José alves dias


participação em uma marcha contra o aborto



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participação em uma marcha contra o aborto: 
Nona Marcha Nacional pela Vida e contra o Aborto. Como em todos os anos, 
participei  hoje  ao  lado  do  @flavinhocn,  da  Dra  Lenise  e  do  ex  deputado 
Bassuma, autor do Estatuto do Nascituro, da Marcha em Defesa da Vida em 
frente  ao  Congresso  Nacional.  Nesse  momento  tão  difícil  pelo  qual  passa  o 
Brasil,  o  nosso  grito  é  em  favor  dos  valores  pelos  quais  a  nossa  população 
clama. Ao invés da cultura da morte, a cultura da vida; ao invés da cultura da 
corrupção,  a  cultura  da  correção  e  honestidade,  ao  invés  da  cultura  das 
drogas,  a  luta  pela  recuperação  dos  nossos  jovens.  Lutamos  por  políticas 
públicas  de  qualidade  para  as  mulheres,  para  que  sejam  cuidadas  e 


56 
 
 
 
respeitadas  em  todas  as  etapas  de  suas  vidas,  tendo  condições  de 
planejamento  familiar,  assistência  no  Pré  natal  e  pós  parto,  e 
acompanhamento 
para  a  criação  de  seus  filhos.  @dungaphn 
@diacononelsinho 
@myrianrios 
@claudiodomundonovo 
#vida #aborto #familia #drogas  #deus (BIONDINI, 2016b) 
Ainda na polêmica sobre a presença da discussão de gênero no PNE, o PL 3.236, 
de  2015  (CAMARA  DOS  DEPUTADOS,  2015e),  de  autoria  do  deputado  Marco 
Feliciano, “acrescenta parágrafo único ao artigo 2º da Lei nº 13.005, de 25 de junho de 
2014,  que  ‘aprova  o  Plano  Nacional  de  Educação  –  PNE  e  dá  outras  providências’”.  
Segundo o texto do PL, o “ art. 2º da Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprova 
o  Plano  Nacional  de  Educação  –  PNE”  passaria  a  vigorar  acrescido  do  seguinte 
parágrafo único: “A consecução da diretriz constante do inciso III do caput deste artigo 
exclui a promoção da ideologia de gênero por qualquer meio ou forma.”. 
Segundo  a  página  do  deputado
72
  no  site  da  Câmara  dos  Deputados,  Marco 
Feliciano  (PSC)  tem  graduação  em  filosofia  e  é  Pós-doutor  em  filosofia  cristã.  Atua 
como  empresário,  pastor  evangélico  da  igreja  Assembleia  de  Deus  e  conferencista. 
Apesar  de  não  constar  deste  perfil,  o  deputado  também  é  autor  de  inúmeros  livros 
religiosos  e  cantor  gospel.  Em  seu  site
73
,  o  deputado,  além  de  falar  sobre  sua  atuação 
parlamentar,  mantém  uma  loja  onde  é  possível  adquirir  os  seus  produtos  a  preços 
módicos. O deputado mantém também um blog
74
 no qual trata de assuntos relacionados 
à  fé  e  um  canal  no  YouTube
®
  com  suas  pregações,  discursos,  clips  e  entrevistas,  se 
vangloriando  de  ser  o  segundo  político  brasileiro  mais  influente  da  rede  social 
Facebook®
®
, estando atrás de Aécio Neves e na frente de Jair Bolsonaro. Sobre isso, o 
deputado declarou: 
Muito  me  honra  estar  em  segundo  lugar  com  honrados  vizinhos,  o  primeiro 
lugar  Senador  Aécio  Neves,  o  sempre  Governador  de  Minas  e  em  terceiro 
meu grande amigo e Irmão Deputado Jair Bolsonaro, também constato com o 
coração exultante que entre os 10 políticos mais influentes do  Facebook®, 5 
são  evangélicos  e  carregam  a  mesma  bandeira  comum  a  mais  de  90%  da 
população do Brasil que se declaram cristãos.
75
 
                                            
72
 CÂMARA DOS DEPUTADOS. Informações do deputado Marco Antônio Feliciano. Disponível em: 
http://www.camara.leg.br/Internet/deputado/Dep_Detalhe.asp?id=5830379
. Acesso em: 28/10/2016. 
73
 FELICIANO, M.A. Sítio eletrônico do deputado Marco Feliciano. Disponível em: 
http://marcofeliciano.com.br/site/
. Acesso em: 28/10/2016. 
74
 FELICIANO, M.A. Blog do deputado Marco Feliciano. Disponível em: 
http://marcofeliciano.com.br/blog
. Acesso em: 28/10/2016. 
75
 FELICIANO, M.A. Sítio eletrônico do deputado Marco Feliciano. “2º político com maior audiência no 
Facebook”. Disponível em: 
http://marcofeliciano.com.br/site/2016/10/21/1067/
. Acesso em: 28/10/2016.
 


57 
 
 
 
O  último  projeto  de  lei  de  que  vamos  tratar  relativo  à  questão  de  gênero  em 
tramitação  na  câmara  dos  deputados  é  o  5487  DE  2016
76
,  do  deputado  Professor 
Victório Galli. Segundo a ementa este projeto, ele “institui a proibição de orientação e 
distribuição  de  livros  às  escolas  públicas  pelo  Ministério  da  Educação  e  Cultura  que 
verse sobre orientação de diversidade sexual para crianças e adolescentes”. No corpo da 
lei,  lê-se  que  “fica  proibido  o  Ministério  da  Educação  e  Cultura  a  orientar  e  distribuir 
livros às escolas públicas que versem sobre orientação à diversidade sexual de crianças 
e adolescentes, em consonância com a Lei 13.005/2014 (PNE)”. Segundo Miguel, 
A  curta  justificativa  invoca  o  Plano  Nacional  de  Educação,  do  qual  a 
discussão  sobre  gênero  foi  retirada,  e  afirma  que  ele  não  está  sendo 
cumprindo,  o  que  é  corroborado  por  menção  à  resolução  nº  12/2015,  do 
Ministério  da  Educação,  “que  garante  o  uso  de  banheiros  e  vestiários  de 
acordo com a identidade de gênero de cada sujeito em todas as instituições e 
rede  de  ensino  em  todos  os  níveis”  (pp.  1-2).  A  ligação  entre  livros  e 
banheiros não é esclarecida. (MIGUEL, 2016, p.608) 
O deputado Victório  Galli é membro do PSC, pastor evangélico e professor de 
Teologia  das  Faculdades  Evangélicas  Integradas  Cantares  de  Salomão.  Seu  principal 
projeto  é  o  PL  4.500/2012  (CÂMARA  DOS  DEPUTADOS,  2012),  que  prevê  a 
possibilidade  de  líderes  religiosos  questionarem  e  criticarem  a  homossexualidade  sem 
estarem  sujeitos  a  penalidades  por  homofobia.  Membro  da  Frente  Parlamentar 
Evangélica, o deputado também assina outros projetos anteriormente mencionados. 
Para finalizar a análise dos projetos da Câmara, temos o Projeto de Lei nº 1.411, 
de  2015  (CAMARA  DOS  DEPUTADOS,  2015c),  do  deputado  Rogério  Marinho,  que 
“tipifica o crime de assédio ideológico e dá outras providências”. Segundo o PL,  
[...] entende-se como Assédio Ideológico toda prática que condicione o aluno 
a  adotar  determinado  posicionamento  político,  partidário,  ideológico  ou 
qualquer  tipo  de  constrangimento  causado  por  outrem  ao  aluno  por  adotar 
posicionamento  diverso  do  seu,  independente  de  quem  seja  o  agente. 
(CAMARA DOS DEPUTADOS, 2015c) 
De acordo com Miguel, “a lei guarda notáveis semelhanças com o Decreto-Lei 
nº  477,  de  26  de  fevereiro  de  1969,  pelo  qual  o  regime  militar  buscou  sufocar  a 
discussão  políticas  nas  instituições  de  ensino”  (MIGUEL,  2016,  p.609).  O  PL  prevê 
pena  de  detenção  de  três  meses  a  um  ano  e  multa  para  quem  promover  o  assédio 
ideológico.  Se  o  agente  for  professor,  coordenador,  educador,  orientador  educacional, 
psicólogo escolar, ou praticar o crime no âmbito de estabelecimento de ensino, público 
                                            
76
 CÂMARA DOS DEPUTADOS. PL 5487/2016. Disponível em 
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2087086
. Acesso em: 
28/10/2016. 


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ou privado, a pena será aumentada em 1/3 (um terço) e, “se da prática criminosa resultar 
reprovação,  diminuição  de  nota,  abandono  do  curso  ou  qualquer  resultado  que  afete 
negativamente a vida acadêmica da vítima, a pena será aumentada em 1/2 (metade)”. A 
punição, aumentada no caso do suposto crime ocorrer dentro da instituição escolar, dá a 
entender  que  a  lei  também  puniria  o  professor  por  manifestar  sua  opinião  fora  do 
ambiente  escolar.  Somos  levados  a  crer  que  até  o  posicionamento  político  nas  redes 
sociais seria passível de punição. 
Na justificativa do projeto, novamente cita-se o mesmo artigo constitucional e o 
mesmo  artigo  da  Convenção  Interamericana  de  Direitos  Humanos  presente  nos  outros 
projetos. “Aos outros projetos aqui analisados, o PL 1411/2015, do Deputado Rogério 
Marinho, acrescenta explicitamente a paranoia antipetista que tomou conta do discurso 
da  direita  brasileira  sobretudo  a  partir  de  sua  terceira  e  quarta  derrotas  nas  eleições 
presidenciais (em 2010 e 2014).” (MIGUEL, 2016, p.609). Segundo o texto do PL, que 
fala em  totalitarismo, hegemonia  e cita o nome  do pensador marxista italiano Antônio 
Gramsci, o PT estaria usando: 
Esse expediente estratégico [que] foi utilizado para a conquista e manutenção 
de  poder  dos  fascistas,  nazistas,  comunistas  e  ditadores  por  várias  nações. 
Hegemonia política significa que a voz do partido deve ser ecoada em todos 
corações.  Por  isso,  a  propaganda  desonesta,  o  marketing  mentiroso,  a 
idolatria por indivíduos, a falsificação da realidade e a tentativa de reescrever 
a História, forjando o passado. (CAMARA DOS DEPUTADOS, 2015c) 
O  deputado  Rogério  Marinho
77
,  do  PSDB/RN,  segundo  o  site  da  Câmara  dos 
Deputados,  é  economista,  professor,  administrador  público,  coordenador  de  projetos, 
empregado  público  e  assessor  político.  Foi  filiado  ao  PSB  (1993-2009)  e  ao  PSDB 
(2009  –  até  agora).  Foi  vereador  em  Natal,  primeiro  interinamente  de  2001  a  2003  e, 
depois,  exercendo  seu  mandato  de  2005  a  2008.  É  deputado  federal  desde  2007. 
“Marinho não integra nenhuma das frentes parlamentares religiosas e, depois de carreira 
política  anódina,  iniciada  no  PSB,  adotou  uma  posição  de  conservador  extremado” 
(MIGUEL, 2016, p.609). Faz parte da Comissão de Educação da Câmara, assim como 
das  comissões  especiais  para  o  PL  6583/13,  que  julga  o  Estatuto  da  família,  e  a  PL 
6314/05,  que  julga  a  liberdade  de  opinião  no  ensino  religioso.  O  deputado  é  autor 
também do PL 4.486
78
, de 2016, que “altera a Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, 
                                            
77  CÂMARA  DOS  DEPUTADOS.  Informações  do  deputado  Rogério  Simonetti  Marinho.  Disponível 
em: 
http://www.camara.leg.br/internet/deputado/dep_Detalhe.asp?id=5830463
. Acesso em: 28/10/2016. 
78 
CÂMARA 
DOS 
DEPUTADOS. 
PL 
4486/2016. 
Disponível 
em: 
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2077662. 
Acesso 
em: 
28/10/2016. 


59 
 
 
 
Plano Nacional de Educação - PNE, visando que a Base Nacional Comum Curricular - 
BNCC,  mediante  proposta  do  Poder  Executivo,  seja  aprovada  pelo  Congresso 
Nacional”. 
Segundo  sua  página  no  site  da  Câmara  dos  Deputados,  atuou  no  movimento 
estudantil como secundarista e também na faculdade. Entretanto, hoje, Rogério Marinho 
parece não ser mais favorável à militância. Em seu perfil na rede social  Facebook®, o 
deputado  quer  cunhar  para  si  o  título  de  deputado  da  educação  e  divulga  notícias, 
comentários  e  vídeos  de  falas  suas  denunciando  a  suposta  doutrinação  de  esquerda  na 
educação.  O  deputado  fez  uma  série  de  quatro  postagens  com  trechos  de  sua  palestra 
sobre educação na Câmara Municipal de SP, em que defende os argumentos de seu PL 
1411/2015.  Nas  postagens,  o  deputado  apresenta  o  assunto  dos  vídeos.  Em  uma,  ele 
escreve  que  "Nazismo,  fascismo  e  comunismo  são  iguais,  são  primos-irmãos"
79
  e 
explica que “Hegemonia do poder, controle da imprensa, fim da oposição, são algumas 
das 
características”. 
Ao 
link 
para 

palestra 
segue-se 

hashtag 
“#DeputadodaEducação”.  Em  outra  postagem,  lê-se  "Esquerda  burra  atrasa  o  país" 
seguida de  “Em mais um  trecho de sua palestra, o deputado federal  Rogério Marinho 
crítica  o  construtivismo  como  método  de  alfabetização  do  país”
80
,  terminando  a 
mensagem  com  as  mesmas  hastags  da  mensagem  anterior.  Por  último,  uma  das 
postagens  afirma  "Há pensamento hegemônico das esquerdas  nos livros didáticos e na 
formação  dos  professores".
81
  Em  sua  estreia  como  colunista  do  “Novo  Jornal”  (RN), 
com um texto intitulado “Urgência para superar ‘degradação’” (MARINHO, 2016a), o 
deputado também apresenta muitos dos argumentos de seu PL: 
Jamais  o  brasileiro  deverá  esquecer  que  os  governos  do  PT  destruíram  os 
fundamentos  macroeconômicos  e  levaram  o  país  à  recessão  e  à  inflação; 
promoveram  irresponsabilidade  fiscal  e  abalaram  a  confiança  dos 
investidores  internacionais;  destruíram  o  sistema  elétrico  nacional; 
promoveram ofensa constante ao direito de propriedade; submeteram o povo 
à  lógica  do  fisiologismo  e  do  assistencialismo  vulgar  e  ameaçaram, 
enfaticamente, a liberdade de expressão e opinião nos meios de comunicação. 
[...]  O  PT  e  sua  essência  bolivariana  e  totalitária  foi  revelada.  Tão  bem 
escondida durante décadas, o totalitarismo típico do modo de governar petista 
teve  suas  vísceras  expostas.  Hoje,  sabe-se  que  o  partido  usa  os  movimentos 
sociais  ao  bel  prazer,  manipulando-os  e  coagindo-os  a  ficarem  contra  os 
brasileiros.  Sabe-se,  também,  que  travou  uma  guerra  de  comunicação, 
pagando  com  dinheiro  do  povo  blogs  obscuros  para  difamar  inimigos  e 
                                            
79
 Perfil do deputado Rogério Marinho no Facebook. Disponível em: 
https://www.facebook.com/rogeriosmarinho/videos/1027300847357975/. Acesso em: 28/10/2016.
 
80
 Perfil do deputado Rogério Marinho no Facebook. Disponível em: 
https://www.facebook.com/rogeriosmarinho/videos/1027088537379206/. Acesso em: 28/10/2016.
 
81
 Perfil do deputado Rogério Marinho no Facebook. Disponível em: 
https://www.facebook.com/rogeriosmarinho/videos/1026485650772828/. Acesso em: 28/10/2016.
 


60 
 
 
 
construir mitos políticos. [...] Denunciamos com vigor a gana por hegemonia 
de pensamento praticada no país sob a inspiração do pensamento gramsciano 
e o covarde assédio ideológico feito por doutrinadores contra nossas crianças 
e jovens estudantes. A ênfase dada por eles ao fisiologismo, patrimonialismo 
e ao aparelhamento nos levou à degradação econômica e à corrupção moral. 
[...] A superação da degradação nacional, imposta pelo PT, exigirá coragem, 
consciência  política  e  visão  clara  sobre  os  males  que  nos  abateram.  Vamos 
nos manter vigilantes. (MARINHO, 2016b) 
Todos os projetos de lei mencionados até agora estão em tramitação na Câmara 
dos Deputados. Em maio deste ano, o Programa Escola Sem Partido chegou ao Senado. 
O senador Magno Malta propôs o Projeto de Lei do Senado (PLS) 193/2016 (SENADO 
FEDERAL, 2016), apresentado no anexo 4 deste trabalho, que “inclui entre as diretrizes 
e bases da educação nacional, de que trata a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, o 
‘Programa  Escola  sem  Partido’”.  O  PLS,  que  é  baseado  no  anteprojeto  atualizado 
disponibilizado no site do MESP, traz poucas mudanças da versão anterior apresentada 
na Câmara, sendo a principal o parágrafo único do artigo 2º, que acrescenta a proibição 
explícita às discussões de gênero. 
O Poder Público não se imiscuirá na opção sexual dos alunos nem permitirá 
qualquer  prática  capaz  de  comprometer,  precipitar  ou  SF/16801.74544-58 
jw2015-00920 2 direcionar o natural amadurecimento e desenvolvimento de 
sua  personalidade,  em  harmonia  com  a  respectiva  identidade  biológica  de 
sexo,  sendo  vedada,  especialmente,  a  aplicação  dos  postulados  da  teoria  ou 
ideologia de gênero. (SENADO FEDERAL, 2016) 
Figura  5  –  Vídeo  apresentando  a  criação  de  Força  Tarefa  em  defesa  da  Família  no 
Senado Federal 


61 
 
 
 
 
Fonte: https://www.facebook.com/magnomalta
82
 
O  senador  Magno  Malta  (PR/ES),  tem  curso  superior  em  teologia,  é  pastor  da 
Igreja Batista e foi criador e integrante da banda de pagode gospel Tempero do Mundo, 
da  qual  faziam  parte  também  suas  duas  filhas.  É  presidente  da  Frente  Parlamentar  em 
Defesa da Família e se reelegeu senador focando sua campanha no combate à pedofilia. 
Assim  como  todos  os  projetos  em  tramitação,  na  Câmara  dos  Deputados,  o  PLS 
193/2016  (SENADO  FEDERAL,  2016)  também  possui  uma  enquete  aberta  na  qual  o 
cidadão pode votar se concorda ou discorda. Entretanto, esta enquete, ao contrário das 
outras,  não  traz  apenas  a  emenda  e  o  link  para  o  texto  completo  do  projeto.  O  site  do 
Senado colocou na página da votação
83
 um vídeo onde o senador aparece “explicando” 
e,  obviamente,  defendendo  a  sua  proposição.  Mesmo  assim,  a  enquete,  que  já  recebeu 
quase 400 mil votos (número muito superior a maioria das enquetes do site), tem quase 
15 mil votos a mais contra a proposição
84

                                            
82
 Disponível em:  
83
 Disponível em:  
84
 As 11h26 de 30/10/2016 eram 184.112 a favor e 198.755 contrários.
 

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