo, essa abertura a várias formas.




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